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28/03/2024

TÁ NO LIVRO, COM PAULO JORGE #91




Por: Paulo Jorge



RIO SÃO PAULO


Não foi apenas o ato de assinar uma ata do profissionalismo que faz o Bonsucesso um clube muito importante e tradicional, mas a participação direta do time na formação do profissionalismo do nosso futebol.

O primeiro Campeonato Carioca profissional de 1933, o Leão da Leopoldina estava lá. E no Torneio Rio x São Paulo de 1933, primeiro Torneio Interestadual profissional, o nosso Bonsucesso esteve presente também.

Conforme estamos vendo na imagem, o time esteve no lado dos cariocas e fez uma campanha digna, ficando na 10ºcolocação e tem resultados aí que entraram para a história da instituição: empate e vitória sobre o Vasco, derrotou o Corinthians, entre outros resultados importantes.

PRIMEIRO TURNO

América 1x1 Bonsucesso

Vasco 3x3 Bonsucesso

Fluminense 5x2 Bonsucesso

Ypiranga 2x3 Bonsucesso

Bangu 4x3 Bonsucesso

Bonsucesso 5x4 São Paulo da Floresta

Palestra Itália 3x3 Bonsucesso

Bonsucesso 3x0 Corinthians

AA São Bento 2x2 Bonsucesso

Bonsucesso 2x3 Portuguesa

Santos 3x0 Bonsucesso



SEGUNDO TURNO

Bonsucesso 0x1 Fluminense

Bonsucesso 1x0 Ypiranga

Bonsucesso 0x5 Bangu

São Paulo da Floresta 1x0 Bonsucesso

América 1x2 Bonsucesso

Bonsucesso 1x3 Palestra Itália

Bonsucesso 1x0 Vasco

Corinthians 3x0 Bonsucesso

Santos 0x0 Bonsucesso

Bonsucesso 3x4 AA São Bento

Portuguesa 1x0 Bonsucesso

13/03/2024

SÉRIE A2 DO CARIOCA É DEFINIDA E COMEÇA NO DIA 18 DE MAIO


Romário, presidente do America, participa de Arbitral da Série A2 na FERJ
Foto: Úrsula Nery/FERJ

Na última segunda-feira, os representantes dos clubes da Série A2 do Campeonato Carioca estiveram presentes na FERJ para definir o regulamento e a tabela do Estadual. 12 clubes participam da competição: America, Americano, Araruama, Artsul, Audax Rio, Cabofriense, Duque de Caxias, Maricá, Olaria, Petrópolis, Resende e Serrano.

Serão 11 rodadas em turno único com os quatro melhores avançando às semifinais. O 1º colocado é considerado campeão da Taça Santos Dumont e enfrenta o 4º. Já o 2º lugar enfrenta o 3º. A definição dos finalistas ocorrerá em dois jogos de ida e volta. Os dois melhores da fase classificatória terão vantagem de dois resultados iguais.

Somente o campeão jogará o Campeonato Carioca da Série A em 2025. Na decisão, não haverá vantagem. Apenas a equipe melhor colocada na Taça Santos Dumont terá o mando de campo no jogo de volta das finais. Confira abaixo os jogos da 1ª rodada:


Audax Rio x Duque de Caxias
Serrano x Artsul
Araruama x Cabofriense
America x Petrópolis
Resende x Americano
Maricá x Olaria


VAGA DE ACESSO VIROU SONHO...

Mesmo com a desistência do Goytacaz e do Barra da Tijuca na Série B1 (3ª Divisão) do Carioca em 2024, a FERJ já definiu que não concederá acesso para nenhum outro clube da 4ª Divisão. O Bonsucesso vivia a expectativa de herdar uma das vagas já que terminou em 3º na Série B2 do ano passado.

11/10/2023

BONSUCESSO ACERTA COM MAIS TRÊS JOGADORES DO AMERICA PARA A B2


Brayan Rocha acerta com o Bonsucesso para a Série B2
Foto: Divulgação/Bonsucesso

O Bonsucesso tem mais dois reforços para a disputa do Carioca da Série B2. O clube apresentou o zagueiro Bryan Rocha, que estava no America. Aos 21 anos, o jogador chega emprestado até o fim do Estadual.

Ele iniciou a carreira nas divisões de base do Volta Redonda (sub-17 e sub-20). Ainda nos juniores, chegou ao Giulite Coutinho e teve uma curta passagem ainda pelo Rondoniense antes de voltar aos profissionais do Mecão no ano passado.

Em 2022, disputou seis jogos pelo America e logo após, defendeu o Belford Roxo em outras cinco partidas, com uma assistência. Esse ano, foram 10 jogos e um gol pelo Mequinha, sendo titular em oito confrontos. Bryan é considerado um zagueiro disciplinado já que recebeu apenas um cartão amarelo esse ano, na Copa Rio.


Brayan Rocha disputou o Campeonato Carioca pelo America
Foto: Montanha Fotografia

O outro reforço é o volante Gabriel Batista, de 21 anos, que também chega por empréstimo junto ao America. Com passagens pela base do Bangu, Portuguesa e do próprio America, o atleta fez sete partidas nessa temporada pela equipe, apenas duas delas como titular.

Gabriel Batista aguarda o documento ser escaneado para a CBF para ser regularizado. Brayan terá a documentação enviada também nos próximos dias.

O America foi eliminado nas semifinais da Copa Rio pelo Olaria. Já na 2ª Divisão, o clube terminou em oitavo lugar.

O Bonsucesso possui 22 jogadores profissionais regularizados para a Série B2. O clube volta a campo no próximo domingo, às 15h, diante do Búzios, na Teixeira de Castro, pela 5ª rodada da Taça Maracanã. O rubro-anil é o vice-líder com 12 pontos, mesma pontuação do Belford Roxo, mas com saldo de gols inferior. 


Gabriel Batista disputou o Carioca da Série A2 pelo America
Foto: Divulgação

Outro jogador que também vem do America é o goleiro Gregory, de 20 anos. O jogador iniciou a carreira no 7 de abril até chegar a base da equipe com origem tijucana. Esse ano, ele integrou o plantel que disputou o Carioca, mas não entrou em campo.


Goleiro do America é mais um a reforçar o Bonsucesso
Foto: Divulgação

07/03/2022

CONHEÇA OS CLÁSSICOS ESQUECIDOS NA HISTÓRIA DO CARIOCÃO


Foto: Reprodução/O Globo


Ainda que, nos últimos anos, graças às quedas do Vasco para a Série B, os clássicos entre o cruz-maltino e o Flamengo — que acontece hoje, às 16h, no Nilton Santos — sejam menos frequentes, não dá para dizer que eles correm risco no Carioca. Confrontos entre os quatro grandes clubes do Rio ainda são o ápice de um combalido Estadual, e mora na rivalidade desses duelos o que resta de charme de um torneio com mais de 100 anos. Confrontos que têm nome, o “Clássico dos Milhões”, para a partida de hoje; ou o famigerado Fla-Flu, entre outros, são o exercício de uma rivalidade local que se mantém.

Há, porém, outras histórias para contar, algumas em extinção. Nos seus 115 anos, o Carioca formou rivalidades locais carregadas de identidade, mas que, com o tempo, se acalmaram ou apequenaram, seja pela crise do torneio ou de alguns clubes em um futebol cada dia mais desigual financeiramente. São confrontos que hoje clamam por mais capítulos, ainda que nem tão gloriosos assim. O maior exemplo é o “Clássico Bisavô".

O nome do confronto entre Bangu e América, um dos clássicos esquecidos do Rio, é sugestivo. Se Botafogo e Fluminense fazem o “Clássico Vovô” e tiram onda de antiguidade — o primeiro jogo foi em outubro de 1905 — os dois times se enfrentaram dois meses antes, em agosto daquele ano, sendo, portanto, o mais antigo entre os times em atividade do Rio. Há de se respeitar os mais velhos.

— A rivalidade com o Bangu era maior que a com o Botafogo até a década de 1960 — relata o jornalista José Trajano, torcedor do America, relembrando derrotas doídas para o rival no vice carioca em 1950 e no título estadual de 1960. — Era uma coisa muito forte na década de 1950.

DO COMEÇO DO SÉCULO

Se não dos “milhões”, Bangu e America reuniam, quase sempre, cerca de 30 mil torcedores no Maracanã quando jogavam nessa época. Público que só se repetiu, e bateu o recorde do clássico (mais de 38 mil presentes), em 1983, na última boa era de dois clubes que caíram e subiram de patamar em épocas parecidas.

— Hoje a rivalidade é só um retrato na parede. Ficou na memória, não tem mais. Se bem que teve briga de torcida nas últimas vezes — relembra Trajano, se referindo ao confronto de 2014, em Mesquita, que acabou com confronto entre organizadas. Em 2016, no reencontro, a PM evitou uma revanche — últimos capítulos lamentáveis para um clássico de tanta história.

Fora da elite do Estadual desde então, o time da Tijuca não enfrenta um grande também desde 2016, incluindo o Vasco, com quem ganhou em 1937 o bonito nome de “Clássico da Paz”, porque foram responsáveis naquele ano pela pacificação da guerra política entre as ligas que dividiam o futebol e o Estadual em dois.

Os americanos esperançosos, se ainda existem, podem se fiar no “Clássico dos Ingleses”, outro esquecido carioca, que voltou a ser disputado — provavelmente pela última vez — 92 anos após o último confronto. O duelo entre Rio Cricket (de Niterói) e Paissandu (do Rio) fez parte de uma rivalidade no futebol e no críquete no início do século XX.

Para além do antagonismo entre os clubes dos dois lados da Baía de Guanabara, ambos disputavam o título de melhor entre os clubes fundados por ingleses no Rio. Como o futebol do Paissandu (campeão carioca de 1912) acabou em 1914, e o Rio Cricket nunca profissionalizou seu departamento, o clássico, disputado pela primeira vez em 1901 (antes do “Vovô” e do “Bisavô”) tinha ficado na História. Por ser considerada a primeira partida de futebol realizada no Rio, ressuscitou: em 2006, na comemoração de 105 anos do futebol carioca, um novo confronto foi organizado em Niterói, usando uniformes da época. Com a vitória fora de casa por 2 a 1, os torcedores do Paissandu podem zoar os rivais para sempre, sem chance de revanche.
Rivalidades locais

Para além da Zona Sul, o futebol carioca viu rivalidades crescerem no subúrbio. Com o ápice no começo dos anos 1980, o “Clássico Rural” opõe os dois maiores da Zona Oeste, que levam o nome dos seus bairros, Bangu e Campo Grande. Antes da urbanização acelerada, a região era conhecida como Zona Rural.

Os grandes duelos de 40 anos atrás contrastam com o atual momento do clássico, que completa 60 anos e não é disputado desde 1995. De lá para cá, o Campo Grande chegou a parar suas atividades no futebol. Hoje, disputa a terceira divisão do estadual, vencida ano passado pelo Olaria, outro tradicional do subúrbio que tem saudade de um clássico para chamar de seu.

— A fundação do Olaria foi para enfrentar o Bonsucesso. A rivalidade foi muito forte até os anos 1950, com trocas de acusações e brigas. Mas isso arrefeceu — conta Pedro Paulo Vital, historiador do clube da Rua Bariri, sobre o “Clássico Leopoldinense”, que este ano completa uma década sem ser disputado na elite estadual. Para ele, a falta de confrontos acabou aproximando os dois.

— Hoje, eles são mais vizinhos amigos do que rivais. Tinha tudo para ter uma rivalidade tipo Ponte Preta x Guarani (o “Derby Campineiro”), um “Goyta-Cano” (Goytacaz x Americano, em Campos) — conta o historiador. — A má fase de um não agrada o outro. O Olaria agora está na segunda divisão. O Bonsucesso, na quarta. A Leopoldina merecia muito mais. Falta apoio, investimento, patrocínio. Dois clubes centenários, de tradição. A graça de tudo isso é ter o jogo, né? Não adianta ficar só relembrando os jogos antigos e não ter novos confrontos.

Torcida na arquibancada do Estádio Proletário, para Bangu e Campo Grande, em 1967
Foto: Agência O Globo


30/04/2021

LEMBRA DELE? LATERAL MARLON, EX-CESSO, ACERTA COM TIME DA SÉRIE A

Marlon defendeu o Sampaio Correa desde julho do ano passado
Foto: Lucas Almeida/Sampaio Correa

O lateral-esquerdo Marlon, de 27 anos, acertou com o America-MG. Você lembra dele? O jogador é cria da base do Bonsucesso e foi titular do elenco, que conquistou o título da Taça Santos Dumont da Série B de 2013 (no ano do centenário) e garantiu o acesso à 1ª Divisão da temporada seguinte.  Aquele time tinha uma média de idade de apenas 22 anos e um teto salarial de R$2.500, segundo matéria divulgada à época pelo Jornal Extra.

Natural de Angra dos Reis, o jogador após três anos no Rubro-Anil foi negociado com o Ituano. Sem muito brilho em São Paulo, ele voltou ao Rio de Janeiro para defender o America, onde foi campeão da Série B do Estadual, em 2015.

A partir daí, a Segunda Divisão do Brasileiro fez parte da sua vida. Marlon foi negociado com a Luverdense, mas não conseguiu se adaptar tão bem ao novo clube e voltou ao Mequinha. Ele ainda colecionou passagens pela Cabofriense, Portuguesa e Madureira até chegar ao Sampaio Correa, do Maranhão, em julho de 2020. Em pouco tempo, Marlon assumiu a titularidade na posição e ajudou a equipe a terminar a Série B do Brasileirão na 6ª posição (quatro pontos do G-4).


Em 2021, foram 12 partidas pelo Sampaio Correa. O clube maranhense foi eliminado precocemente do mata-mata da Copa do Brasil, na 1ª Fase, para o Rio Branco-ES e na Copa do Nordeste, caiu nas quartas-de-final para o Ceará. No Estadual, a equipe se classificou para as semifinais contra o Pinheiro.

Sua última partida foi em 18 de abril, contra o Ceará. Por ter defendido o Sampaio Correa na Copa do Brasil, ele não jogará na competição pelo Coelho.

Pelo Bonsucesso, foram 50 jogos pelos profissionais, segundo o site 'O Gol'. Confira abaixo a lista:

2012: 11 jogos e 1 gol
2013: 39 jogos e 0 gol


Fotos: Divulgação/FERJ e Adriano Ferreira/Extra

05/04/2021

CRIA DO BONSUCESSO, CHAY É UM DOS DESTAQUES DA LUSA NO CARIOCA

Chay foi uma das revelações do Bonsucesso e deixou o clube cedo rumo à Ásia
Foto: Arquivo Pessoal

O Bonsucesso se caracterizou ao longo das últimas décadas como celeiro de bons jogadores. Um dos últimos a surgir no clube foi o atacante Chayene, atualmente na Portuguesa. Autor de dois gols (sobre o Fluminense e Botafogo) no Carioca, o jogador vem despertando o interesse de outros clubes em mais uma boa temporada pela Lusa.

Chay, como é atualmente chamado, deixou a Teixeira de Castro muito cedo rumo à Ásia. Após participar da Série B do Carioca em 2020, ele foi contratado pelo Muangthong United, da Tailândia.

"Fui (para o Bonsucesso) através de um amigo, que considero um irmão. Ele jogava lá e surgiu essa oportunidade de me levar para ser avaliado. Fui aprovado e foi uma passagem muito bacana. Comecei a me destacar e ficava intercalando entre os profissionais e os juniores. Foi um período de muita aprendizagem", afirmou Chay em entrevista exclusiva à Rádio Globo/CBN

O atacante era um dos destaques da campanha do Bonsucesso, que terminou a Primeira Fase da Segunda Divisão do Estadual na 2ª posição do Grupo B, com 26 pontos, dois a menos que o Sendas. Ele ainda defendeu o Songkhla FC, antes de voltar para o Muangthong United. Passou ainda pelo Esan United e Buriram FC até chegar ao Kedah FA, da Malásia, em 2012.

"Após me destacar no Bonsucesso, fui perguntado pelo ex-preparador do clube, Leonardo Neiva, se tinha o interesse de jogar no exterior. Ele tinha ido para Mianmar e foi quem intermediou a minha ida para o Muangthong United, onde assinei contrato por três anos", afirmou.

Chay foi campeão pelo Flamengo no Fut7
Foto: Arquivo Pessoal

Chay trouxe uma informação reveladora para explicar o motivo da sua volta ao Brasil após duas temporadas na Ásia. Segundo ele, um acidente no Rio de Janeiro custou a sua continuidade no exterior.

"Foi uma decisão que poucas pessoas sabem. Eu recebi uma nova proposta e sai da Tailândia para o Kedah FA, da Malásia. Nesse período, vim para o Brasil. Eles me deram 15 dias de férias porque o calendário na Malásia e na Tailândia são diferentes. Queria aproveitar esse período para me revigorar e rever minha família, mas acabei sofrendo um acidente de bala perdida no terceiro dia de descanso no Rio. Isso prejudicou meu rendimento porque não alcancei meu auge físico para poder ajudar o (novo) clube. O treinador não estava com muita paciência. Em comum acordo, acabamos rescindido. Essa rescisão demorou a sair e a janela acabou fechando na Tailândia, onde eu tinha outras propostas. Voltei para o Brasil, isso me desanimou, coloquei na cabeça que eu não queria mais porque era injusto, mas o processo de adaptação lá foi bem tranquilo. Estava há dois anos e meio e a decisão de voltar foi apenas pelo desânimo como fui tratado", desabafou Chay.

O ex-jogador do Bonsucesso sempre foi considerado promissor, porém essa dificuldade na carreira após ser mais uma vítima da violência no Rio de Janeiro fez o atacante refugar nos seus sonhos.

"Fiquei realmente desanimado com o futebol. Não tinha empresário, logo após, fechei com uma empresa, mas como o mercado tailandês não estava tão em alta, foi tudo se tornando ainda mais difícil pra mim. O que aparecia não era interessante e o tempo foi passando, diferente do que eu apostava", afirmou.

Chay é um dos destaques da Portuguesa com dois gols no Carioca
Foto: Nathan Diniz / AAP

Sem chances no campo, Chay apostou no Fut7, e na modalidade do society, ele se tornou um dos principais nomes com as camisas do Flamengo, Fluminense e Botafogo nos quatro anos seguintes. O sucesso o levou até a Seleção Brasileira, onde foi campeão da Copa América e do Mundial.

"O Fut7 nunca passou pela minha cabeça. Sempre joguei futebol de campo e desde menino só pensava nisso. Aprendi muito o que é o comprometimento tático e jogo curto. Foram as coisas que eu trouxe comigo", disse na entrevista à Rádio Globo/CBN.

Após o período na categoria, Chay aceitou o convite do Bela Vista, da 3ª Divisão do Rio, em 2017, para voltar aos gramados. Em seis jogos, foram quatro gols, o que rapidamente o levou para o Mogi Mirim, no ano seguinte. Apesar das boas atuações, o atleta não conseguiu evitar a queda do time paulista para a Série A3.

Chay foi campeão da Taça Santos  Dumont pelo America em 2019
Foto: Arquivo Pessoal

Após uma passagem pelo Rio Branco-AC, Chay voltou ao Rio de Janeiro para defender o America, em 2019. No Alvirrubro, o atacante foi campeão da Taça Santos Dumont e vice-campeão da Série B1 do Carioca. Logo depois, Chay chegou à Portuguesa, da Ilha do Governador, e tem sido um dos principais nomes nas duas edições da Série A do Estadual. Em 2020, foi o artilheiro do time com quatro gols. Já em 2021, ele soma dois.

"A Portuguesa foi um divisor de águas na minha vida. Você fica naquele período desacreditado, mas o clube acreditou em mim. As coisas aconteceram e seguem acontecendo. O clube é muito importante pra mim. Almejo voos altos o tempo todo. Trabalho forte a minha mente diariamente pra isso. Me vejo vestindo a camisa de um clube de mais visibilidade. Hoje, me sinto mais preparado e qualificado para isso. Espero meu momento", afirmou o atacante de 30 anos.




27/11/2020

EXCLUSIVO: NEY BARRETO CONTA BASTIDORES DA SAÍDA DO BONSUCESSO: "NÃO RECEBI 1 REAL"

Ney Barreto comandou o Bonsucesso em quatro jogos na B1
Fotos: João Carlos Gomes/Divulgação/Bonsucesso

Ao longo da Série B1, o Bonsucesso teve quatro treinadores. A temporada era audaciosa após o título da Copa Rio em 2019. Ney Barreto, de 44 anos, ex-técnico do America, foi chamado para liderar o projeto que visava o retorno à elite do futebol carioca após o rebaixamento em 2018. Porém, o trabalho foi interrompido depois de sérios problemas financeiros e administrativos enfrentados ao longo de 45 dias. A comissão técnica esteve à frente do time em apenas quatro rodadas da Taça Santos Dumont e somou seis dos oito pontos do Rubro-Anil durante todo o Estadual.

Ney Barreto concedeu entrevista exclusiva ao Blog Fanáticos pelo Cesso contando os bastidores da derrocada do clube nas mãos do ex-gestor Bruno Carvalho, que deixou o Bonsuça com dívidas após não cumprir acordos com jogadores e funcionários, que acabaram sendo demitidos no início da competição.

"Fiquei um pouco triste e decepcionado por tudo que aconteceu. Enfrentei o Bonsucesso no ano passado. Foi o clube que tivemos jogos direto pelo acesso. Sabíamos da força do clube mesmo o America bem forte. Quando recebi o convite pelo (Luciano) Portela, fiquei muito feliz. Seria uma oportunidade de trabalhar em uma segunda equipe tradicional e com camisa além de ser uma divisão de acesso, mas as coisas acabaram não saindo como a gente esperava", disse.

Ney Barreto explicou qual foi o projeto apresentado pelo Bonsucesso e quais acordos acabaram não sendo cumpridos até a saída de toda a comissão técnica e jogadores às vésperas do aniversário de 107 da instituição.

"Tinham prometido as melhores condições de trabalho. Nos levaram para fazer a pré-temporada em Pinheiral, então, isso dava uma credibilidade porque sabíamos que era um local com estrutura grande. Inicialmente o planejamento foi bem feito. Conseguimos trazer jogadores importantes sem salários altos, mas que acreditavam naquela montagem de elenco. Era uma grande equipe, entretanto, acabou se deteriorando no meio do processo. Estávamos trabalhando para subir para a 1ª Divisão", afirmou antes de trazer um fato constrangedor já na Teixeira de Castro.

"Voltamos para o Rio de Janeiro, mas já tivemos problema na primeira atividade com a falta de água para hidratação dos jogadores. O treinamento começou atrasado por causa disso. Durante o trabalho, quando fui beber água, percebi que não tinha mais para ninguém. Tive que interromper o treino pelo meio porque não tinha como continuar o trabalho com um Sol forte e sem água. Ali começou a ter uma preocupação maior, mas seguíamos motivados. Quando se aproximou o primeiro mês de trabalho começamos a ficar atentos com os salários já que estavam faltando coisas. Tentamos contratar o Thiago Correa, mas o clube acabou não pagando a transferência e ele foi para o Serra Macaense. Tudo isso foi começando a criar um clima de apreensão. Disputamos quatro jogos. Dos oito pontos obtidos no Estadual, seis foram com a gente."

Ney Barreto explicou que toda a comissão técnica foi demitida e detalhou como foi comunicado que não permaneceria à frente do Bonsucesso.

"Em hora nenhuma eu afirmei que pedi pra sair. Fomos demitidos. Por lei, eu não poderia ser desligado. Eu estava operado (Ney sofreu um acidente em um dia de folga e precisou ser afastado temporariamente). Quando eu ia retornar, fui comunicado que não precisava mais. Na verdade, eu estava impossibilitado de voltar até o dia 2 de janeiro. Mesmo assim, eu iria voltar antes. Fui comunicado pelo supervisor no dia 11 de outubro, por volta de uma hora da tarde, que toda a comissão técnica estava fora dos planos. Sou apenas funcionário. Tive que aceitar, mas é bom que se diga que não recebemos 1 real durante os 45 dias que estivemos lá", frisou.

Longe dos holofotes da elite do futebol carioca, Ney Barreto trouxe a realidade de muitos clubes das divisões inferiores e revelou que o acordo com o Bonsucesso foi 'de boca' com a promessa de colocar as cláusulas no papel durante a disputa da Série B1.

"Tudo foi verbal. Foi dito que logo após iriam ver o contrato. Não assinamos nada, mas temos as publicações do próprio clube além das súmulas dos jogos que comprovam que estávamos empregados. Até na nossa dispensa, isso foi divulgado pela imprensa. Não sei a situação dos jogadores, mas como eles precisam dar entrada na Federação, acredito que seja diferente", disse o ex-treinador que cobrou uma mudança de norma na FERJ.

"É uma falha. Faço parte de um grupo de treinadores, conversamos muito sobre isso. Depois da nossa saída, o clube teve outros quatro técnicos. Não sei se algum deles recebeu, mas eu não recebi nada. Isso também deveria acabar. Para contratar qualquer outro, deveria chegar ao menos em um acordo com aquele que saiu. Isso precisa partir de Sindicatos. Não pode ser isolado. A gente trabalha e quer receber."

Apesar da gestão do futebol pertencer a Bruno Carvalho, dono da H Carvalho, Ney Barreto afirmou que foi contratado pelo Bonsucesso.

"Não conheci o dono da empresa. Fui contratado pelo clube. Fui convidado pelo clube", disse antes de comentar o fatídico WO que o Bonsucesso sofreu logo após a sua saída.

"Eu saí no domingo e tive várias manifestações dos atletas. Eles estavam insatisfeitos com os salários atrasados. O responsável pela H Carvalho chegou a nos comunicar que tudo seria colocado em dia, mas eles decidiram que não entrariam em campo. Não foi solidariedade a mim. Eles não atuaram porque não receberam. Estava indo de mal a pior. É fácil dizer que os jogadores não poderiam fazer isso. O clube pode ficar sem pagar? Os profissionais não podem tomar atitude? Não me pareceu nada orquestrado antes. No jogo seguinte, que corria o risco de um novo WO e sanções, alguns jogadores foram lá e atuaram. Não sei que tipo de acordo foi feito, mas nesse jogo (contra o Artsul), eles não entraram em campo porque não tinham recebido."

O ex-treinador do clube afirmou que nunca existiu contato com o presidente administrativo Ary Amâncio durante o imbróglio financeiro e citou outros dirigentes como responsáveis pela comunicação interna no rubro-anil.

"O nosso interlocutor direto era o Luciano Portela, diretor de futebol, que também foi demitido junto. Nunca falei com o Ary (Amâncio). Falei com o Marcelo Salgado apenas duas vezes. Em uma dessas conversas eu disse que estava preocupado com essa questão salarial. Ele afirmou: 'estamos dando um jeito aqui para acertar tudo'. Foram palavras dele. Quem também aparecia lá era o Nilton Bittar, vice-presidente. Ele dizia que a situação estava difícil. Sempre foi esse papo. Mas, oficialmente ninguém explicou a situação. Eram mais reclamações do que satisfações. O torcedor precisa entender que os jogadores e os membros da comissão técnica não são mercenários. Não existe ninguém que trabalha no futebol sem se dedicar. É preciso dar nome aos bois."

Livre no mercado, Ney Barreto fez projeções para a próxima temporada, mas não descarta um retorno futuro ao Bonsucesso.

"Estou estudando. É um momento complicado no final de ano. Estou fazendo cursos e buscando novos conhecimentos além de lives com diversos profissionais. Quero voltar a trabalhar. Estou esperando um convite. Quem sabe no futuro voltar ao Bonsucesso. Como a coisa aconteceu não foi legal. Esperava ajudar o clube numa retomada. Não posso dizer que fiquei devendo porque o trabalho não aconteceu. Mas, fiquei triste e isso me incomoda. Tínhamos potencial em um clube de tradição. Estou vendo o que pode acontecer."

Esperando novos desafios, o técnico comentou se aprova a nova formatação do Campeonato Carioca que terá 12 clubes em cada divisão.

"Quando recebi o calendário do próximo ano, vi que é uma coisa que poderia ser melhor ajustada. Procuramos o Sindicato dos Atletas já que é um interesse em comum e debatemos se algumas divisões poderiam correr em paralelo para evitar que o jogador saia de um campeonato e dispute outro. Esperamos ter uma conversa também no Sindicato dos Treinadores para levar sugestões à FERJ. Quem sabe a C seja sub-21 e uma melhor distribuição ao longo do ano", finalizou.

09/11/2020

LEMBRA DELE? JADSON, EX-BONSUCESSO, ACERTA COM O VASCO APÓS PASSAGEM POR PORTUGAL

Você sabia que o novo reforço do Vasco passou pelo Bonsucesso? O zagueiro Jadson, de 29 anos, atuou pelo clube em 2015, antes da transferência para o Portimonense, de Portugal. Após cinco anos na Europa, o novo 'xerife' do sistema defensivo cruzmaltino retorna ao Brasil.

Ele foi um indicação do técnico Sá Pinto, que o enfrentou na 'terrinha'. O empréstimo é válido até o final do Campeonato Brasileiro. O jogador iniciou sua trajetória na base do America-RN e passou por America-RJ, Maricá e Angra dos Reis antes de ser contratado pelo Bonsucesso.

Em Portugal, Jadson tinha moral. Era capitão do Portimonense, disputou 150 jogos e marcou 14 gols. Pelo Leão da Leopoldina, ele atuou em 15 jogos pelo Campeonato Carioca. Inclusive, enfrentou o Vasco na derrota por 1 a 0 (gol de Gilberto), no Engenhão. No Cesso, o zagueiro esteve em campo durante os 90 minutos em todas as partidas. O que chamou a atenção durante sua passagem pelo Rubro-Anil foi a disciplina. Jadson recebeu apenas um cartão amarelo, no último jogo diante da Cabofriense.


À época, Jadson tinha prorrogado o contrato com o Bonsucesso com validade até 16 de janeiro de 2017, mas foi negociado no fim de julho de 2015. Os valores não foram divulgados pelo clube, que já tinha parceria com a L&S (confira o balanço financeiro abaixo). Atualmente, o zagueiro tem valor de mercado estimado em 600 mil euros. Ele tem contrato com o Portimonense até 4 de agosto de 2021. 

O Bonsucesso terminou a edição do Cariocão de 2015 na 12ª posição com 11 pontos. Entre os times de menor investimento, a equipe teve a terceira melhor defesa com 18 gols sofridos. Somente Madureira com 12 e Macaé com 14 foram melhores. Cabe ressaltar que na negociação com o Vasco, o Bonsucesso não tem direito ao mecanismo de solidariedade e formação, pois o atleta tinha 24 anos ao chegar à Teixeira de Castro. O artigo 21, anexo 5 do RSTP da FIFA diz que, o mecanismo é pago para clubes com jogadores de 12 a 23 anos.  






05/11/2020

BONSUCESSO SE APROXIMA PERIGOSAMENTE DA ZONA DE REBAIXAMENTO. ENTENDA POR QUE O CLUBE PODE IR PARA A 4ª DIVISÃO

 

Sem vencer há oito jogos e em 13º na classificação geral com sete pontos, o Bonsucesso se aproximou perigosamente dos dois últimos colocados da Série B1. Apenas um ponto separa o Leão da Leopoldina do Campos e Nova Cidade. Olaria também com seis pontos e São Gonçalo, com sete (saldo de gols -8 contra -5), ainda estão abaixo do clube da Teixeira de Castro, mas todos com a corda no pescoço. Com seis rodadas pela frente será um 'salve-se quem puder'. 

O Bonsucesso ainda enfrenta Olaria, no próximo sábado, no Joaquim Flores, Duque de Caxias, dia 11, Rio São Paulo, dia 14, Maricá, dia 18, Gonçalense, dia 21 e Serrano, dia 25, pela Taça Corcovado.

A Série B1 de 2020 tem uma peculiaridade. Ela ditará os clubes que irão participar da criação de novas divisões de acesso na Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro a partir do ano que vem. Em 2021, haverá a Série A2 com apenas 12 participantes. As transformações das divisões se darão em A1, A2, B1, B2 e C (5ª Divisão).

Atualmente, a Série B1 é formada por 17 clubes. No Grupo A, são nove equipes. O Grupo B é composto por oito. No cenário otimista, as duas equipes que chegarem às finais estarão automaticamente classificadas para a Seletiva do Cariocão de 2021, porém, as duas últimas estarão rebaixadas. O detalhe é que a B2 será popularmente conhecida como a 4ª Divisão.

No regulamento da atual competição, a FERJ detalha no artigo 3º como a Série A2 será composta:

I – 5 (cinco) associações de pior classificação na Fase Preliminar (Seletiva) do Campeonato Estadual da Série A de Profissionais da Temporada 2020/2021;

II – 1 (uma) associação. A pior classificada na Fase Principal do Campeonato Estadual da Série A de Profissionais da Temporada 2020/2021;

II – 6 (seis) associações melhor classificadas no Campeonato Estadual da Série B1 de Profissionais de 2020, que não tiverem se qualificado para a disputa da Fase Preliminar do Campeonato Estadual da Série A (A1) de Profissionais da Temporada 2020/2021.

Ou seja, do 3º ao 8º colocado, serão os clubes garantidos na Série A2 (2ª Divisão) em 2021. Do 9º ao 15º colocado, serão os clubes que participarão da Série B1 (3ª Divisão). Já o 16º e o 17º, serão rebaixados para a B2, ou seja, a 4ª Divisão.

Em contato com o diretor de competições da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, Marcelo Vianna afirmou que a falta de acordo para direitos de transmissão do Estadual a partir da próxima temporada após o rompimento com a TV Globo não irá afetar o planejamento da entidade para a conclusão da formatação das competições.

"A programação está mantida. A Série A será dividida em dois campeonatos - A1 e A2. A Série B será dividida em dois campeonatos - B1 e B2. E terá a Série C que dará início ao ciclo que o clube pode galgar até chegar a Série A. Vocês chamarão de Primeira Divisão, Segunda, Terceira e Quarta... Não fomos afetados por causa do contrato (de direitos de transmissão). A gente segue buscando recursos. A área comercial e de marketing seguem trabalhando com a certeza que no futuro teremos novos contratos. Não digo apenas um, mas novos. Toda a programação que foi estabelecida e seus regulamentos com quem sobe e quem desce será mantida. O calendário de 2021 será em breve anunciado nesse formato", disse com exclusividade ao Fanáticos pelo Cesso

Confira abaixo o vídeo do site Futebol do Rio que detalha em gráfico como serão as divisões do Campeonato Carioca a partir do ano que vem.