30/04/2021

LEMBRA DELE? LATERAL MARLON, EX-CESSO, ACERTA COM TIME DA SÉRIE A

Marlon defendeu o Sampaio Correa desde julho do ano passado
Foto: Lucas Almeida/Sampaio Correa

O lateral-esquerdo Marlon, de 27 anos, acertou com o America-MG. Você lembra dele? O jogador é cria da base do Bonsucesso e foi titular do elenco, que conquistou o título da Taça Santos Dumont da Série B de 2013 (no ano do centenário) e garantiu o acesso à 1ª Divisão da temporada seguinte.  Aquele time tinha uma média de idade de apenas 22 anos e um teto salarial de R$2.500, segundo matéria divulgada à época pelo Jornal Extra.

Natural de Angra dos Reis, o jogador após três anos no Rubro-Anil foi negociado com o Ituano. Sem muito brilho em São Paulo, ele voltou ao Rio de Janeiro para defender o America, onde foi campeão da Série B do Estadual, em 2015.

A partir daí, a Segunda Divisão do Brasileiro fez parte da sua vida. Marlon foi negociado com a Luverdense, mas não conseguiu se adaptar tão bem ao novo clube e voltou ao Mequinha. Ele ainda colecionou passagens pela Cabofriense, Portuguesa e Madureira até chegar ao Sampaio Correa, do Maranhão, em julho de 2020. Em pouco tempo, Marlon assumiu a titularidade na posição e ajudou a equipe a terminar a Série B do Brasileirão na 6ª posição (quatro pontos do G-4).


Em 2021, foram 12 partidas pelo Sampaio Correa. O clube maranhense foi eliminado precocemente do mata-mata da Copa do Brasil, na 1ª Fase, para o Rio Branco-ES e na Copa do Nordeste, caiu nas quartas-de-final para o Ceará. No Estadual, a equipe se classificou para as semifinais contra o Pinheiro.

Sua última partida foi em 18 de abril, contra o Ceará. Por ter defendido o Sampaio Correa na Copa do Brasil, ele não jogará na competição pelo Coelho.

Pelo Bonsucesso, foram 50 jogos pelos profissionais, segundo o site 'O Gol'. Confira abaixo a lista:

2012: 11 jogos e 1 gol
2013: 39 jogos e 0 gol


Fotos: Divulgação/FERJ e Adriano Ferreira/Extra

28/04/2021

EM BUSCA DO GOL 1000, TÚLIO MARAVILHA DEFENDEU O BONSUÇA

Túlio Maravilha foi apresentado pelo Bonsucesso em 2011
Foto: Fernando Soutello/AGIF/AE


Passaram muitos craques pelo Bonsucesso, mas um artilheiro em especial, apesar de curta a passagem, marcou seu nome na história do clube: Túlio Maravilha. O atacante foi anunciado em 2011 como a grande sensação do Rubro-Anil para a Copa Rio e buscava se aproximar da marca dos 1000 gols.

Nas contas do folclórico centroavante, Túlio somava 967 gols e o Bonsucesso seria seu penúltimo time na carreira (só que não!). Na sua projeção, alcançando 995 gols ele voltaria ao Botafogo.

Cercado pela imprensa à época, Túlio Maravilha soltou várias pérolas na apresentação e sonhava em uma renovação de contrato para disputar a Série A em 2012, com a volta do Bonsuça à elite:

"O Rio é a minha casa, a minha cara, estou muito feliz. É um projeto audacioso, a longo prazo, de uma equipe de Primeira Divisão agora. O objetivo é ser campeão da Copa Rio e, com a conquista, já aviso que preferimos a vaga na Copa do Brasil do que a na Série D do ano que vem, porque assim podemos ter acesso à Libertadores. É ano do centenário do Bonsucesso. Tudo pode acontecer. É uma competição (a Copa do Brasil) feita para clubes médios mesmo, não tenho porque não acreditar. Minha carreira é feita de desafios - colocou Túlio, artilheiro do Estadual em 1994 e 1995, pelo Botafogo, e em 2005, última passagem pela cidade, pelo Volta Redonda, quando foi vice-campeão e já tinha 36 anos de idade", afirmou.

Na coletiva, Túlio aproveitou para 'entrar na pilha' e conquistar a torcida rubro-anil com suas tiradas.

"Será uma homenagem: é o Teleférico da Leopoldina (referência no bairro do clube). O Vasco tem o Bonde da Colina (confundindo com o Trem-Bala da Colina) e o Flamengo, o Trem-Bala Sem Freio (também trocando com o Bonde do Mengão Sem Freio), não é? Então, pronto", disse.

Um dado curioso da passagem de Túlio Maravilha pelo Bonsucesso foi o local da assinatura do contrato: na Praça das Nações. O vínculo era válido até o fim de 2011.

No primeiro jogo amistoso contra o União de Marechal Hermes, ele marcou dois gols na vitória por 4 a 1 e pagou R$50 para cada assistência. Bom para Ronald e Tiago que serviram o atacante. Na curta passagem, foram apenas oito gols.

Na ocasião, aos 42 anos, Túlio Maravilha já dividia suas atribuições no campo com a função de vereador em Goiânia, cargo que ocupava desde 2008. Era o 25º clube na carreira do centroavante, que defendeu a Canedense-GO e o Botafogo-DF antes da chegada à Teixeira de Castro.

Depois, ele atuou por CSE, Tanabi, Botafogo, Vilavelhense, Araxá, Atlético Carioca e Taboão da Serra.


26/04/2021

"TÁ NO LIVRO", COM PAULO JORGE #03


Por: Paulo Jorge

UM HOMEM E SUA RELAÇÃO COM O CLUBE

Quem nunca sonhou em ser jogador de futebol? Todo menino pobre, rico, de Copacabana, Bonsucesso ou da Baixada Fluminense, negro, branco, índio, todos nós em algum momento nos enxergamos vestindo a camisa de grandes clubes do Brasil ou entrando numa Champions League com aquela musica inesquecível.

A trajetória desses meninos é quase a mesma. Se matriculam nas escolinhas de futsal ou futebol de campo, se desenvolvem em times menores, uns conseguem ascender a times maiores, outros vão em direção ao leste europeu, Ásia e Oriente Médio... A grande maioria acaba seguindo outras profissões e só o que fica na memória são os jogos e o clube que os acolheu.

Vamos ler um relato de um grande amigo, servimos juntos na FAB, mais exatamente no HFAG e ele com toda gentileza e carinho me cedeu uma foto de uma documento particular que torna-se público e histórico e eu relato que mostra a sua relação e a do seu pai com o amado Bonsucesso.

"Cara, tem muitos anos que não tenho contato com o clube. Eu joguei na escolinha do futebol de campo deles quando era moleque e devido à isso, eu tenho um carinho pelo Bonsucesso. Meu pai foi um comerciante conhecido ali na Praça das Nações e na época, ele conhecia algumas pessoas do clube e meu primo jogou futebol de salão no Bonsucesso. Ele foi federado mesmo e disputou campeonatos pelo clube."

Uma história de família ligada diretamente ao clube. Certamente o pai do Diego Santos viu jogos do Bonsuça e junto com os comerciantes da localidade ajudaram muito na estrutura do Rubro-Anil. O próprio Diego e seu primo jogaram pelo Bonsucesso e o seu carinho é tanto que postou em suas redes sociais um título de patrimônio adquirido por ele em 1994, tornando se sócio-proprietário com todas as vontades cedidas pelo estatuto do clube. Ele tem esse documento guardado até hoje e com satisfação cedeu uma foto para a página.

Analisando esse maravilhoso documento, observamos dois pontos interessantes: O Bonsucesso foi reconhecido como clube de utilidade pública perante à sociedade pelo decreto municipal nº 3295 em 29 de abril de 1930. Além disso, possui sede e praça de esportes próprias.

22/04/2021

UNIÃO CENTRAL RETORNA À SÉRIE C E USARÁ A CASA DO BONSUCESSO

União Central posa no estádio do Bonsucesso, na Teixeira de Castro
Foto: Divulgação


Por: Bernardo Oliveira/Futebol do Rio


Em 2021, para a Série C do Carioca, mais um clube volta a campo após muitos anos: é o União Central, que disputou sua última competição em 2014: na ocasião, o aurianil jogou a terceira divisão estadual, ficou num grupo ao lado de São Gonçalo FC, Esprof e Teresópolis e terminou em terceiro lugar, fora da zona de classificação à fase seguinte.

O União Central foi fundado em 14 de abril de 1986, no bairro da Penha, por um grupo de camelôs da Central do Brasil. Em 1992, foi campeão da Taça Francisco Assis de Lima, do Departamento Amador da Capital, promovida pela Federação do Rio de Janeiro. Três anos depois, o clube aurianil estreou na Terceira Divisão de Profissionais e terminou na penúltima colocação, à frente apenas do União de Marechal.

Nos anos seguintes, o União Central não teve campanhas de brilho no cenário do futebol carioca, alternando anos em que se licenciou da disputa. Em 2009, chegou uma nova diretoria, chefiada por Ward Gusmão, coronel do Corpo de Bombeiros, que prometia construir um estádio ao clube e levá-lo à primeira divisão estadual.

Naquela temporada, o aurianil da Penha mandou seus jogos no Estádio Hermenegildo Barcelos, em Arraial do Cabo, numa parceria com a prefeitura da cidade da Região dos Lagos. No certame, a equipe teve um bom desempenho e chegou entre os oito melhores da Série C, sendo eliminado pelo Leme e o Sampaio Corrêa, que depois se sagraria campeão. Após isso, o time voltou ao fraco desempenho de anos anteriores, até licenciar-se em 2014. Nestes últimos seis anos, as gestões anteriores encontraram dificuldades para atender todos os requisitos pedidos pela Federação para se disputar um campeonato profissional.

Agora, o clube está sob nova administração, através do presidente, Juan Monteso, que assumiu o União Central em 2019, num mandato de três anos. Em entrevista ao FUTEBOLDORIO.COM, o mandatário destaca as melhorias que foram feitas sob seu comando, além do pagamento das dívidas:

– Encontramos um clube que se mantinha inativo já há algum tempo, com isso, o primeiro passo foi regularizar a situação cadastral do clube junto à FFERJ por meio da apresentação da nova ata com a nova diretoria, registrada em cartório, bem como a atualização de pagamentos de algumas taxas anuais anteriores. Hoje, o clube se encontra totalmente saneado em dívidas e, inclusive, dentre os 31 times da Série C, o União Central está entre os três clubes que se encontram saneados no momento, conforme planilha divulgada pela Federação – destacou o presidente.

Na Série C, o time mandará suas partidas no Estádio Leônidas da Silva, que pertence ao Bonsucesso. Durante o último ano, a diretoria aurianil procurou diversas praças, porém, o estádio em Teixeira de Castro foi escolhido por ser a opção mais viável, tanto em relação aos laudos técnicos exigidos, quanto à proximidade ao bairro onde o União foi fundado, a Penha, local onde permanece até hoje a parte administrativa do clube.

Até o presente momento, de acordo com a diretoria, o União Central vem se mantendo com o aporte de recursos financeiros dos próprios dirigentes do clube. Até por isso, com o custo alto para disputar a Série C do Carioca, o clube criou uma vaquinha online no intuito de arrecadar fundos para o pagamento das despesas na competição e alcançou, até o fechamento desta reportagem, cerca de R$ 6,5 mil, enquanto a meta estipulada é de R$ 180 mil.

Falando sobre o elenco que disputará a Série C, a comissão técnica que o comandará já está formada: o treinador da equipe será Fábio Luiz, ao lado do auxiliar Cristiano Silva e do preparador de goleiros Gabriel Adnet. O time, desde o início do ano, já realizou amistosos contra Bonsucesso, EC Resende, SE Belford Roxo e Artsul, em preparação para a competição.

O plantel, jovem em sua maioria, é formado por atletas provenientes de peneiras, além de alguns jogadores que passaram por clubes das divisões inferiores do Rio e São Paulo. Os treinos da equipe vêm acontecendo em alguns espaços, como, além de Teixeira de Castro, o Aterro do Flamengo e a Casa do Marinheiro, em parceria com a Marinha do Brasil.

Seguindo na pré temporada para a Quintona, o União Central estreia na competição no dia 24 de maio, diante do Independente, no Estádio Ubirajara Reis.

21/04/2021

ATA É REGISTRADA E NILTON BITTAR É RECONHECIDO NOVO PRESIDENTE


Após uma longa novela que se arrastou nos últimos meses, Nilton Bittar foi reconhecido como novo presidente do Bonsucesso. A ata foi apresentada à FERJ nesta semana. O mandato consta a partir do dia 12 de dezembro de 2020 (data da eleição) até 11 de dezembro de 2023. O clube cumpriu todas as exigências anteriores impostas pelo RCPC-RJ. Resta apresentar os balanços financeiros de 2019 e 2020.

De qualquer modo, o clube poderá inscrever jogadores para a disputa da Copa Rio, em agosto, e da Série B2, em setembro. As categorias de base já estão em ação na Copa União e o time profissional prepara-se sob o comando de João Santos. No último sábado, a equipe principal enfrentou o Sub-20 do Fluminense, em Xerém. 

ESTÁDIO É O PRÓXIMO PASSO 

A Federação de Futebol do Rio de Janeiro divulgou a lista de estádios para a Série C do Campeonato Carioca de 2021 e os laudos técnicos, mas ainda consta que a sede do Bonsucesso não possui três dos quatro documentos para a realização de jogos oficiais.

Por ora, a Teixeira de Castro tem apenas o LVE (Laudo de Vistoria e Engenharia) válido até dezembro. Já os demais da Vigilância Sanitária, Polícia Militar e o Laudo de Prevenção e Combate a Incêndio e Pânico ainda não foram atualizados no sistema da entidade.

O Bonsucesso não é exceção. Outros estádios também atravessam problemas às vésperas do início da competição marcada para 23 de maio. Correão, Alzirão, CFZ, Joaquim Flores, Leão do Sul, Lourival Gomes da Silva, Marrentão, Bariri, Nivaldo Pereira e Ubirajara Reis também constam pendências, segundo a FERJ.

O primeiro jogo no Leônidas da Silva está agendado para o dia 6 de junho, entre União Central e Império Serrano, às 15h, pela 3ª rodada da Série C. Todos os jogos serão com portões fechados, respeitando as normas contra a COVID-19.


A Teixeira de Castro não recebe um jogo oficial desde 2014
Foto: Reprodução/FERJ

19/04/2021

BONSUCESSO PERDE PARA O FLU EM AMISTOSO E TEM SÉRIE DE DUELOS COM A PORTUGUESA NA BASE

Bonsucesso perde para Sub-20 do Fluminense em Xerém
Foto: Divulgação

O técnico João Santos teve a primeira grande oportunidade para analisar os jogadores do time profissional, que estão treinando no Bonsucesso, visando a disputa da Copa Rio e da Série B2 de 2021. Após convite do Fluminense, o Rubro-Anil enfrentou a molecada de Xerém, no último sábado, e perdeu por 4 a 0. Gabryel Martins, duas vezes, Cardinoti e David Lopez fizeram os gols. O time sub-20 tricolor abriu vantagem de 3 a 0 ainda no primeiro tempo.

Carlos Chaves, diretor de logística e planejamento do Bonsuça, foi quem recebeu o convite para o amistoso e aproveitou a visita ao CT do Fluminense para estreitar relações com os atuais responsáveis pelas categorias de base para futuras parcerias. O time das Laranjeiras se prepara para a disputa do Campeonato Brasileiro e do Carioca Sub-20 que começam em breve.

Carlos Chaves posa na entrada do CT de Xerém antes do amistoso contra o Sub-20
Foto: Divulgação


BASE EM AÇÃO

Pela Copa União, o Bonsucesso esteve em campo em cinco categorias nos últimos dias. Pelo Sub-15, na última sexta-feira, o Leão da Leopoldina perdeu por 3 a 0 para a Academia de Futebol Campo Grande. Isaque, duas vezes, e Ryan fizeram os gols. Com cinco jogos, o Rubro-Anil é o 3º colocado no Grupo B com seis pontos. O Trops lidera com nove (três jogos) e o São Gonçalo é o vice-líder com sete (quatro jogos).

O domingo reservou o duelo entre o Bonsucesso e o Flexeiros/Portuguesa em quatro categorias, na Teixeira de Castro. Pelo Sub-11, o Rubro-Anil foi goleado por 8 a 1, na 3ª rodada. Guilherme Sampaio e Yan, duas vezes cada, Bryan, Igor Barreto e Guilherme Delarue além de Pedro Cruz (contra) fizeram os gols da Lusa.  Lucas Gomes descontou. Com o resultado, o Bonsuça é o 5º colocado com três pontos. O Serrano é o líder com nove. 

No Sub-12, a Portuguesa também venceu, porém, por 2 a 1. William e Arthur Debossam (contra) fizeram os gols do time da Ilha do Governador. O próprio Debossam descontou para o Bonsucesso. O clube é o 3º colocado com quatro pontos em três jogos. O Bangu lidera com sete e o São Cristóvão é o segundo colocado com seis.  

No sub-13, o Bonsucesso obteve sua única vitória. Bateu a Portuguesa por 1 a 0. Kaique Correira fez o gol do jogo. O resultado deixa o time na sétima posição com três pontos em três partidas. O Serrano lidera com quatro em dois jogos. 

Já no Sub-14, as equipes não saíram do empate por 1 a  1. Victor Minarine marcou para a Lusa e Guilherme Andrade fez para o Bonsuça. O Rubro-Anil é o quatro colocado com quatro pontos após a 3ª rodada. O Bangu é o líder com nove em quatro partidas.

Trabalho de aquecimento do time principal do Bonsucesso no CT de Xerém
Vídeo: Divulgação

17/04/2021

ARY AMÂNCIO NECESSITA DE PRÓTESE E FAMÍLIA INICIA VAQUINHA VIRTUAL

Ary Amâncio necessita de ajuda para se locomover novamente
Foto: Arquivo Pessoal 

A família do ex-presidente Ary Amâncio está realizando uma 'vaquinha' virtual para arrecadar fundos ao dirigente, que amputou a perna direita em 2019 devido à diabetes e, desde então, se afastou das atividades no Bonsucesso. De acordo com a ação da filha Alba Valéria, Ary necessita de R$12.200,00 para financiar a prótese para voltar a andar. Até o momento, 16 pessoas ajudaram com uma arrecadação total de R$1.990,00.

Ary Amâncio, de 79 anos, teve três mandatos no clube e foi vice-presidente do Conselho Gestor na 'Era Zeca Simões'. Entre suas passagens pelo Bonsuça, ele conquistou a Série C de 2003 e a inédita Copa Rio, em 2019.

No último mandato, Ary dedicou-se ao baile da terceira idade, porém foi duramente criticado pela deterioração da própria sede social e do agravamento dos problemas políticos e administrativos do clube após ser eleito sob intervenção judicial em 2017.

Até hoje, o fim do seu mandato (2 de setembro de 2020) causa uma briga interna entre sócios para confirmar se realmente as eleições eram válidas apenas na primeira quinzena de dezembro, seguindo um artigo do Estatuto, ou se deveriam ser realizadas de acordo com a decisão do desembargador Mário Neto e que conta com a anuência da FERJ.

Quem puder e quiser ajudar o ex-presidente Ary Amâncio, basta clicar aqui.

Alba Valéria ao lado do pai e ex-presidente do Bonsucesso
Foto: Arquivo Pessoal

16/04/2021

GRUPO 'POR UM NOVO BONSUCESSO' SE SENSIBILIZA, DOA UNIFORME PARA LEILÃO E IDOLO VISITA MIKE TYSON

Júlio Galvão esteve na casa de Mike Tyson para autografar a camisa que será leiloada
Foto: Fanáticos pelo Cesso

Os sócios do grupo de oposição 'Por Um Novo Bonsucesso' se sensibilizaram com a trajetória de vida de Enéas de Andrade, o Mike Tyson, ex-maqueiro do Maracanã, após a diretoria do clube não doar nenhum uniforme para o leilão solidário e sequer enviar um representante ao evento organizado pelo Museu da Pelada, na última terça-feira, no Maior do Mundo. O Bonsucesso foi a única ausência entre os 12 times mais tradicionais do Rio de Janeiro, todos representados por ex-jogadores. 

Para reparar imediatamente a falha da diretoria rubro-anil, os sócios recolheram autógrafos do ex-zagueiro Hélio e do ex-goleiro Júlio Galvão (integrantes da lista dos 100 maiores jogadores do centenário do Bonsucesso) e fizeram a doação da camisa para ajudar o ex-funcionário do Maracanã, que passa por dificuldades financeiras e perdeu a visão devido o glaucoma. 

Além da singela ajuda, a reportagem do Fanáticos pelo Cesso acompanhou a visita de Júlio Galvão (campeão da Segunda Divisão pelo Bonsuça em 1984) até a casa de Enéas de Andrade, que mora a poucos quilômetros da Teixeira de Castro. Além de presenteá-lo com um novo uniforme e autografar a camisa na presença de Mike Tyson, presenciamos várias histórias da lenda viva do 'Velho Maracanã'.

"O Maracanã me deixou famoso. Às vezes, me sentia até o dono do estádio. Participei de muitos eventos, concertos e shows internacionais lá. Eu tinha muita moral. Quando acabavam os jogos, eu esperava do lado de fora do Maracanã para pegar uma carona às vezes e ficava cercado para dar muitos autógrafos. Era popstar. Se eu não tivesse esse problema eu estaria no Maracanã até hoje. Poderia ser chefe dos maqueiros", disse Enéas de Andrade, de 80 anos.


Presente no evento que ocorreu essa semana no Maracanã, Mike Tyson não escondeu a felicidade de ser lembrado e reconhecido pelos serviços prestados. O ex-maqueiro ainda relembrou a amizade com os ex-jogadores e ídolos.

"Foi muito bacana. Conhecia todos os jogadores que foram me homenagear. Faltou apenas o Zico, que não está no Rio de Janeiro e o Roberto (Dinamite). Adoro eles dois. Igual a eles não tem. O Dinamite me ligou essa semana. O Adílio também estava no Maracanã. É um cara sensacional. O Zico tinha uma confiança em mim muito grande. Batia papo com o Edu na varanda da casa dele. Me perguntava quem eu era para viver aquilo tudo. Achava que vivia um sonho."

Enéas de Andrade, o Mike Tyson, relembrou uma passagem que ele considera marcante com o Galinho de Quintino.

"Eu já fiz a segurança para o Zico. Uma vez, estava olhando o carro dele e chegaram uns caras destinados a roubar. Eles me falaram que iam levar o veículo. Quando eu disse que o carro era do Zico, eles saíram correndo", disse reconhecendo o respeito que os bandidos tinham pelo camisa 10 do Flamengo.

Enéas que começou colocando as bandeiras no entorno do campo antes de ser maqueiro, demonstrou muita gratidão pelo ex-narrador Januário de Oliveira que o batizou com o apelido de Mike Tyson.

"Tenho muito respeito pelo Januário de Oliveira. Adorava quando ele dizia: 'está lá um corpo estendido no chão'. Era minha hora de atuar", disse Enéas que já esteve no Programa do Chacrinha para participar de um concurso.

"Concorri ao prêmio de homem negro mais bonito do Brasil. Não queria ir, mas acabei convencido a participar do Programa do Chacrinha. Me inscrevi e fiquei com o segundo lugar."

Fora do Maracanã desde as obras para a Copa do Mundo de 2014, Enéas de Andrade ainda aguarda uma homenagem dos administradores do estádio e sai em defesa do antigo Maraca.

"A SUDERJ me prometeu uma homenagem, mas não fizeram nada. Trabalhei por mais de 30 anos no Maracanã. Vamos aguardar se alguma coisa acontece após o fim da pandemia. Hoje, o Maracanã está diferente. É só luxo. Um Fla-Flu antigamente era especial. Era uma linda festa. A geral era a coisa mais linda. Foram vários craques que passaram por lá. O interessante do estádio era o portão 18. Sabe por que? Falava para muitos: 'Me espera no portão 18'. Coloquei muito 'geraldino', 'carona' para dentro. Era porteira aberta. A geral era o maior barato!"

Companheiro do pai, Mauro de Andrade, filho único de Mike Tyson, recordou os momentos ao lado dele no Maracanã.

"Com 10 anos eu era gandula. Quando não estava no campo, meu pai me deixava nas cadeiras assistindo os jogos enquanto ele trabalhava. Meu pai é Vasco e eu sou Flamengo. Eu fui mais inteligente (risos). Peguei a época do Zico. O espetáculo era diferente."

Mike Tyson posa com a camisa doada pelos sócios do grupo "Por Um Novo Bonsucesso"
Foto: Fanáticos pelo Cesso

Durante cerca de 1h da visita, Mike Tyson reviveu grandes momentos da sua profissão que ele tanto se dedicou e agradeceu pela gratidão dos sócios e ex-jogadores do Bonsucesso.

"Foi muito especial e bacana essa visita. Espero que vocês voltem mais. Adoro o Bonsucesso. Acompanhava muito os jogos lá. Não perdia nenhum jogo do Bonsucesso e do Olaria, mas na Teixeira de Castro era melhor", brincou Enéas de Andrade.

Hélio mandou um recado especial para o Mike Tyson e espera que o leilão ajude o ex-maqueiro nesse momento.

"Queria agradecer a oportunidade de participar e presentear junto ao grupo que está fazendo essa homenagem ao Enéas, o famoso Mike Tyson. É um grande prazer e orgulho contribuir e participar dessa homenagem a ele. Um grande abraço e muitas felicidades. O Bonsucesso está presente. Estava fora naquele dia, mas está sempre no seu coração" (veja o vídeo abaixo).

Hélio autografou a camisa do Bonsucesso e mandou um mensagem especial a Mike Tyson
Vídeo: Fanáticos pelo Cesso

Júlio Galvão ficou emocionado por rever Mike Tyson e poder contribuir com carinho com esse momento tão duro que atravessa aquele que tanto auxiliou os jogadores em campo.

"É muito especial a gente prestigiar quem tanto nos ajudou. Ainda mais em uma situação como essa que ele atravessa. Fico lisonjeado com a oportunidade de ter feito essa visita e ter assinado a camisa na presença dele. Como eu era goleiro, acabei não precisando do auxílio do Enéas, mas ele era um espetáculo à parte no Maracanã (risos)".

As camisas dos clubes participantes do evento já estão disponíveis no site Memorabília do Esporte com lances em até 15 dias. 

15/04/2021

BONSUCESSO MANTÉM DÍVIDA COM O OLARIA POR ALUGUEL DA BARIRI E W.O GEROU MULTA DE R$8 MIL AO CLUBE



Seis meses após o fatídico W.O para o Artsul, pela Série B1 de 2020, a mancha na história do Bonsucesso ainda dá o que falar nos bastidores. Após a entrevista com o torcedor César Augusto (confira aqui), que confidenciou o constrangimento da cobrança da FERJ a ele (torcedor) pelo pagamento das despesas do jogo, o Fanáticos pelo Cesso apurou que o clube ainda não quitou o aluguel da Bariri junto ao Olaria.

Conversamos com um funcionário da antiga administração do Olaria, que confirmou a dívida até hoje. Em contato com o atual presidente do clube, Lenivaldo Gomes informou que o valor segue pendente, porém, não soube especificar a quantia exata após a transição de gestão com a morte do ex-presidente Augusto Pinto Monteiro, o Pintinho. 

À época, o então vice-presidente do Bonsucesso, Nilton Bittar, procurou o Fanáticos pelo Cesso para apresentar o comprovante de pagamento das taxas da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (R$2.520,00) no dia seguinte ao W.O, mas o Bonsucesso acabou sendo punido pelo TJD-RJ mesmo assim. 

2ª Comissão Disciplinar do TJD-RJ puniu o Bonsucesso em R$8 mil
Foto: Divulgação/TJD-RJ

Como o time não entrou em campo, o clube foi denunciado no tribunal e multado em R$8 mil. Segundo a entidade, a diretoria também não quitou a taxa de arbitragem. 

Pelo W.O. o Bonsucesso foi incurso no artigo 203 do CBJD (deixar de disputar, sem justa causa, partida, prova ou o equivalente na respectiva modalidade, ou dar causa à sua não realização ou à sua suspensão). Pelo não pagamento dos árbitros o clube foi denunciado nos termos do artigo 191 III do CBJD (deixar de cumprir, ou dificultar o cumprimento: de regulamento, geral ou especial, de competição).

O Bonsucesso se manifestou nos autos esclarecendo que houve encerramento de contrato com antiga gestora, sendo necessário estabelecer novo acordo com uma nova gestora, que vem atrasando o salário dos atletas. Os jogadores se reuniram e decidiram não entrar em campo como forma de protesto. No dia do julgamento (10 de novembro de 2020), na Segunda Comissão Disciplinar do TJD-RJ, o clube não mandou defesa.

A Comissão entendeu que a manifestação do Bonsucesso foi um atestado de culpa e puniu o clube em R$ 4 mil para cada artigo, totalizando multa de R$ 8 mil.

Desde essa partida contra o Artsul, o Bonsucesso decidiu mandar definitivamente seus jogos pela Série B1 no estádio Joaquim Flores, em Nilópolis.

Os dirigentes do Bonsucesso não se manifestam ao Fanáticos pelo Cesso.

14/04/2021

BONSUCESSO É O ÚNICO DESFALQUE EM CERIMÔNIA EM PROL A MIKE TYSON, EX-MAQUEIRO DO MARACANÃ

Lulinha entregou a camisa do Olaria durante cerimônia no Maracanã
Foto: Divulgação/Maracanã

O Bonsucesso foi o único clube ausente, nesta terça-feira, na linda cerimônia organizada pelo Museu da Pelada, no Maracanã, em prol de Mike Tyson, ex-maqueiro, que se dedicou por 30 anos pela profissão no estádio. Aos 80 anos, Enéas de Andrade convive com sérios problemas financeiros e de saúde já que apresenta perda de visão devido ao glaucoma.

No evento de ontem (13), 11 dos 12 clubes mais tradicionais do Rio de Janeiro enviaram ex-jogadores para um emocionado reencontro e doaram camisas dos seus respectivos times para serem leiloadas como parte de uma simbólica ajuda a Mike Tayson, que ganhou esse apelido do narrador Januário de Oliveira pela vitalidade nos arranques no gramado para socorrer os atletas entre 1980 a 2010.

Adilio (Flamengo), Duilio (Fluminense), Ernâni (Vasco), Paulo Cezar Caju (Botafogo), Moreno (America), Ado (Bangu), Lulinha (Olaria), Gilberto Coroa (Madureira), Marquinho (Portuguesa), Jorge Badu (São Cristóvão) e Pingo (Campo Grande) foram os representantes dos clubes.

Enéas de Andrade foi segurança do Banco Nacional e maqueiro do antigo Maracanã
Foto: Divulgação/Maracanã

Um dos organizadores do evento, André Luiz Pereira Nunes lamentou a ausência do Bonsucesso na campanha:

"Esses ex-atletas abrilhantaram o evento que infelizmente não contou com a presença do Bonsucesso. Contava com o clube. Tinha um representante, o Lulinha, mas não tinha a camisa. O uniforme era muito importante. Uma pena", disse André relembrando que Lulinha foi jogador e técnico do Bonsucesso, mas simbolizou o rival Olaria no evento. 

Os organizadores da cerimônia entraram em contato com Nilton Bittar, mas o dirigente do Bonsuça alegou de última hora que não poderia ir ao Maracanã porque estaria no sepultamento do torcedor Aureo Villalba. O Fanáticos pelo Cesso, porém, apurou que Niltinho não esteve no Cemitério da Ordem do Carmo, no Caju. O clube apenas colocou a bandeira a meio-mastro para prestar a última homenagem ao sócio.

Algumas camisas dos clubes participantes do evento já estão disponíveis no site Memorabília do Esporte com lances em até 15 dias.

Parabéns pela iniciativa do Museu da Pelada e bola fora da diretoria do Bonsucesso! Confira abaixo o vídeo que conta a história do querido Mike Tyson: