A família do ex-presidente Ary Amâncio está realizando uma 'vaquinha' virtual para arrecadar fundos ao dirigente, que amputou a perna direita em 2019 devido à diabetes e, desde então, se afastou das atividades no Bonsucesso. De acordo com a ação da filha Alba Valéria, Ary necessita de R$12.200,00 para financiar a prótese para voltar a andar. Até o momento, 16 pessoas ajudaram com uma arrecadação total de R$1.990,00.
17/04/2021
ARY AMÂNCIO NECESSITA DE PRÓTESE E FAMÍLIA INICIA VAQUINHA VIRTUAL
A família do ex-presidente Ary Amâncio está realizando uma 'vaquinha' virtual para arrecadar fundos ao dirigente, que amputou a perna direita em 2019 devido à diabetes e, desde então, se afastou das atividades no Bonsucesso. De acordo com a ação da filha Alba Valéria, Ary necessita de R$12.200,00 para financiar a prótese para voltar a andar. Até o momento, 16 pessoas ajudaram com uma arrecadação total de R$1.990,00.
16/04/2021
GRUPO 'POR UM NOVO BONSUCESSO' SE SENSIBILIZA, DOA UNIFORME PARA LEILÃO E IDOLO VISITA MIKE TYSON
Foto: Fanáticos pelo Cesso
Para reparar imediatamente a falha da diretoria rubro-anil, os sócios recolheram autógrafos do ex-zagueiro Hélio e do ex-goleiro Júlio Galvão (integrantes da lista dos 100 maiores jogadores do centenário do Bonsucesso) e fizeram a doação da camisa para ajudar o ex-funcionário do Maracanã, que passa por dificuldades financeiras e perdeu a visão devido o glaucoma.
Além da singela ajuda, a reportagem do Fanáticos pelo Cesso acompanhou a visita de Júlio Galvão (campeão da Segunda Divisão pelo Bonsuça em 1984) até a casa de Enéas de Andrade, que mora a poucos quilômetros da Teixeira de Castro. Além de presenteá-lo com um novo uniforme e autografar a camisa na presença de Mike Tyson, presenciamos várias histórias da lenda viva do 'Velho Maracanã'.
"O Maracanã me deixou famoso. Às vezes, me sentia até o dono do estádio. Participei de muitos eventos, concertos e shows internacionais lá. Eu tinha muita moral. Quando acabavam os jogos, eu esperava do lado de fora do Maracanã para pegar uma carona às vezes e ficava cercado para dar muitos autógrafos. Era popstar. Se eu não tivesse esse problema eu estaria no Maracanã até hoje. Poderia ser chefe dos maqueiros", disse Enéas de Andrade, de 80 anos.
"Foi muito bacana. Conhecia todos os jogadores que foram me homenagear. Faltou apenas o Zico, que não está no Rio de Janeiro e o Roberto (Dinamite). Adoro eles dois. Igual a eles não tem. O Dinamite me ligou essa semana. O Adílio também estava no Maracanã. É um cara sensacional. O Zico tinha uma confiança em mim muito grande. Batia papo com o Edu na varanda da casa dele. Me perguntava quem eu era para viver aquilo tudo. Achava que vivia um sonho."
Enéas de Andrade, o Mike Tyson, relembrou uma passagem que ele considera marcante com o Galinho de Quintino.
"Eu já fiz a segurança para o Zico. Uma vez, estava olhando o carro dele e chegaram uns caras destinados a roubar. Eles me falaram que iam levar o veículo. Quando eu disse que o carro era do Zico, eles saíram correndo", disse reconhecendo o respeito que os bandidos tinham pelo camisa 10 do Flamengo.
Enéas que começou colocando as bandeiras no entorno do campo antes de ser maqueiro, demonstrou muita gratidão pelo ex-narrador Januário de Oliveira que o batizou com o apelido de Mike Tyson.
"Tenho muito respeito pelo Januário de Oliveira. Adorava quando ele dizia: 'está lá um corpo estendido no chão'. Era minha hora de atuar", disse Enéas que já esteve no Programa do Chacrinha para participar de um concurso.
"Concorri ao prêmio de homem negro mais bonito do Brasil. Não queria ir, mas acabei convencido a participar do Programa do Chacrinha. Me inscrevi e fiquei com o segundo lugar."
Fora do Maracanã desde as obras para a Copa do Mundo de 2014, Enéas de Andrade ainda aguarda uma homenagem dos administradores do estádio e sai em defesa do antigo Maraca.
"A SUDERJ me prometeu uma homenagem, mas não fizeram nada. Trabalhei por mais de 30 anos no Maracanã. Vamos aguardar se alguma coisa acontece após o fim da pandemia. Hoje, o Maracanã está diferente. É só luxo. Um Fla-Flu antigamente era especial. Era uma linda festa. A geral era a coisa mais linda. Foram vários craques que passaram por lá. O interessante do estádio era o portão 18. Sabe por que? Falava para muitos: 'Me espera no portão 18'. Coloquei muito 'geraldino', 'carona' para dentro. Era porteira aberta. A geral era o maior barato!"
Companheiro do pai, Mauro de Andrade, filho único de Mike Tyson, recordou os momentos ao lado dele no Maracanã.
"Com 10 anos eu era gandula. Quando não estava no campo, meu pai me deixava nas cadeiras assistindo os jogos enquanto ele trabalhava. Meu pai é Vasco e eu sou Flamengo. Eu fui mais inteligente (risos). Peguei a época do Zico. O espetáculo era diferente."
Durante cerca de 1h da visita, Mike Tyson reviveu grandes momentos da sua profissão que ele tanto se dedicou e agradeceu pela gratidão dos sócios e ex-jogadores do Bonsucesso.
"Foi muito especial e bacana essa visita. Espero que vocês voltem mais. Adoro o Bonsucesso. Acompanhava muito os jogos lá. Não perdia nenhum jogo do Bonsucesso e do Olaria, mas na Teixeira de Castro era melhor", brincou Enéas de Andrade.
Hélio mandou um recado especial para o Mike Tyson e espera que o leilão ajude o ex-maqueiro nesse momento.
Júlio Galvão ficou emocionado por rever Mike Tyson e poder contribuir com carinho com esse momento tão duro que atravessa aquele que tanto auxiliou os jogadores em campo.
"É muito especial a gente prestigiar quem tanto nos ajudou. Ainda mais em uma situação como essa que ele atravessa. Fico lisonjeado com a oportunidade de ter feito essa visita e ter assinado a camisa na presença dele. Como eu era goleiro, acabei não precisando do auxílio do Enéas, mas ele era um espetáculo à parte no Maracanã (risos)".
As camisas dos clubes participantes do evento já estão disponíveis no site Memorabília do Esporte com lances em até 15 dias.
15/04/2021
BONSUCESSO MANTÉM DÍVIDA COM O OLARIA POR ALUGUEL DA BARIRI E W.O GEROU MULTA DE R$8 MIL AO CLUBE
Conversamos com um funcionário da antiga administração do Olaria, que confirmou a dívida até hoje. Em contato com o atual presidente do clube, Lenivaldo Gomes informou que o valor segue pendente, porém, não soube especificar a quantia exata após a transição de gestão com a morte do ex-presidente Augusto Pinto Monteiro, o Pintinho.
À época, o então vice-presidente do Bonsucesso, Nilton Bittar, procurou o Fanáticos pelo Cesso para apresentar o comprovante de pagamento das taxas da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (R$2.520,00) no dia seguinte ao W.O, mas o Bonsucesso acabou sendo punido pelo TJD-RJ mesmo assim.
Como o time não entrou em campo, o clube foi denunciado no tribunal e multado em R$8 mil. Segundo a entidade, a diretoria também não quitou a taxa de arbitragem.
O Bonsucesso se manifestou nos autos esclarecendo que houve encerramento de contrato com antiga gestora, sendo necessário estabelecer novo acordo com uma nova gestora, que vem atrasando o salário dos atletas. Os jogadores se reuniram e decidiram não entrar em campo como forma de protesto. No dia do julgamento (10 de novembro de 2020), na Segunda Comissão Disciplinar do TJD-RJ, o clube não mandou defesa.
14/04/2021
BONSUCESSO É O ÚNICO DESFALQUE EM CERIMÔNIA EM PROL A MIKE TYSON, EX-MAQUEIRO DO MARACANÃ
O Bonsucesso foi o único clube ausente, nesta terça-feira, na linda cerimônia organizada pelo Museu da Pelada, no Maracanã, em prol de Mike Tyson, ex-maqueiro, que se dedicou por 30 anos pela profissão no estádio. Aos 80 anos, Enéas de Andrade convive com sérios problemas financeiros e de saúde já que apresenta perda de visão devido ao glaucoma.
Algumas camisas dos clubes participantes do evento já estão disponíveis no site Memorabília do Esporte com lances em até 15 dias.
Parabéns pela iniciativa do Museu da Pelada e bola fora da diretoria do Bonsucesso! Confira abaixo o vídeo que conta a história do querido Mike Tyson:
13/04/2021
BENEMÉRITOS TENTAM NOVA CARTADA CONTRA NILTON BITTAR NO TJ-RJ
Após o juiz Ricardo Cyfer negar o pedido de tutela antecipada em fevereiro, os beneméritos apresentaram novas provas ao magistrado e aguardam a apreciação. Eles indicaram a falta de balanço financeiro no clube desde 2018, o que imputa diretamente na inelegibilidade por 10 anos, segundo o artigo 23 da Lei Pelé.
Os sócios se apegam ao texto que diz: 'Independentemente de previsão estatutária, é obrigatório o afastamento preventivo e imediato dos dirigentes, eleitos ou nomeados, caso incorram em qualquer das hipóteses do inciso II do caput deste artigo, assegurados o processo regular e a ampla defesa para a destituição. (Incluído pela Lei nº 13.155, de 2015)'.
A alegação é de que os balanços jamais foram apresentados ao Conselho Fiscal e nunca passaram por aprovação da Assembleia nos dois anos anteriores, descumprindo o próprio Estatuto.
Os beneméritos também apresentaram documentos da investigação da Delegacia de Defraudações, que apura supostas irregularidades em exames de COVID-19 no Carioca da B1 de 2020. A petição aponta para o depoimento do ex-coordenador médico do Bonsucesso, Antonio Carlos Naine, que negou que as assinaturas nos atestados após a 5ª rodada da Taça Santos Dumont sejam dele (leia aqui).
Foi apresentado também a oitiva de Nilton Bittar, que conforme trouxemos nesta segunda-feira, disse não ter conhecimento das diretrizes sanitárias da FERJ no combate a propagação e transmissão do novo coronavírus durante suas competições.
A petição ainda aponta que Nilton Bittar tentou 'jogar a culpa para o Presidente Ary Amâncio que estava afastado do clube por ter perdido a perna em decorrência da Diabetes grave que possui'. Os beneméritos também indicam as exigências do RCPC-RJ, que ainda não aprovou a ata das eleições realizadas em dezembro.
Os beneméritos apresentaram ainda as cartas do Diretor-Jurídico da FERJ, Wlademir Monje, e do Procurador Sandro Trindade, que corroboram com a nulidade do mandato sem a documentação necessária para aprovação do clube nas competições esportivas da entidade.
Por ora, o Bonsucesso está impedido de disputar a Copa Rio e a Série B2 sem a figura de um presidente reconhecido em cartório e na FERJ.
RÉUS PERDEM PRAZO PARA RESPOSTA AO JUIZ RICARDO CYFER
'TÁ NO LIVRO' COM PAULO JORGE #02
Por: Paulo Jorge
"NO CAMINHO TINHA UMA PEDRA..."
Fonte: Jornal dos Sports
"O CRACK DA SEMANA"
Estou iniciando esse novo projeto em conjunto com a página 'Fanáticos pelo Cesso', onde iremos resgatar a história do clube e mostrar a todos os suburbanos como foi, é e sempre será esse maravilhoso clube que precisa muito de ajuda. Quem quiser acompanhar o meu trabalho, basta acessar o perfil no instagram: @historyprofpaulo
12/04/2021
NILTON BITTAR CONFIRMA MANDATO SUB JUDICE E DIZ NÃO CONHECER DIRETRIZES DA FERJ CONTRA A COVID
Considerado presidente eleito após o pleito realizado no fim de 2020, mesmo sob desconfiança de sócios que apontaram falhas no processo, Bittar acabou se contradizendo na oitiva. Inicialmente, ele confirmou que a presidência está sub judice, mas em seguida, garantiu ser o presidente, de fato, desde o dia 12 de dezembro de 2020, data da eleição.
Bittar informou à Polícia Civil que o mandato de Ary Amâncio se perpetuou entre 3 de setembro de 2017 até 11 de dezembro de 2020, ou seja, com as eleições ocorrendo um dia após o último mandato. O dirigente se defendeu das acusações de irregularidade no pleito apontando que a decisão judicial protocolada pela 12ª Câmara Cível não informava a nova data das eleições. Segundo Niltinho, a agremiação seguiu o que determina o estatuto do clube, 'que é o poder maior da entidade'.
O dirigente afirmou que o mandato ainda não tinha sido atualizado na FERJ porque a ata da eleição encontrava-se no cartório de títulos há dez dias e os documentos estavam em análise. Cabe ressaltar que até hoje, o RCPC-RJ ainda faz exigências para regularizar a chapa.
Nilton Bittar também foi questionado sobre os exames e laudos médicos da COVID-19 para participação da Série B1 do Estadual. Ele negou que soubesse das diretrizes sanitárias impostas pela FERJ. O dirigente ainda relatou que não tinha conhecimento que para participar de campeonatos oficiais da entidade, todos os jogadores deveriam realizar testes e apresentá-los posteriormente à FERJ. Niltinho relatou que não tinha conhecimento de quem era o responsável pelos exames no elenco também.
Em outro trecho, Nilton Bittar informou que o Departamento de Futebol é totalmente terceirizado e que não sabia informar o nome da empresa responsável pela gestão do carro-chefe do Bonsucesso. Niltinho ainda se eximiu da assinatura do acordo com os novos gestores e avisou que o ex-presidente Ary Amâncio Pereira foi quem autorizou o contrato.
À época, Nilton Bittar se colocou à disposição para apresentar uma cópia do contrato à Polícia Civil no prazo de cinco dias, o que foi feito. Ele ainda disse não ter conhecimento do laboratório que realizou a coleta de material para testes de COVID-19 nos jogadores e manteve a postura ao ser indagado sobre o médico responsável pela avaliação dos diagnósticos no clube.
A Delegacia de Defraudações já ouviu a funcionária Solange Lione e o atual gestor do futebol, José Agnaldo Sena. Clique e confira abaixo o depoimento de Nilton Bittar à Polícia Civil.
10/04/2021
FERJ DEFINE OS GRUPOS DA SÉRIE A2 DO CAMPEONATO CARIOCA DE 2021
O caminho será longo até lá, mas o Bonsucesso deve ficar atento às divisões superiores. Logo, a FERJ definiu nesta semana a Série A2 do Campeonato Carioca. No Conselho Arbitral, na sede da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, com a presença de representantes dos clubes, definiu-se a tabela, grupos e o início da competição. Dividida em dois grupos, com seis clubes cada, a Série A2 está prevista para começar no dia 5 de junho.
Confira abaixo os grupos:
09/04/2021
FANÁTICO, CÉSAR AUGUSTO NÃO MEDE ESFORÇOS PARA TORCER PELO CESSO: "VOU DE CARONA, JEGUE E CARROÇA"
César Augusto, que não mede esforços nem mesmo na pandemia para acompanhar o Bonsucesso (acredite se quiser), concedeu uma entrevista exclusiva ao Fanáticos pelo Cesso e contou muitas boas histórias dessa relação com o Bonsuça que vai muito além do futebol. Para César, o Bonsucesso é como um filho e faz parte do seu dia a dia.
"Eu tinha carro, moto e ia do meu jeito, mas perdi a habilitação após uma blitz da Lei Seca. Agora, vou de carona, ônibus, trem, jegue, carroça...", disse um bem humorado torcedor.
Personagem da reportagem da TV Globo na Copa Rio, César Augusto também foi protagonista da dor de ter sido testemunha ocular do W.O para o Artsul, na Bariri, dias após o aniversário do Bonsucesso de 107 anos. Esse episódio ele considera uma das maiores manchas da história.
"Fui ao clube no dia anterior porque sabia que o antigo gestor tinha atrasado os pagamentos. Estava um disse me disse danado. Vi alguns jogadores um dia antes da partida na Teixeira de Castro conversando com um funcionário. Não cheguei perto porque não me dizia respeito. Sou apenas torcedor. Na saída, perguntei a um deles se teria jogo. Ele me respondeu que sim porque tinham se comprometido a ir. Mas, no dia da partida, um amigo do clube me avisou que o time não entraria em campo. Achei muito estranho porque ajudei a descarregar o material da delegação na Bariri. Na porta do vestiário, um dos atletas que esteve no estádio brincou comigo: 'Quer jogar? Tem chuteira, short e camisa...'. Pensei comigo que isso não poderia ser sério. Saí do vestiário e fui para a cabine porque tinha sido convidado para comentar o jogo por uma rádio web. O tempo foi passando e realmente veio o W.O. Foi a página mais triste que eu vi do Bonsucesso."
César Augusto ainda viveu um episódio curioso nesse 'jogo' já que foi cobrado pela FERJ quanto aos custos da realização do confronto.
"No final, ainda passei constrangimento. Uma funcionária da FERJ veio me cobrar despesas, mas eu não tinha nada a ver com isso. Posteriormente, o clube pagou, mas eu não era dirigente. Sempre fui torcedor. Quem deveria pagar tinha ido embora. Até os responsáveis pelo Olaria me contaram que o Bonsucesso não havia quitado o aluguel do campo. É tudo muito triste."
César sente uma ponta de frustração e indignação até hoje ao relembrar o episódio na Bariri.
"Acompanho o Bonsucesso há muitos anos. Sabemos que o Bonsucesso é um time de bairro e com gestões muito mal feitas, porém, é um clube bem localizado e que está na paixão de muitas pessoas. Saí da arquibancada vendo que tudo estava acabando. Me aborreci muito. É o fundo do poço um W.O. O antigo gestor cometeu um erro imensurável. Ele deixou de pagar jogadores que dependiam daquele salário. Ouvi de um jogador que ele estava trabalhando em obras para colocar o sustento na sua casa já que o clube estava atrasando salários. O pior é que ninguém colocou a cara para responder. Só transferem a culpa. A culpa é da presidência, sim."
Um ano antes, César Augusto tinha motivos para comemorar. Em uma campanha surpreendente, o Bonsucesso levantou o troféu da Copa Rio após derrubar outros favoritos ao título durante a trajetória até a final, no Nilton Santos, o Engenhão. O rubro-anil sempre foi otimista em acreditar ser possível conquistar aquela taça e levá-la para à Teixeira de Castro.
"Quando o Caio foi expulso e o Emerson (zagueiro) pegou três pênaltis contra o Maricá, nas quartas de final, eu percebi que estávamos com muita sorte. Passamos pelo Boavista também nas penalidades. Depois daquela semifinal ninguém tiraria o nosso título. No dia da final, eu nem dormi direito. Chego até a me... (chora) É muita emoção. Fomos de ônibus para o estádio. Muita gente mesmo. Fomos em peso. Estava muito contente com aquele momento. A Portuguesa estava melhor no jogo, mas vencemos com um golaço do Denilson acertando a forquilha. Já torci muito para o Bonsucesso nos acessos, mas esse foi o ponto alto da história. Foi algo inédito. Uma emoção fora do comum."
César Augusto só lamenta a pouca importância dada pelos dirigentes ao título inédito logo após a conquista.
"Por incrível que pareça, os meninos da torcida fecharam a Teixeira de Castro comemorando o título, mas o clube campeão da Copa Rio estava completamente fechado como se nada tivesse acontecido. Uma conquista memorável, que daria direito a Copa do Brasil, e os caras não abriram o Bonsucesso para nada. O mínimo era abrir a nossa sede para comemorar. Tivemos que comemorar em um bar em frente como se fosse um time de pelada. É inacreditável", salientou.
César Augusto não esconde que a sua paixão pelo Bonsucesso vem desde pequeno e que jamais mediu esforços para estar na arquibancada, por algumas vezes, até mesmo sozinho, mas sempre uma voz ativa para apoiar os jogadores em campo.
"Eu fui morar em Bonsucesso ainda criança. Meus avôs eram daqui. O primeiro estádio que eu entrei foi a Teixeira de Castro. Eu ia a jogos do Merci (supermercado que hoje é o Guanabara) na sexta-feira à noite só pra você ter uma noção do tempo que eu prestigio o clube. Quando eu era menino, os coleguinhas me sacaneavam por eu ser Bonsucesso. Então, como meu tio era Vasco, passei a dizer que era cruzmaltino. Mas, eu não saio da minha casa para ver o Vasco. Saio só para ver o Bonsucesso. Já estive em muitos locais. O último (jogo) foi em Avelar, em Paty do Alferes. Minha paixão é grande e por várias décadas. Já fui a todos os locais: Casemiro de Abreu, Resende, Itaperuna, Cardoso Moreira, Campos... Tudo muito longe (risos)."
César também tem histórias curiosas e até mesmo engraçadas para acompanhar o Bonsucesso nos quatro cantos do estado.
"Fui uma vez com a delegação quando era adolescente e tive que empurrar o ônibus do Bonsucesso que enguiçou após um jogo contra o Campo Grande, no Italo Del Cima. Era um ônibus de carreira. Saltou todo mundo para empurrar. Apesar do fato inusitado, foi uma farra", disse já recordando de outra lembrança.
"Passamos um sufoco maior contra o Audax. na Sendolândia. Foi uma chuva horrível que pegamos porque os donos da casa não deixaram a gente ir para uma parte coberta. Foi uma tempestade inacreditável. Foi um sufoco a nível de torcer."
César Augusto também sempre foi reconhecido pelas torcidas de massa do Rio de Janeiro e enfatizou que sempre foi bem recebido por todos devido sua paixão pelo clube do bairro.
"Fui assistir Vasco e Bonsucesso com a nossa camisa no meio deles. Levei dois sacos de papel picado. Quando o time entrou, joguei papel picado para o alto. O pessoal ria e me aplaudia. Outros me chamaram de maluco, bêbado... Eu era e sempre fui fanático pelo Bonsucesso."
Em 2015, César relembrou outra passagem da ansiedade em chegar cedo aos estádios para acompanhar cada detalhe da preparação do time para os jogos.
"Fui assistir um jogo Botafogo e Bonsucesso, no Engenhão (derrota por 4 a 0, em 2015) e ao chegar na bilheteria me deparei com a funcionária cochilando. Não entendi bem porque e ela me explicou que minha esposa e eu éramos os primeiros a comprar um ingresso como visitante naquele dia. Botafoguenses me pararam para tirar fotos comigo. Eu sempre prestigiei os jogos com a minha bandeira. Passei inúmeras vezes no meio da torcida do Flamengo e jamais tive problema com torcedor. Pelo contrário. Sempre brincava que não queria brigar com eles."
Há mais de dez anos com a inseparável Ângela, César Augusto carrega a esposa para assistir os jogos do Bonsucesso.
"Nós já fomos para rodoviária para esperar um ônibus rumo a Cabo Frio para uma partida às 9 e 30 da noite. Fui com minha esposa. Ela sempre me acompanhou. Ela gosta muito. Minha mãe também já foi comigo aos estádios", disse o filho da dona Maria do Céu.
Ciente de todos os problemas que atravessa o Bonsucesso, César Augusto não abandona o clube e promete acompanhar novamente o time na Série B2 e na Copa Rio, mesmo se for preciso enfrentar a pandemia novamente e não acredita que a centenária agremiação esteja caminhando para o seu fim.
"Acabar não acaba porque há apaixonados pelo clube. O problema é a gestão. Até hoje, você paga a mensalidade no papelzinho. Não é bobagem. Não digo que falta capacidade, mas sim, condição de comandar o Bonsucesso. São presidentes que entram pela janela e não conhecem nada do clube. São gestores que prometem e não cumprem. O momento é muito conturbado. Eu estive na eleição e vi o quão difícil tem sido todas as movimentações internas. Meu nome não estava na lista de aptos a voto. Sou sócio adimplente há décadas. Jeito tem, mas precisa colocar pessoas com capacidade", concluiu.
08/04/2021
PROCURADOR DA FERJ RESPONDE BENEMÉRITOS: "O BONSUCESSO NÃO APRESENTOU ATA REGISTRADA"
A vida não anda fácil na Teixeira de Castro para Nilton Bittar. A FERJ mantém-se em compasso de espera quanto à ata da eleição presidencial para que o clube dispute as competições oficiais em 2021. Após a resposta concedida pelo diretor-jurídico Wlademir Monje aos beneméritos, desta vez, o procurador-geral Sandro Trindade também se posicionou via e-mail aos torcedores.


















