24/12/2020
FANÁTICOS PELO CESSO DESEJA A TODOS UM FELIZ NATAL
18/12/2020
FERJ NÃO RECONHECE MANDATO E CLUBE ESTÁ FORA DA ASSEMBLEIA
Na Série B1, outros oito clubes também estão vetados a voz e voto (Angra dos Reis, Duque de Caxias, Goytacaz, Olaria, Rio São Paulo, São Gonçalo, Serra Macaense e Serrano). Apenas Artsul, Audax, Gonçalense, Maricá, Nova Cidade, Nova Iguaçu e Sampaio Correa poderão dar sugestões e aceitar ou não os termos da Assembleia. Clubes da Série A, B2, C e das Ligas Municipais também participarão, desde que, em conformidade com os pré-requisitos.
O documento é assinado pelo presidente Rubens Lopes e promete ser mais um 'ingrediente' na batalha judicial na 10ª Vara Cível do Tribunal de Justiça, que julga se as eleições na segunda quinzena de dezembro tiveram validade. O presidente eleito Nilton Bittar recebeu cinco dias úteis para se pronunciar após os beneméritos ingressarem com uma réplica, apontando irregularidades no mandato.
Como o fórum entrou em recesso nesta sexta-feira, o caso só deve voltar a pauta do juiz Ricardo Cyfer em 20 de janeiro, quando os tribunais retomarão o expediente.
17/12/2020
FREGUÊS! BONSUCESSO JÁ DERROTOU O PODEROSO RIVER PLATE EM 1975
Você sabia que o Bonsucesso já enfrentou um dos clubes mais tradicionais da Argentina? Não só isso. Venceu o River Plate de Fillol, Perfumo, J. J. López, Beto Alonso, Pedro González e Oscar Más... na Espanha. Pois é. Em 1975, o Rubro-Anil foi convidado para participar da penúltima edição do tradicional Torneio Conde de Fenosa, que tinha o Deportivo La Coruña, então na Segunda Divisão, como anfitrião.
De qualquer modo, chamou muito a atenção dos europeus a atuação do modesto clube do bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro. Após uma nona colocação no Campeonato Carioca, a excursão era uma forma de captar dinheiro, entretanto, foi muito além. O clube vendeu caro a derrota para os donos da casa com um gol apenas aos 41 minutos da etapa complementar (Cocco).
1º jogo (29/08/75):
Tiros livres: Bonsucesso 4 x 2
Tiros livres: River Plate 4 x 3 Bonsucesso
3º jogo (31/09/75):
Tiros livres:
CLASSIFICAÇÃO
Equipes Pts V D GF GC S Tiros Livres
1º
2º Bonsucesso 02 01 01 01 01 0 07
Colaboração: George Joaquim
16/12/2020
BATALHA JUDICIAL PODE PRORROGAR DECISÃO SOBRE ELEIÇÃO PARA A SEGUNDA QUINZENA DE JANEIRO
Diante da nova rodada de acusações, o juiz Ricardo Cyfer deu cinco dias úteis para que os réus apresentem nova defesa antes do julgamento do processo. Os sócios analisam criteriosamente qual passo pode ser dado durante a semana já que na próxima sexta-feira, o fórum entrará em recesso e só retomará o experiente em 20 de janeiro de 2021. Nesse período, Nilton Bittar poderá tomar posse na virada do ano, mesmo diante da eleição sob júdice e que poderá ser anulada posteriormente.
Ainda assim, a chapa vencedora nas eleições do Bonsucesso no último fim de semana, prepara uma confraternização na Teixeira de Castro no próximo domingo. Inclusive, uma das peladas de fim de ano que já estava agendada no gramado do estádio Leônidas da Silva poderá sofrer alteração no horário justamente para contemplar a 'festa da vitória'. Cabe ressaltar que, o aluguel do gramado tem sido uma alternativa para mitigar os problemas financeiros em 2020.
Um lembrete: (pelo menos) usem máscaras!
15/12/2020
NILTON BITTAR APRESENTA DEFESA E ACUSA AÇÃO DE ATO POLÍTICO
Nilton Bittar ainda cita que tem experiência no mercado há mais de 30 anos e classifica como a 'nata' dos integrantes da sua chapa, incluindo 'Grande Beneméritos, Beneméritos, Proprietários sem contar com famílias tradicionais do clube'. O presidente eleito cita que a ação dos sócios Cláudio Menezes, Ronaldo Nascimento e George Joaquim Machado tem cunho político, considerando todos como integrantes da chapa de oposição - inelegível às vésperas das eleições.
Bittar cita que os autores da ação 'mentem em cerca 90%' (não diz o que há de veracidade no processo) e defende que a eleição foi marcada devidamente pelo presidente da Assembleia Geral, Brazelino Vieira. Ele enumerou o que considera 'mentiras apresentadas em juízo':
Primeiramente, Bittar se defende afirmando que o desembargador apenas decidiu que o pleito fosse marcado, dando posse a Ary Amâncio em 3 de setembro de 2017 e 'em nenhum momento mandou marcar uma nova eleição após o dia 03/09/2020'. Entretanto, a decisão especifica o período correspondente ao triênio a partir da data do escrutínio.
Ele enfatiza que 'no atual mandato TODO o clube foi pintado, o escudo foi danificado, mas devidamente consertado, assim como os gestores não usam do hall para estacionamento, sendo os mesmos eventualmente foi utilizado por solicitação da prefeitura e sés Gestores, que lá estiveram reunidos para distribuição de cestas básicas, fato este público e notório'. A foto anexada na defesa, porém, aponta para a torre sem a devida conservação.
Nilton Bittar considera como 'ridícula' a afirmação extraída nos autos do processo de que o ginásio está totalmente destruído e que teria sido leiloado durante o atual mandato. Ele acusa Cláudio Menezes, um dos autores da ação, como presidente do Conselho Deliberativo em 2013, data em que o espaço deixou de pertencer ao Bonsucesso.
O presidente eleito considera 'absurdo campeão' a citação da confissão de dívida com o ex-gestor do futebol, Marcelo Salgado. Segundo a defesa, 'num ato de extrema competência da gestão atual, quer seja dos réus, houve uma negociação espetacular com a efetivação do acordo, HOMOLOGADO EM JUÍZO EM PROCESSO ELETRÔNICO ABERTO AO PÚBLICO, no qual transigiu por menos de 30% do risco processual'. O valor inicial do processo era de R$5 milhões.
Por fim, Bittar reforça, baseando-se no Estatuto, que as eleições foram marcadas corretamente na segunda quinzena de dezembro e 'seria impossível a marcação também em face da pandemia, já que os clubes estavam fechados com base nos órgãos municipais, apesar correto era seguir os termos de seu Estatuto.'
O dirigente anexou um documento assinado por Brazelino Vieira que já confirmava em outubro, portanto, antes da pandemia, as eleições na segunda quinzena de dezembro de 2020 (confira abaixo).
13/12/2020
NILTON BITTAR É ELEITO O NOVO PRESIDENTE DO BONSUCESSO SOB DESCONFIANÇA NESTE SÁBADO
Ao longo do dia, na sede da Teixeira de Castro, houve bate-boca, reclamações da lista incompleta de sócios aptos para o voto e incerteza se o mandato pelo próximo triênio será cumprido.
O então presidente da Assembleia Geral, Brazelino Vieira não compareceu ao clube. O vice, André Bittar, também não presidiu as eleições. Um outro responsável teria sido colocado à frente do pleito, desrespeitando o estatuto. O 'Fanáticos pelo Cesso' recebeu uma foto do suposto substituto pelas eleições, porém, não conseguimos identificá-lo.
Em contato, Brazelino Vieira confirmou a informação que trouxemos ao longo da semana de que ele está com suspeita da COVID-19.
"Estou em quarentena e não posso sair de casa. Não sei quem presidiu as eleições. Só liguei ao fim da tarde para saber se tudo ocorreu bem e foi tudo certo, mas o resto eu não sei. Não assinei a ata, não pude ir. Tem que ligar para o (Nilton) Bittar ou o pessoal lá. O André Bittar é o vice (da Assembleia), mas estou por fora. Estou mais perdido do que não sei o que com o Bonsucesso", afirmou.
Pela manhã, antes da chegada da Polícia Militar, o sócio César Augusto e o candidato à presidência tiveram uma áspera discussão.
"Fui votar com as mensalidades pagas, carteirinha do clube e identidade. Porém, o Brazelino Vieira (então presidente da Assembleia Geral) que deveria estar à frente das eleições não compareceu. Perguntei quem estava comandando o pleito, mas jamais vi aquele senhor no Bonsucesso (disse se referindo a quem capitaneou a eleição sem citar o nome). Enquanto eu estava na sede, fui confrontado pelo Nilton Bittar, que me disse que eu não poderia ficar ali. Disse pra ele que pago em dia e frequentava o clube desde a barriga da minha mãe. Portanto, eu tinha direito a permanecer no clube a hora que eu quisesse. Avisei que ninguém me tiraria do Bonsucesso. Ele disse que chamaria a polícia. Avisei pra chamar já que o acusaria de uma série de irregularidades", disse César Augusto.
O sócio proprietário Vitor Maia afirmou que o seu direito a voto também foi decidido de última hora já que seu nome não constava na lista, apesar de estar em dia com as mensalidades.
"Sou sócio proprietário desde 2016, porém, meu nome não estava na ata de votação. Estou com todos os pagamentos na mão. O candidato Nilton Bittar chamou a Dona Olga (Ribeiro), secretária do clube, que assinou atrás do meu recibo, dando direito a participar. É uma bagunça. Eles não têm o número de eleitores no Bonsucesso", garantiu.
Caso o processo seja deferido, a justiça deve promover um interventor que convocará novas eleições. Resta saber quem assinou a ata da eleição? O 'Fanáticos pelo Cesso' tentou contato com o presidente eleito Nilton Bittar, porém ele não atendeu nossas ligações.
11/12/2020
ELEIÇÕES DO BONSUCESSO ESTÃO NAS MÃOS DO JUIZ RICARDO CYFER
Ou seja, sagrando-se vencedores os atuais administradores do 1.º réu, a administração destes continuará sendo exercida pelas mesmas pessoas que hoje o fazem, e o objetivo primeiro da presente ação continuará em voga, aguardando-se a regular citação do 2.º e do 3.º réus, o decurso do prazo para manifestação destes sobre o pedido de tutela provisória, para que, enfim, se possa apreciá-lo adequadamente", diz parte da decisão do juiz Ricardo Cyfer.
Na véspera das eleições, a sede na Teixeira de Castro estava fechada e sem movimentação para receber a votação nas próximas horas.
BOCA MIÚDA
O candidato da oposição, Jorge Ribeiro Marques, que teve a chapa impugnada por certidões fora da validade, foi informado pela esposa do então presidente da Assembleia Geral, Brazelino Vieira, que o mesmo estava com sintomas da COVID-19 e que não poderia encontrá-lo para uma nova reunião nesta quinta-feira, após no dia anterior não informá-lo sobre o problema de saúde.
"Boa noite! Eu sou a companheira do Brazelino, ele está doente. Tá com suspeita de covid 19, está em casa em isolamento. Por encanto (sic) está com tosse, dor no corpo e febre baixa, estou monitorando", diz a mensagem que o Fanáticos pelo Cesso teve acesso.
Jorge Ribeiro Marques alegava prazo curto para entrega de novos documentos para participar das eleições marcadas para a segunda quinzena de dezembro já que sua inscrição era para concorrer em setembro, seguindo a ordem judicial.
Caso não possa participar do pleito, Brazelino Vieira deve ser substituído pelo então vice-presidente da Assembleia Geral, André Estácio Bittar.
NO MUNDO DA BOLA
O juiz Ricardo Cyfer já esteve envolvido em outro episódio ligado ao futebol esse ano. Foi ele o responsável por indeferir o pedido de liminar da Globo, que tentava impedir que o Flamengo transmitisse os jogos na reta final do Campeonato Carioca, baseado na Medida Provisória assinada pelo presidente Jair Bolsonaro.
Em junho, a 'Revista Veja' informou que, o juiz Ricardo Cyfer é rubro-negro e já publicou fotos no Maracanã com a camisa do clube, sendo inclusive, um admirador do ex-jogador rubro-negro, Vagner Love.
10/12/2020
SEDE DO BONSUCESSO SOFRE COM PROBLEMAS ESTRUTURAIS
O próximo presidente do Bonsucesso terá muitos problemas ao assumir tamanha responsabilidade em um clube deficitário. O 'Fanáticos pelo Cesso' recebeu vídeos que demonstram diversas falhas estruturais na sede do clube, na Avenida Teixeira de Castro. Fechado durante os meses mais críticos da pandemia, o conselho administrativo continuou cobrando uma taxa de R$60,00 aos sócios, que procuraram o Blog para reclamar da falta de zelo com uma instituição centenária. O estádio Leônidas da Silva só foi reaberto para receber o elenco, que treinava no local para a disputa da Série B1 do Campeonato Carioca.
09/12/2020
SÓCIOS PEDEM A SUSPENSÃO DAS ELEIÇÕES NO PRÓXIMO SÁBADO
Como descrito no documento abaixo, a filha de Ary Amâncio, Alba Valéria, informou que o dirigente não estava na residência já que tem um quadro de saúde delicado e encontrava-se na casa de outros parentes. De qualquer modo, a citação ficou sob posse de Alba Valéria para entregar ao genitor.
Ciente do tempo curto até as eleições agendadas para o próximo sábado, o advogado Marcelo Santiago, que defende os sócios do Bonsucesso, ingressou com uma petição pedindo validade na citação do presidente Ary Amâncio e solicitou a suspensão do pleito.
"Eles estão se escondendo das citações para dar tempo para as eleições acontecerem", afirmou Marcelo Santiago.
'DEU CANO'
Em outra linha, Jorge Ribeiro Marques agendou uma reunião no escritório de Brazelino Vieira, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, para apaziguar o cenário tenso das eleições. Porém, o então presidente da Assembleia Geral não compareceu. O candidato da oposição tentará encontrá-lo novamente nesta quinta-feira.
O 'Fanáticos pelo Cesso' apurou que Jorge Ribeiro Marques irá apresentar as novas certidões com um recurso, exigindo a participação no pleito, após Brazelino Vieira descartar os documentos no último dia 2, alegando que estavam fora da validade.
Entre uma das contestações está o prazo curto para entrega das declarações já que o edital para as eleições foi publicado no 'Jornal Expresso' no dia 7 de novembro, cinco dias antes do 'deadline' para inscrição das chapas.
A Chapa Azul apresentou a documentação necessária para participar das eleições que poderiam ocorrer três meses atrás, mediante a ordem judicial que tornou Ary Amâncio o último presidente do Bonsucesso até 3 de setembro de 2020.
A ação dos sócios contesta a prorrogação do mandato até 31 de dezembro de 2020, como o blog já trouxe informações anteriormente. Discute-se a viabilidade de acionar a Polícia Civil, caso não considerem a inclusão da oposição nas eleições.
08/12/2020
FERJ CONSIDERA REABRIR PROCESSO DE RECONHECIMENTO DO TÍTULO DO CESSO NA LIGA SUBURBANA DE 1919
Foto: Reprodução Revista Excelsior
A competição que abrangia clubes de zonas menos favorecidas do Rio de Janeiro e contava com equipes como Bonsucesso F.C, Engenho de Dentro A.C, Dois de Junho F.C, Confiança A.C, Cascadura F.C, Mavillis F.C, Dramático de Realengo e C. A. Central acontecia paralelamente a Liga Metropolitana de Desportos Terrestres, que possuía os times que mais tarde seriam considerados grandes do Rio de Janeiro.
Perante um esporte ainda elitista, a LSF seguia na contramão e abraçava os jogadores menos favorecidos no futebol desde 1916. O Bonsucesso chegou à elite da Liga após conquistar a Segunda Divisão em 1918. No ano seguinte, em uma edição extremamente politizada e marcada pela desistência de algumas equipes, como o Engenho de Dentro (era o tricampeão) que perdeu jogadores para o Vasco da Gama, o Rubro-Anil da Leopoldina 'passou o trator' para faturar o caneco. Foram oito vitórias, cinco empates e apenas duas derrotas na campanha.
O 'scratch' do Bonsucesso tinha: Mingote; Alamiro (um dos fundadores do clube) e Sinhô; Mathias, Bacharel e D. Julia; Flávio, Caballero, Doca, Martins e Basilio.
Historiador do clube, George Joaquim Machado já trouxe informações sobre a competição no Blog Fanáticos pelo Cesso através da coluna 'Resgatando a História' em 2010 (confira no link). Em contato novamente com a página, o torcedor demonstra tristeza com a falta de resposta da FERJ.
"Publiquei matérias sobre o cenário preconceituoso do futebol carioca, da conquista do Bonsucesso e a crítica contra a Federação de Futebol do Rio de Janeiro por não reconhecer nosso clube em sua galeria de campeões da primeira divisão. Em 2010, comecei essa campanha pelo reconhecimento de nosso título e em 2011, o presidente José Simões abraçou a causa. O presidente Rubens Lopes nos atendeu gentilmente para receber o ofício do Bonsucesso na sede da entidade. Era um requerimento para que a Federação aceitasse o titulo suburbano como título carioca", frisou George Joaquim que complementou.
"A Federação tinha um link dentro de seu site que organizava por ano um quadro de campeões. E dentro desse quadro havia até o título 'fantasma' de 1912 do Botafogo. Então, se a Federação reconhecia títulos fantasmas de outras equipes, deveria também reconhecer os títulos suburbanos. Rubinho aceitou o ofício e prometeu que seria criada uma comissão para estudar o nosso pedido. Depois desse encontro com o presidente da FERJ, nunca mais se falou no assunto", garantiu o elaborador do requerimento que também é benemérito do clube.
Em entrevista ao jornalista Silvio Barsetti, do Estado de São Paulo, em 2011, o ex-presidente José Simões afirmou que tentaria resgatar a história legítima do clube, documentada em arquivos da época já que o próprio Bonsucesso não tinha subsídios para sustentar o pedido.
"Os troféus estão espalhados, a história, fragmentada. Quero recuperar a memória do clube", disse o ex-dirigente.
Em contato recente, Zeca Simões afirmou que a FERJ até hoje não se posicionou, mas cobra a legitimidade do título estadual.
"Lamentavelmente a FERJ não se posicionou, apesar de nos reunirmos à época com o presidente Rubens Lopes pedindo o reconhecimento do título."
Na entrevista ao Estado de São Paulo, Sassá, meio-campo que carregou a braçadeira de capitão do Rubro-Anil, ficou empolgado com a possibilidade de reconhecimento do título estadual de 1919.
"Já pensou? Se (o título) for confirmado, isso vai nos valorizar. Estaríamos jogando num clube campeão carioca."
Tivemos acesso ao documento do Bonsucesso que foi entregue à FERJ em 25 de abril de 2011. Confira abaixo:
Procurada, a FERJ encaminhou a seguinte nota oficial: "A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro reabrirá o processo de postulação do título de 1919, feito pelo Bonsucesso Futebol Clube, mediante a atualização dos documentos pertinentes."
A entidade só não explicou por qual motivo não houve resposta ao longo de nove anos. Caberá ao novo presidente do clube lutar pelo direito do Bonsucesso. O jornalista Silvio Barsetti recolheu notícias da época para comprovar a veracidade do torneio e a importância dada pelos veículos de comunicação. Veja abaixo:
"No espaçoso e bem tratado ground do primeiro (Cascadura), encontrar-se-ão no próximo domingo, 5 do corrente, em disputa do campeonato da 1ª Divisão da Liga Suburbana de Football, as valorosas equipes dos disciplinados clubes (Cascadura e Bonsucesso)..."
Gazeta de Notícias (03/10/1919)
"Realizou-se no domingo... o jogo de campeonato entre os dois clubes (Dois de Junho x Bonsucesso)... O aspecto da bella praça de sports do Riachuelo era deslumbrante; pois as archibancadas estavam apinhadas de centenas de apreciadores do sport bretão, que applaudiam a cada instante os passes emocionantes dos litigantes... Terminou assim a pugna com um empate de 2 x 2."
Correio da Manhã (11/11/1919)
"Finalizou domingo último o campeonato da Liga Suburbana de Football com a victoria do Bonsucesso, que obteve 21 pontos, tendo derrotado os clubes Modesto, Central, Cascadura, Dois de Junho, Dramático e Mavilles e empatado com o Riachuelo e Confiança e perdido para o Engenho de Dentro no 1.º turno (...). Assim, na próxima sessão do conselho dessa entidade suburbana será proclamado campeão da 1.ª divisão o Bonsucesso FC."
Jornal do Brasil (12/11/1919)
Fonte: Estado de São Paulo



























