O Fanáticos pelo Cesso teve acesso a ação contra a concessionária, datada em 16 de novembro de 2020. No documento, o clube alega que tanto Nilton Bittar como José Ricardo Leite de Brito advogam pela instituição. Entretanto, três dias antes, Ary Amâncio assinara uma procuração dando plenos poderes a José Ricardo Leite de Brito, que inclusive, assina sozinho a petição contra a Light. Essa procuração ainda apresenta um erro crasso já que cita José Simões, ex-presidente do Bonsucesso.
Como a sede na Teixeira de Castro estava fechada, o jurídico argumentou através da Resolução 414/2010 da ANEEL que, 'em caso de impedimento ao acesso do medidor, as faturas devem corresponder às médias aritméticas dos valores faturados nos 12 (doze) últimos ciclos de faturamento anteriores à constatação do impedimento'.
Segundo o relato, o débito de março a novembro chega a casa de R$22.201,90. A diretoria chegou a apresentar alguns dos valores:
Não bastasse o 'copia e cola' da ação, o advogado do Bonsucesso não se deu nem ao zelo de trocar o nome dos clubes e ter atenção ao período de inadimplemento das contas. Na página 8 da petição, consta o prazo em aberto do Olaria - de março a agosto -, totalizando R$36 mil, números que são incompatíveis aos iniciais apresentados.
A ação do Bonsucesso ainda frisa na página 13, designada como 'reversibilidade da decisão': "É importante ressaltar que, como narrado, o Atlético Clube Olaria presta serviço social nas modalidades de Futebol, Futsal, Natação e esportes olímpicos, sendo salutar conveniência o reestabelecimento do fornecimento de energia elétrica para os fins de reestabelecimento dos serviços sociais prestados para a sociedade, em contrapartida, consigna-se o valor de R$36.000,00 (trinta e seis mil reais)'.
A justiça está em recesso e o prazos estão suspensos até 20 de janeiro. A FERJ não reconhece o mandato após o dia 3 de setembro e por isso, o Bonsucesso foi excluído da última Assembleia Geral. Os associados não sabem o futuro do clube. Procurado, o advogado José Ricardo Leite de Brito alegou problemas familiares e não quis responder aos nossos questionamentos sobre a ação e a relação com a diretoria.






















