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23/12/2023

DIRIGENTES MARCAM ELEIÇÕES PARA 14 DE JANEIRO. PLEITO TERÁ CHAPA ÚNICA


George Joaquim (à direita) será candidato único à presidência do Bonsucesso
Foto: Reprodução

O Bonsucesso conviveu em 2023 como novos episódios de briga política e suposto descumprimento de normas do estatuto. Durante a disputa do Campeonato Carioca da Série B2, o presidente Jorge Ribeiro Marques foi afastado após ausência de contrato de aluguel de duas lojas na sede sem anuência do Conselho Deliberativo. 

Na mesma acalorada reunião, em apoio ao presidente e sem sintonia com demais dirigentes do futebol, o vice-geral André Veras também pediu renúncia. Desde então, o presidente do CODE, Cláudio Menezes, esteve à frente do rubro-anil interinamente. 

O mandato foi cumprido até o último dia 11, mas as novas eleições ainda não ocorreram. Segundo o
 estatuto, a definição da nova diretoria deve ocorrer até a o fim da primeira quinzena de dezembro. Porém, o prazo não foi cumprido.

Chegou-se a ter uma convocação de novas eleições para o dia 10 de dezembro, mas o edital acabou sendo cancelado posteriormente por não considerarem Jayme Perpétuo como presidente da Assembleia Geral. Internamente, os sócios apontam que Brazelino Vieira ainda seria o responsável por esse Poder no Bonsuça, mas não comparece há algum tempo na Teixeira de Castro. 

Sendo assim, uma comissão eleitoral foi elaborada para organizar o novo pleito a ser realizado no próximo dia 14 de janeiro de 2024. O Fanáticos pelo Cesso apurou que apenas uma chapa se inscreveu para concorrer às eleições. O benemérito George Joaquim virá como candidato único à presidência. O vice da chapa será Rubens Peres, que também é benemérito e ex-dirigente de futebol.

George Joaquim é professor de geografia e historiador do clube. Na biografia dele, cita que herdou a paixão pelo Bonsucesso através do avô Benjamin Joaquim Ferreira. George Joaquim sempre foi figurinha carimbada nos estádios ao lado da mãe, Dona Marlene, torcedora símbolo do clube, que faleceu em novembro.

Nos bastidores, Jorge Ribeiro Marques ainda tenta impedir o prosseguimento das eleições e consequentemente se livrar de possíveis sanções estatutárias.

25/07/2022

NILTON BITTAR É AFASTADO EM FIM DE SEMANA QUENTE NO BONSUCESSO


Marcelo Etiene, presidente do Conselho Deliberativo, comandou a reunião
Foto: Divulgação

O Bonsucesso viveu no último sábado mais um triste capítulo da sua história centenária com o afastamento do presidente Nilton Bittar por 90 dias após a reunião extraordinária do Conselho Deliberativo que, por unanimidade, julgar procedente os indícios de desvio de valores internacionais, oriundos do mecanismo de solidariedade do meia Jean Lucas, atualmente no Mônaco-FRA.

Como informamos ao longo da última semana, os valores se aproximam da casa dos R$200 mil e foram transferidos para contas de terceiros, segundo documentos apresentados na reunião, que precisou ser realizada na calçada do clube já que a sede do Bonsucesso estava fechada por determinação da gestão administrativa e contava com seguranças particulares.

As contas de 2021, que foram apresentadas à FERJ, também foram reprovadas já que segundo os conselheiros, houve falsificação nos documentos que não passaram por aprovação dos Poderes e foram entregues à entidade apenas com a assinatura de um contador contratado pelo então presidente.



Roberto Pinto, que pediu renúncia da vice-presidência, esteve na reunião
Foto: Divulgação

Roberto Pinto, que pediu renúncia da vice-presidência dias antes, esteve no Bonsucesso pela manhã para conversar com os conselheiros e também assinou a ata, dando anuência para o afastamento de Nilton Bittar, que terá quatro dias para apresentar defesa.

Enquanto isso, o presidente do Conselho Deliberativo, Marcelo Etiene, será o presidente interinamente até que seja analisada criteriosamente a resposta de Nilton Bittar em reunião futura. Caso não haja reconsideração, novas eleições serão declaradas no Bonsuça. A ata da reunião será homologada em cartório e enviada à Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro. 

A reunião contou com a presença do Esquadrão Rubro-Anil, torcida organizada do clube, e demais torcedores que acompanharam a votação. À tarde, sócios que estavam na Teixeira de Castro presenciaram Nilton Bittar deixando as dependências do estádio. O presidente afastado foi hostilizado enquanto atravessava a calçada.

"Ladrão!", bradou um deles. 


Nilton Bittar é visto à tarde na porta do clube após a reunião
Foto: Reprodução

O perfil oficial do Bonsucesso na última sexta-feira chegou a acusar Rita de Cássia, esposa de Nilton Bittar, de realizar um ritual religioso na entrada do clube, considerado um 'ato de vandalismo'. Segundo a informação divulgada, 'foi necessário fazer uma lavagem completa para remover um líquido fétido do piso do hall, além de recolher plantas espalhadas'. 

Neste domingo, os sócios puderam novamente frequentar as dependências do clube e o estádio Leônidas da Silva recebeu a partida da semifinal da Série C do Carioca, com vitória do Rio de Janeiro sobre o Império Serrano por 1 a 0. 


Rio de Janeiro vence o Império Serrano na Teixeira de Castro
Foto: João Carlos Gomes/Império Serrano

02/04/2021

BONSUCESSO COMPLETA SETE MESES SEM PRESIDENTE RECONHECIDO

Antigos gestores em comemoração ao aniversário do clube antes da pandemia
Foto: Arquivo Pessoal

Hoje é dia de assoprar as velinhas no Bonsucesso. Mas, nada que justifique comemorações. O clube completa sete meses sem ter um presidente reconhecido pela FERJ e CBF. Segundo o site da entidade, o último mandato se encerrou no dia 2 de setembro de 2020. Ao longo de todo o período até as eleições em 12 de dezembro do último ano, o candidato único Nilton Bittar bradou aos quatro cantos na Teixeira de Castro que o 'estatuto é soberano', dando o direito do pleito ocorrer somente na última quinzena do último mês, conforme rege o artigo 74.

Com a impugnação da chapa de oposição encabeçada por Jorge Ribeiro Marques, Nilton Bittar foi eleito sob desconfiança de sócios já que o então presidente da Assembleia Geral, Brazelino Vieira, não esteve presente no dia mais importante da democracia rubro-anil.

O Grupo 'Bonsucesso Raiz' fincou suas raízes na sede social, porém, ainda não conseguiu registrar a ata da eleição no RCPC-RJ, o cartório central para clubes do Rio de Janeiro. Em três oportunidades, os dirigentes encaminharam documentos, entretanto, mantêm-se em exigências, que o Fanáticos pelo Cesso trouxe aqui com exclusividade. 

A FERJ já deixou o Bonsucesso fora do arbitral sobre as contas do exercício de 2020 da entidade e a elaboração do Regulamento Geral de Competições de 2021, justamente por não ter um representante legal. Essa pendência persiste e isso pode impactar diretamente a participação do clube na Copa Rio e a Série B2 a partir de agosto e setembro, respectivamente. 


Sem o reconhecimento da legalidade das eleições na FERJ, o clube fica impedido de inscrever jogadores. Nos bastidores, os dirigentes expõem que tudo será contornado em breve, mas esbarram nas próprias dificuldades. Uma das exigências do cartório é explicar a 'ausência de eleição para o Conselho Diretor'.

Como Ary Amâncio tomou posse através de uma eleição judicializada, sócios buscaram as medidas civis para comprovar que a decisão do Desembargador Mário Neto é explícita em garantir que o pleito deveria ocorrer dentro do período do escrutínio (até setembro de 2020). O artigo 69 do estatuto diz: "As eleições dos membros dos poderes do Bonsucesso serão realizadas de três em três anos, com direito a reeleição". 

Nesta semana, um grupo de sócios encaminhou um ofício ao Procurador da FERJ, Sandro Trindade, cobrando uma intervenção no Bonsucesso pela vacância de cargo de 180 dias. Na carta, os torcedores alegam que Nilton Bittar infringe o artigo 23, inciso I -  parágrafo C da Lei Pelé (confira abaixo). O clube ainda não apresentou os balanços financeiros de 2019 e 2020. Procuramos Sandro Trindade, mas ainda não tivemos retorno. 


Há duas ações na justiça comum, na 10ª e 17ª Vara Cível do Tribunal de Justiça. A primeira ação ainda não teve sentença, porém, o juiz Ricardo Cyfer indeferiu inicialmente o pedido de tutela provisória contra as eleições ocorridas em dezembro. O outro processo segue aguardando apreciação do magistrado.

A Delegacia de Defraudações também analisa o caso. Além disso, a Polícia Civil investiga supostas fraudes em exames de COVID-19 durante a disputa da Série B1 do Carioca no ano passado. Além do médico Antonio Carlos Naine, do atual mandatário Nilton Bittar e do gestor José Agnaldo Sena, as autoridades ouviram uma funcionária do clube, Solange Lione.

Em um breve depoimento, apuramos que Solange afirmou que nunca levou nenhum exames para o ex-coordenador médico do Bonsucesso assinar. O único documento que ela encaminhava para a clínica de Antonio Carlos Naine era uma  folha única, que o profissional rubricava. Solange Lione afirmou que não sabia as datas e o teor dos documentos.

Solange Lione é uma das funcionárias mais antigas do Bonsucesso
Foto: Arquivo Pessoal

Como o decreto municipal foi prorrogado até a próxima quinta-feira, a diretoria do Bonsucesso terá mais alguns dias de inviabilidade para agilizar a burocracia e garantir a transparência do processo eleitoral do clube.

O Fanáticos pelo Cesso seguirá acompanhando essa Via Crucis. Abaixo as exigências do RCPC-RJ ao clube.

1) Apresentar o edital nos termos do estatuto - ORIGINAL - folha inteira do jornal

2) A ata deve conter o CNPJ da associação

3) Informar na ata o período de mandato dos eleitos no formato: __/__/____ até __/__/____

4) Apresentar Qualificação completa de TODOS os eleitos

5) Esclarecer a ausência de eleição para o Conselho Diretor

6) Informar na ata: TODOS os eleitos declaram que não estão impedidos de exercer a administração da associação nos termos do art. 1.011 § 1º CC/02

*documento passível de novas exigências, pois não sei quem é o representante legal*
caso tenha alterado, apresentar o REGIN para regularizar


Em,25/03/21

1) TODAS as páginas devem estar rubricadas (relação de presentes e qualificação dos eleitos)

2) Apresentar DBE de alteração de representante legal

3) Apresentar Capa do Requerimento Eletrônico com assinatura e reconhecimento de firma de Nilton Ricardo Bittar

4) Comparecer para PAGAR os REGISTROS complementares

Doc - 05 páginas
Doc - 05 páginas
Ata - 04 páginas
Doc- 04 páginas

16/12/2020

BATALHA JUDICIAL PODE PRORROGAR DECISÃO SOBRE ELEIÇÃO PARA A SEGUNDA QUINZENA DE JANEIRO

Time comemora o título da Copa Rio após vitória sobre a Portuguesa
Foto: João Carlos Gomes/Bonsucesso

Nesta terça-feira (15), o advogado Marcelo Santiago, que defende os beneméritos que pedem a anulação da eleição no Bonsucesso por supostas irregularidades, ingressou com uma réplica na 10ª Vara Cível do Rio de Janeiro. Na petição, os sócios afirmam que a procuração apresentada por Nilton Bittar refere-se tão única e exclusivamente  a briga judicial contra a Light, exemplificando que o clube não se faz representado por ele nos tribunais e reforçam a relação próxima com Marcelo Salgado (ex-gestor do futebol), citando inclusive uma matéria do G1, que traz detalhes do afastamento do ex-presidente da SUDERJ por contratos suspeitos. 

O documento ainda contém uma reportagem do site Futrio, detalhando a 'paciência' do clube para escolher a vaga na Copa do Brasil ou na Série D do Brasileiro após o título da Copa Rio em 2019. A opção pela competição de mata-mata daria uma premiação inicial de R$500 mil (a diretoria acabou desistindo de participar de qualquer torneio). Nos autos, os beneméritos relembram uma confissão de dívida milionária do clube a favor de Salgado.

Diante da nova rodada de acusações, o juiz Ricardo Cyfer deu cinco dias úteis para que os réus apresentem nova defesa antes do julgamento do processo. Os sócios analisam criteriosamente qual passo pode ser dado durante a semana já que na próxima sexta-feira, o fórum entrará em recesso e só retomará o experiente em 20 de janeiro de 2021. Nesse período, Nilton Bittar poderá tomar posse na virada do ano, mesmo diante da eleição sob júdice e que poderá ser anulada posteriormente.

Ainda assim, a chapa vencedora nas eleições do Bonsucesso no último fim de semana, prepara uma confraternização na Teixeira de Castro no próximo domingo. Inclusive, uma das peladas de fim de ano que já estava agendada no gramado do estádio Leônidas da Silva poderá sofrer alteração no horário justamente para contemplar a 'festa da vitória'. Cabe ressaltar que, o aluguel do gramado tem sido uma alternativa para mitigar os problemas financeiros em 2020.

Um lembrete: (pelo menos) usem máscaras!

15/12/2020

NILTON BITTAR APRESENTA DEFESA E ACUSA AÇÃO DE ATO POLÍTICO

Nilton Bittar ao lado de Ary Amâncio no aniversário de 106 anos do clube
Foto: Reprodução

A eleição no Bonsucesso ainda não terminou. Apesar do resultado expressivo de Nilton Bittar nas urnas no último sábado, a ação que corre na 10ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro pode causar uma reviravolta no pleito. O 'Fanáticos pelo Cesso' teve acesso a defesa do Bonsucesso e a de Nilton Bittar, que defende o clube e advoga em causa própria (1º e 3º réus), rechaçando gestão temerária e irregularidades na prorrogação do mandato do Conselho Administrativo. 

Durante o ofício enviado nesta segunda-feira, data limite apontada pelo juiz Ricardo Cyfer, o presidente eleito afirmou que 'houve normalmente a eleição no clube na forma de seu Estatuto, assim como respeitando os poderes do clube.'

Nilton Bittar ainda cita que tem experiência no mercado há mais de 30 anos e classifica como a 'nata' dos integrantes da sua chapa, incluindo 'Grande Beneméritos, Beneméritos, Proprietários sem contar com famílias tradicionais do clube'. O presidente eleito cita que a ação dos sócios Cláudio Menezes, Ronaldo Nascimento e George Joaquim Machado tem cunho político, considerando todos como integrantes da chapa de oposição - inelegível às vésperas das eleições.

Bittar cita que os autores da ação 'mentem em cerca 90%' (não diz o que há de veracidade no processo) e defende que a eleição foi marcada devidamente pelo presidente da Assembleia Geral, Brazelino Vieira. Ele enumerou o que considera 'mentiras apresentadas em juízo':

Primeiramente, Bittar se defende afirmando que o desembargador apenas decidiu que o pleito fosse marcado, dando posse a Ary Amâncio em 3 de setembro de 2017 e 'em nenhum momento mandou marcar uma nova eleição após o dia 03/09/2020'. Entretanto, a decisão especifica o período correspondente ao triênio a partir da data do escrutínio. 

Ele enfatiza que 'no atual mandato TODO o clube foi pintado, o escudo foi danificado, mas devidamente consertado, assim como os gestores não usam do hall para estacionamento, sendo os mesmos eventualmente foi utilizado por solicitação da prefeitura e sés Gestores, que lá estiveram reunidos para distribuição de cestas básicas, fato este público e notório'. A foto anexada na defesa, porém, aponta para a torre sem a devida conservação.

Nilton Bittar considera como 'ridícula' a afirmação extraída nos autos do processo de que o ginásio está totalmente destruído e que teria sido leiloado durante o atual mandato. Ele acusa Cláudio Menezes, um dos autores da ação, como presidente do Conselho Deliberativo em 2013, data em que o espaço deixou de pertencer ao Bonsucesso.

O presidente eleito considera 'absurdo campeão' a citação da confissão de dívida com o ex-gestor do futebol, Marcelo Salgado. Segundo a defesa, 'num ato de extrema competência da gestão atual, quer seja dos réus, houve uma negociação espetacular com a efetivação do acordo, HOMOLOGADO EM JUÍZO EM PROCESSO ELETRÔNICO ABERTO AO PÚBLICO, no qual transigiu por menos de 30% do risco processual'. O valor inicial do processo era de R$5 milhões.

Por fim, Bittar reforça, baseando-se no Estatuto, que as eleições foram marcadas corretamente na segunda quinzena de dezembro e 'seria impossível a marcação também em face da pandemia, já que os clubes estavam fechados com base nos órgãos municipais, apesar correto era seguir os termos de seu Estatuto.'

O dirigente anexou um documento assinado por Brazelino Vieira que já confirmava em outubro, portanto, antes da pandemia, as eleições na segunda quinzena de dezembro de 2020 (confira abaixo).


DOCUMENTO CONFLITANTE


Um documento anexado por Nilton Bittar é no mínimo curioso. A procuração assinada por Ary Amâncio em 13 de novembro de 2020 aponta o nome também do ex-presidente José Simões, que não faz parte da última gestão e está inelegível por 10 anos. O ofício aponta o advogado José Ricardo Leite de Brito como responsável por uma ação do clube contra a Light.


O Fanáticos pelo Cesso não conseguiu confirmar se Ary Amâncio se pronunciou até o fim da noite desta segunda-feira já que também é (2º) réu no processo. O juiz Ricardo Cyfer deve protocolar a decisão ao longo do dia. Caso defira o pedido, um interventor deve ser anunciado para convocar novas eleições no Bonsucesso. Caso contrário, Nilton Bittar tomará posse.

13/12/2020

NILTON BITTAR É ELEITO O NOVO PRESIDENTE DO BONSUCESSO SOB DESCONFIANÇA NESTE SÁBADO


Nilton Bittar foi eleito o novo presidente do Bonsucesso em uma eleição realizada neste sábado sob desconfiança. A decisão judicial, na última sexta-feira, permitiu a realização do pleito com chapa única, apesar da ação de sócios que tentam a inelegibilidade do conselho administrativo. A eleição teve 95 votos para a Chapa Verde, um nulo e um branco. 

Ao longo do dia, na sede da Teixeira de Castro, houve bate-boca, reclamações da lista incompleta de sócios aptos para o voto e incerteza se o mandato pelo próximo triênio será cumprido.

O então presidente da Assembleia Geral, Brazelino Vieira não compareceu ao clube. O vice, André Bittar, também não presidiu as eleições. Um outro responsável teria sido colocado à frente do pleito, desrespeitando o estatuto. O
'Fanáticos pelo Cesso' recebeu uma foto do suposto substituto pelas eleições, porém, não conseguimos identificá-lo.

Em contato, Brazelino Vieira confirmou a informação que trouxemos ao longo da semana de que ele está com suspeita da COVID-19.

"Estou em quarentena e não posso sair de casa. Não sei quem presidiu as eleições. Só liguei ao fim da tarde para saber se tudo ocorreu bem e foi tudo certo, mas o resto eu não sei. Não assinei a ata, não pude ir. Tem que ligar para o (Nilton) Bittar ou o pessoal lá. O André Bittar é o vice (da Assembleia), mas estou por fora. Estou mais perdido do que não sei o que com o Bonsucesso", afirmou. 

Pela manhã, antes da chegada da Polícia Militar, o sócio César Augusto e o candidato à presidência tiveram uma áspera discussão.

"Fui votar com as mensalidades pagas, carteirinha do clube e identidade. Porém, o Brazelino Vieira (então presidente da Assembleia Geral) que deveria estar à frente das eleições não compareceu. Perguntei quem estava comandando o pleito, mas jamais vi aquele senhor no Bonsucesso (disse se referindo a quem capitaneou a eleição sem citar o nome). Enquanto eu estava na sede, fui confrontado pelo Nilton Bittar, que me disse que eu não poderia ficar ali. Disse pra ele que pago em dia e frequentava o clube desde a barriga da minha mãe. Portanto, eu tinha direito a permanecer no clube a hora que eu quisesse. Avisei que ninguém me tiraria do Bonsucesso. Ele disse que chamaria a polícia. Avisei pra chamar já que o acusaria de uma série de irregularidades", disse César Augusto.

O sócio proprietário Vitor Maia afirmou que o seu direito a voto também foi decidido de última hora já que seu nome não constava na lista, apesar de estar em dia com as mensalidades.

"Sou sócio proprietário desde 2016, porém, meu nome não estava na ata de votação. Estou com todos os pagamentos na mão. O candidato Nilton Bittar chamou a Dona Olga (Ribeiro), secretária do clube, que assinou atrás do meu recibo, dando direito a participar. É uma bagunça. Eles não têm o número de eleitores no Bonsucesso", garantiu.

Comprovante assinado no verso pela secretária do clube
Foto: Reprodução

O juiz Ricardo Cyfer, da 10ª Vara Cível do Rio de Janeiro, aguarda o posicionamento do clube e do então presidente Ary Amâncio e de Nilton Bittar até a próxima segunda-feira, antes de dar a decisão na ação movida por beneméritos do clube, que tentam a anulação do pleito por supostas irregularidades e gestão temerária.

Caso o processo seja deferido, a justiça deve promover um interventor que convocará novas eleições. Resta saber quem assinou a ata da eleição? O 'Fanáticos pelo Cesso' tentou contato com o presidente eleito Nilton Bittar, porém ele não atendeu nossas ligações.

11/12/2020

ELEIÇÕES DO BONSUCESSO ESTÃO NAS MÃOS DO JUIZ RICARDO CYFER


As eleições do Bonsucesso acontecerão neste sábado, das 9h às 16h, com chapa única de Nilton Bittar, mas o pleito ainda pode ser anulado pelo juiz Ricardo Cyfer, da 10ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, após a ação movida por beneméritos que pedem a inelegibilidade dos integrantes do conselho administrativo por supostas irregularidades no mandato.

Nesta sexta-feira, o juiz indeferiu o pedido de tutela provisória, que suspenderia as eleições amanhã (12). Segundo a decisão, Ricardo Cyfer irá aguardar o prazo dado de 72h, ou seja, até segunda-feira (14), para que o clube se manifeste em juízo depois do mandado.

"A realização das eleições designadas para amanhã, na forma como se apresenta todo o conjunto fático que as caracteriza, com apenas a chapa da situação concorrendo, a eventual vitória dessa chapa apenas fará se prolongar no tempo a situação que hoje se apresenta, contra a qual se levantam os autores.

Ou seja, sagrando-se vencedores os atuais administradores do 1.º réu, a administração destes continuará sendo exercida pelas mesmas pessoas que hoje o fazem, e o objetivo primeiro da presente ação continuará em voga, aguardando-se a regular citação do 2.º e do 3.º réus, o decurso do prazo para manifestação destes sobre o pedido de tutela provisória, para que, enfim, se possa apreciá-lo adequadamente", diz parte da decisão do juiz Ricardo Cyfer.

Na véspera das eleições, a sede na Teixeira de Castro estava fechada e sem movimentação para receber a votação nas próximas horas.


BOCA MIÚDA

O candidato da oposição, Jorge Ribeiro Marques, que teve a chapa impugnada por certidões fora da validade, foi informado pela esposa do então presidente da Assembleia Geral, Brazelino Vieira, que o mesmo estava com sintomas da COVID-19 e que não poderia encontrá-lo para uma nova reunião nesta quinta-feira, após no dia anterior não informá-lo sobre o problema de saúde. 

"Boa noite! Eu sou a companheira do Brazelino, ele está doente. Tá com suspeita de covid 19, está em casa em isolamento. Por encanto (sic) está com tosse, dor no corpo e febre baixa, estou monitorando", diz a mensagem que o Fanáticos pelo Cesso teve acesso.

Jorge Ribeiro Marques alegava prazo curto para entrega de novos documentos para participar das eleições marcadas para a segunda quinzena de dezembro já que sua inscrição era para concorrer em setembro, seguindo a ordem judicial.

Caso não possa participar do pleito, Brazelino Vieira deve ser substituído pelo então vice-presidente da Assembleia Geral, André Estácio Bittar.


NO MUNDO DA BOLA

O juiz Ricardo Cyfer já esteve envolvido em outro episódio ligado ao futebol esse ano. Foi ele o responsável por indeferir o pedido de liminar da Globo, que tentava impedir que o Flamengo transmitisse os jogos na reta final do Campeonato Carioca, baseado na Medida Provisória assinada pelo presidente Jair Bolsonaro.

Em junho, a 'Revista Veja' informou que, o juiz Ricardo Cyfer é rubro-negro e já publicou fotos no Maracanã com a camisa do clube, sendo inclusive, um admirador do ex-jogador rubro-negro, Vagner Love.

10/12/2020

SEDE DO BONSUCESSO SOFRE COM PROBLEMAS ESTRUTURAIS


O próximo presidente do Bonsucesso terá muitos problemas ao assumir tamanha responsabilidade em um clube deficitário. O 'Fanáticos pelo Cesso' recebeu vídeos que demonstram diversas falhas estruturais na sede do clube, na Avenida Teixeira de Castro. Fechado durante os meses mais críticos da pandemia, o conselho administrativo continuou cobrando uma taxa de R$60,00 aos sócios, que procuraram o Blog para reclamar da falta de zelo com uma instituição centenária. O estádio Leônidas da Silva só foi reaberto para receber o elenco, que treinava no local para a disputa da Série B1 do Campeonato Carioca.

Recentemente, o Bonsucesso recebeu uma feira de roupas, acessórios e artesanatos, como forma de captar recursos para reduzir as despesas já que a energia elétrica segue cortada por inadimplemento.

Pelas imagens, o muro dos fundos da sede está deteriorado com acúmulo de lixo, a arquibancada social apresenta mato, o telhado tem falhas, o banheiro está com condições inapropriadas, o ginásio (leiloado) está abandonado e a piscina continua interditada com a água apresentando uma coloração esverdeada. 

Nos últimos dias, funcionários recolocaram o escudo do Bonsucesso na torre da fachada. Parte da arquibancada, onde encontram-se as históricas cabines de rádio, iniciou uma pintura, mas a diretoria alegou que nos últimos dias, as chuvas e um problema com o funcionário responsável pela obra atrasou o andamento da revitalização.


Por ora, as eleições estão mantidas para o próximo sábado com chapa única, encabeçada por Nilton Bittar. O então presidente da Assembleia Geral, Brazelino Vieira, tornou inelegível a chapa de oposição de Jorge Ribeiro Marques, alegando que as certidões entregues estavam fora da validade.

Beneméritos do clube tentam suspender o pleito na justiça alegando supostas irregularidades no mandato, que foi estendido até o fim do ano. O juiz da 10ª Vara Cível do Rio de Janeiro, Ricardo Cyfer, cobrou esclarecimentos de Ary Amâncio, Nilton Bittar e do clube, em um prazo máximo de 72 horas. Todos já foram notificados. Caso ocorra a eleição, os sócios pretendem anulá-la.

09/12/2020

SÓCIOS PEDEM A SUSPENSÃO DAS ELEIÇÕES NO PRÓXIMO SÁBADO


A eleição do Bonsucesso continua tumultuada. Nesta quarta-feira, a oficial de justiça, Ana Cristina Reddo, esteve no endereço da filha do presidente Ary Amâncio Pereira para entregar a intimação para que ele preste esclarecimentos sobre o processo ajuizado pelos beneméritos Cláudio Menezes, Ronaldo Nascimento e George Joaquim Machado, que transcorre na 10ª Vara Cível do Rio de Janeiro, por suposta gestão temerária e prorrogação indevida do mandato à frente do Bonsucesso. Outros ofícios também foram expedidos para o vice-presidente Nilton Bittar e ao próprio clube, todos réus citados na ação.

Como descrito no documento abaixo, a filha de Ary Amâncio, Alba Valéria, informou que o dirigente não estava na residência já que tem um quadro de saúde delicado e encontrava-se na casa de outros parentes. De qualquer modo, a citação ficou sob posse de Alba Valéria para entregar ao genitor.


Até a publicação dessa reportagem, não conseguimos apurar se Nilton Bittar também foi notificado hoje (9). O clube recebeu a intimação. Todos tem um prazo de até 72h para se pronunciarem antes da decisão do juiz Ricardo Cyfer, que pode torná-los inelegíveis.

Ciente do tempo curto até as eleições agendadas para o próximo sábado, o advogado Marcelo Santiago, que defende os sócios do Bonsucesso, ingressou com uma petição pedindo validade na citação do presidente Ary Amâncio e solicitou a suspensão do pleito.

"Eles estão se escondendo das citações para dar tempo para as eleições acontecerem", afirmou Marcelo Santiago.


'DEU CANO'

Em outra linha, Jorge Ribeiro Marques agendou uma reunião no escritório de Brazelino Vieira, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, para apaziguar o cenário tenso das eleições. Porém, o então presidente da Assembleia Geral não compareceu.  O candidato da oposição tentará encontrá-lo novamente nesta quinta-feira. 

O 'Fanáticos pelo Cesso' apurou que Jorge Ribeiro Marques irá apresentar as novas certidões com um recurso, exigindo a participação no pleito, após Brazelino Vieira descartar os documentos no último dia 2, alegando que estavam fora da validade.

Entre uma das contestações está o prazo curto para entrega das declarações já que o edital para as eleições foi publicado no 'Jornal Expresso' no dia 7 de novembro, cinco dias antes do 'deadline' para inscrição das chapas.

A Chapa Azul apresentou a documentação necessária para participar das eleições que poderiam ocorrer três meses atrás, mediante a ordem judicial que tornou Ary Amâncio o último presidente do Bonsucesso até 3 de setembro de 2020. 

A ação dos sócios contesta a prorrogação do mandato até 31 de dezembro de 2020, como o blog já trouxe informações anteriormente. Discute-se a viabilidade de acionar a Polícia Civil, caso não considerem a inclusão da oposição nas eleições.

07/12/2020

JUSTIÇA CONVOCA DIRETORIA PARA ESCLARECER PRORROGAÇÃO DE MANDATO E GESTÃO TEMERÁRIA



As eleições do Bonsucesso podem sofrer uma reviravolta na semana decisiva. Sócios entraram com uma ação na 10ª vara cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro pedindo a inelegibilidade da atual direção administrativa, alegando gestão temerária por supostas irregularidades à frente do clube, incluindo a prorrogação indevida do mandato. O juiz titular Ricardo Cyfer convocou o presidente Ary Amâncio e o vice-geral, Nilton Bittar, em um prazo de 72h, para se manifestarem antes da decisão.

Em contato, o advogado Marcelo Santiago afirmou que o parecer judicial será fundamental para esclarecer o atual cenário eleitoral do Bonsucesso.

"Apresentamos todas as provas da má gestão ao juiz, ele deu o prazo para manifestação, é algo normal em uma ação desse porte e agora é aguardar a decisão. Não foi um processo fácil para montar. A meu ver, a decisão inicial é bem clara. O desembargador diz que o mandato terminaria no dia 3 de setembro de 2020. Dali para frente, não tem ninguém no mandato, incluindo o senhor Brazelino (Vieira) que era presidente da Assembleia Geral. Ele não tem esse poder assim como os senhores Ary (Amâncio) e Nilton (Bittar)", afirmou.

Marcelo Santiago afirmou que na inicial, os sócios pediram a participação do Ministério Público através do GAEDEST (Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor) para analisar o processo.

"Pedimos a participação do Ministério Público para analisar o procedimento porque há indícios de gestão temerária, que pode gerar sanções penais. O edital de convocação das eleições no dia 12 não teve estrutura amparada por lei para dar validade a ela. Não houve edital para lançamento de candidatura e quem fez a convocação participa da chapa da situação. Isso fere o estatuto do Bonsucesso. Saiu uma decisão recente pelo Brazelino Vieira que cassou a chapa de oposição. Como pode isso? Teria que ter uma junta para organizar às eleições. Acredito que tudo será anulado", concluiu.

O Blog Fanáticos pelo Cesso teve acesso aos autos do processo e os sócios alegam que 'a entrada da sede social, antes considerada umas das mais belas do Rio de Janeiro, hoje está irreconhecível, chegando ao cúmulo de seu escudo estar rasgado e seu hall de entrada com piso de mármore ser usado de estacionamento pelos atuais gestores.' A ação também aponta para a perda do ginásio em leilão judicial que é considerado uma 'perda gigantesca do patrimônio'.

A ação aponta para movimentações judiciais dos réus como o pagamento obrigatório "homologado no processo nº 0072734-82.2016.8.19.0001 em curso na 27ª Vara Cível da Comarca da Capital do Rio de Janeiro onde foi fechado uma transação no valor R$ 2.500.000,00 (dois milhões e quinhentos mil reais), ou seja, assumindo valores vultosos sem qualquer comprovação de que esse valor realmente for a investido no clube Réu."

O processo ainda aponta que a Chapa Azul, de Jorge Ribeiro Marques, seria a única legalizada para concorrer ao pleito já que foi inscrita em 1º de agosto de 2020. A ação ainda aponta vacância dos cargos após descumprimento de ordem judicial. 

Os sócios pediam inicialmente novas eleições em 10 de novembro com a divulgação da lista de associados aptos a votar além de condenar os réus ao pagamento de custas e honorários advocatícios.

Nilton Bittar preferiu não se pronunciar antes de ficar a par do teor do processo. Não conseguimos contato com Ary Amâncio.