31/12/2020

FANÁTICOS CRESCE EM RETOMADA E ALCANÇA BONS NÚMEROS EM 2020


O Fanáticos pelo Cesso vem agradecer ao imenso carinho nessa retomada em 2020. Desde o início do nosso projeto em 2007 com a participação de diversos amigos que passaram por aqui, construímos um trabalho sólido e que deu visibilidade as conquistas e mazelas de um dos principais clubes do Rio de Janeiro com sua centenária história. Até o momento, foram quase 5 mil mensagens e 695 mil visualizações na página. Só esse ano, de outubro pra cá, fizemos 69 publicações.

Seguiremos acompanhando todos os passos do Bonsucesso, o Leão da Leopoldina. Desejamos a todos um Feliz Ano Novo! Muita paz, saúde, reflexão e discernimento! Rugiremos alto novamente! 

30/12/2020

BONSUCESSO ESTREARÁ NA SÉRIE B2 APENAS EM SETEMBRO DE 2021

O Bonsucesso já sabe quando voltará aos gramados em 2021. E vai demorar. A Série B2 tem previsão de início apenas em setembro. Em Assembleia Geral realizada nesta terça-feira, sem a participação de dirigentes do rubro-anil já que a FERJ não reconhece o mandato de Ary Amâncio após o dia 3 de setembro, os representantes das equipes aprovaram o calendário esportivo, a previsão orçamentária para o próximo ano e implementações no Regulamento Geral de Competições (RGC).

Todos os pontos expostos pelo presidente da FERJ, Rubens Lopes, o diretor de competições, Marcelo Vianna, e o diretor financeiro, Claudio Costa, foram debatidos e aprovados por unanimidade em reunião virtual.

A Série B2 começará no domingo, dia 26 de setembro, após o início da Copa Rio, agendada para agosto. A tabela ainda não foi disponibilizada pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, mas em 2020, a competição foi disputada em quatro fases: Taça Maracanã (1º Turno), Taça Waldir Amaral (2º Turno), Turno Semifinal e Turno Final.

Até lá, a nova diretoria terá tempo suficiente para colocar a casa em ordem e preparar um time minimamente decente para subir para a B1 em 2022. O caminho será longo até uma elite novamente.

29/12/2020

AÇÃO CONTRA A LIGHT TEM ERROS E APONTA DÍVIDA SUPERIOR A R$20 MIL


A ação que o Bonsucesso move contra a Light na 39ª Vara Cível por danos morais e materiais após o corte de fornecimento de energia elétrica durante a pandemia possui uma série de equívocos. O processo inclusive foi citado no pedido de anulação das eleições e da suposta gestão temerária do clube.

O Fanáticos pelo Cesso teve acesso a ação contra a concessionária, datada em 16 de novembro de 2020. No documento, o clube alega que tanto Nilton Bittar como José Ricardo Leite de Brito advogam pela instituição. Entretanto, três dias antes, Ary Amâncio assinara uma procuração dando plenos poderes a José Ricardo Leite de Brito, que inclusive, assina sozinho a petição contra a Light. Essa procuração ainda apresenta um erro crasso já que cita José Simões, ex-presidente do Bonsucesso.





No dia 10 de dezembro, um substabelecimento assinado por José Ricardo Leite de Brito para Nilton Bittar foi feito, mas até o presente momento não foi anexado ao processo contra a Light. Tal documento consta apenas na ação envolvendo os beneméritos, como forma de tentar comprovar por parte do então vice-presidente que ele é autorizado a responder pelo clube em juízo.

Ao longo do processo contra a concessionária de fornecimento de energia elétrica, o advogado José Ricardo Leite de Brito apresentou outros documentos como um pedido de tutela antecipada, anexado no dia 1º de dezembro de 2020, e um requerimento em caráter de urgência no próprio dia 10 de dezembro, ou seja, dois dias antes das eleições, exigindo o restabelecimento da luz na sede, sob a alegação de prejuízo no pleito.


Não bastasse essas contrariedades na ação, o documento apresentado na justiça contra a Light cita erroneamente o Olaria Atlético Clube em quatro oportunidades, dando a impressão que o documento é um suposto plágio.

No processo contra a concessionária, o Bonsucesso alega que durante a pandemia 'perdeu a grande maioria dos seus associados, quiçá a sua totalidade de associados, permanecendo apenas os associados vitalícios, haja vista, a debandada dos associados resultou drasticamente em queda financeira na arrecadação do clube.'

O clube reforça que a luz foi cortada no dia 16 de março de 2020 e que até o penúltimo mês do ano, o estádio ficou fechado. Na ação, o Rubro-Anil diz que as faturas 'estão em desconformidade, levando em consideração que, estamos vivendo em meio de uma pandemia, e o Bonsucesso F. C. ficou impedido de funcionar em razão de decretos Municipal e Estadual, todavia, não há que adimplir com as faturas do consumo de energia elétrica dos meses Março a Outubro de 2020, nos valores informados'.

Como a sede na Teixeira de Castro estava fechada, o jurídico argumentou através da  Resolução 414/2010 da ANEEL que, 'em caso de impedimento ao acesso do medidor, as faturas devem corresponder às médias aritméticas dos valores faturados nos 12 (doze) últimos ciclos de faturamento anteriores à constatação do impedimento'. 

Segundo o relato, o débito de março a novembro chega a casa de R$22.201,90. A diretoria chegou a apresentar alguns dos valores:

- Março: R$ 3.121,66
- Abril:  R$ 1.709,88
- Maio: R$ 2.923,45
- Junho: R$ 2.431,47 
- Julho: R$ 3.513,28 
- Agosto: R$ 4.428,62
- Setembro: R$ 4.073,54

Não bastasse o 'copia e cola' da ação, o advogado do Bonsucesso não se deu nem ao zelo de trocar o nome dos clubes e ter atenção ao período de inadimplemento das contas. Na página 8 da petição, consta o prazo em aberto do Olaria - de março a agosto -, totalizando R$36 mil, números que são incompatíveis aos iniciais apresentados. 

A ação do Bonsucesso ainda frisa na página 13, designada como 'reversibilidade da decisão': "É importante ressaltar que, como narrado, o Atlético Clube Olaria presta serviço social nas modalidades de Futebol, Futsal, Natação e esportes olímpicos, sendo salutar conveniência o reestabelecimento do fornecimento de energia elétrica para os fins de reestabelecimento dos serviços sociais prestados para a sociedade, em contrapartida, consigna-se o valor de R$36.000,00 (trinta e seis mil reais)'.

A justiça está em recesso e o prazos estão suspensos até 20 de janeiro. A FERJ não reconhece o mandato após o dia 3 de setembro e por isso, o Bonsucesso foi excluído da última Assembleia Geral. Os associados não sabem o futuro do clube. Procurado, o advogado José Ricardo Leite de Brito alegou problemas familiares e não quis responder aos nossos questionamentos sobre a ação e a relação com a diretoria.

24/12/2020

FANÁTICOS PELO CESSO DESEJA A TODOS UM FELIZ NATAL


O Fanáticos pelo Cesso deseja a todos um Feliz Natal! Que seja um dia de paz, amor, reflexão, harmonia e prosperidade. Que Jesus possa abençoar cada um com muita saúde! Continuaremos acompanhando o dia a dia do centenário clube em 2021 com notícias exclusivas, reportagens especiais, entrevistas e muito mais! Siga nossa página e fique por dentro de tudo que acontece no Rubro-Anil!

Abraços e beijos,
Fanáticos pelo Cesso

18/12/2020

FERJ NÃO RECONHECE MANDATO E CLUBE ESTÁ FORA DA ASSEMBLEIA

A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro publicou a convocação dos filiados para participar da Assembleia Geral, que discutirá o Regulamento Geral das Competições e as contas no exercício de 2020. A reunião virtual acontecerá na terça-feira, dia 29. 

O Bonsucesso não foi convidado para participar das decisões já que a FERJ afirma que o clube não está em conformidade com o 'mandato em vigor' e não apresenta 'condições estatutárias até o mês antecedente a Assembleia Geral (30/11/2020)'.

O clube enquadra-se em filiação definitiva, regularidade financeira (débitos), cadastro anual atualizado, inativo ou licença, não deixou de participar de competição obrigatória em 2020, esteve inscrito em competição e não está suspenso pelo TJD-RJ. 

Na Série B1, outros oito clubes também estão vetados a voz e voto (Angra dos Reis, Duque de Caxias, Goytacaz, Olaria, Rio São Paulo, São Gonçalo, Serra Macaense e Serrano). Apenas Artsul, Audax, Gonçalense, Maricá, Nova Cidade, Nova Iguaçu e Sampaio Correa poderão dar sugestões e aceitar ou não os termos da Assembleia. Clubes da Série A, B2, C e das Ligas Municipais também participarão, desde que, em conformidade com os pré-requisitos.

O documento é assinado pelo presidente Rubens Lopes e promete ser mais um 'ingrediente' na batalha judicial na 10ª Vara Cível do Tribunal de Justiça, que julga se as eleições na segunda quinzena de dezembro tiveram validade. O presidente eleito Nilton Bittar recebeu cinco dias úteis para se pronunciar após os beneméritos ingressarem com uma réplica, apontando irregularidades no mandato.

Como o fórum entrou em recesso nesta sexta-feira, o caso só deve voltar a pauta do juiz Ricardo Cyfer em 20 de janeiro, quando os tribunais retomarão o expediente.

17/12/2020

FREGUÊS! BONSUCESSO JÁ DERROTOU O PODEROSO RIVER PLATE EM 1975

O jornal Mundo Deportivo registrou a vitória do Bonsucesso sobre o River
Foto: Reprodução

Você sabia que o Bonsucesso já enfrentou um dos clubes mais tradicionais da Argentina? Não só isso. Venceu o River Plate de Fillol, Perfumo, J. J. López, Beto Alonso, Pedro González e Oscar Más... na Espanha. Pois é. Em 1975, o Rubro-Anil foi convidado para participar da penúltima edição do tradicional Torneio Conde de Fenosa, que tinha o Deportivo La Coruña, então na Segunda Divisão, como anfitrião. 

A competição que marcava o fim do verão espanhol teve duração entre 1968 a 1976. Além do Bonsucesso, apenas Flamengo e Atlético-MG foram outros clubes brasileiros convidados. O Rubro-Negro esteve no primeiro torneio triangular, porém, foi eliminado pelo Racing por 2 a 0. O Galo foi campeão na última edição ao derrotar os donos da casa por 4 a 2. 

Em 1975, o regulamento estabelecia além da pontuação de vitória e saldo de gols, uma contagem de pênaltis. Logo após o término da partida, os times cobravam tiros livres e no final da série contabilizavam para a pontuação os números de gols marcados.

Na estreia, o Leão da Leopoldina perdeu para o La Coruña por 1 a 0 e 4 a 2 nos pênaltis. Na sequência, voltamos a primeira linha da matéria. Com uma grande atuação do goleiro Pedrinho, o Bonsucesso venceu o River Plate por 1 a 0, no estádio Riazor. Nas penalidades, derrota por 4 a 3. 

Na última rodada, o La Coruña perdeu no tempo normal para os argentinos por 2 a 1 e venceu nos pênaltis por 5 a 1. Os clubes brasileiro e o espanhol terminaram a competição em igualdade de pontos, saldo e tiros livres, mas o Bonsuça perdeu o troféu em virtude do confronto direto.

De qualquer modo, chamou muito a atenção dos europeus a atuação do modesto clube do bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro. Após uma nona colocação no Campeonato Carioca, a excursão era uma forma de captar dinheiro, entretanto, foi muito além. O clube vendeu caro a derrota para os donos da casa com um gol apenas aos 41 minutos da etapa complementar (Cocco). 

Diante dos Milionários, que tinham acabado de conquistar o Torneio Metropolitano na Argentina, o Bonsucesso não se intimidou e segurou as pontas com a vantagem no placar até a expulsão de Héctor López, que amenizou a pressão. O gol foi marcado por Oliveira, mas o site RSSSF aponta que Clivatra teria feito o único gol do jogo aos 29 minutos do primeiro tempo.

Os recortes dos jornais não deixam dúvidas da importância do feito pra cima da equipe comandada pelo técnico Ángel Labruna. Confira abaixo alguns detalhes sobre o jogo e a competição que mais tarde foi denominada como Troféu Teresa Herrera.


Bonsucesso: Pedrinho; Silva, Nilo, Nilson; Antunez, Carlos Alberto; Naldo, Oliveira, Paulo Reina (Lourenzo), Marco Antonio (Julio César) e Chiquinho.

River Plate: Fillol; Perfumo, Héctos Lopez, Comeiles; Raimondo (Artico), Pena; González (Pasarella), J.J. López, Reinaldi (Baballa), Alonso e Mas.

Gol: Oliveira


1º jogo (29/08/75): La Coruña 1 x 0 Bonsucesso

Tiros livres: Bonsucesso 4 x 2 La Coruña

2º jogo (30/08/75): Bonsucesso 1 x 0 River Plate

Tiros livres: River Plate 4 x 3 Bonsucesso


3º jogo (31/09/75): La Coruña 1 x 2 River Plate

Tiros livres: La Coruña 5 x 1 River Plate


CLASSIFICAÇÃO

Equipes         Pts V D GF GC S Tiros Livres

1º La Coruña 02 01 01 02 02 0 07

2º Bonsucesso 02 01 01 01 01 0 07

 River Plate 02 01 01 02 02 0 05 


Colaboração: George Joaquim

16/12/2020

BATALHA JUDICIAL PODE PRORROGAR DECISÃO SOBRE ELEIÇÃO PARA A SEGUNDA QUINZENA DE JANEIRO

Time comemora o título da Copa Rio após vitória sobre a Portuguesa
Foto: João Carlos Gomes/Bonsucesso

Nesta terça-feira (15), o advogado Marcelo Santiago, que defende os beneméritos que pedem a anulação da eleição no Bonsucesso por supostas irregularidades, ingressou com uma réplica na 10ª Vara Cível do Rio de Janeiro. Na petição, os sócios afirmam que a procuração apresentada por Nilton Bittar refere-se tão única e exclusivamente  a briga judicial contra a Light, exemplificando que o clube não se faz representado por ele nos tribunais e reforçam a relação próxima com Marcelo Salgado (ex-gestor do futebol), citando inclusive uma matéria do G1, que traz detalhes do afastamento do ex-presidente da SUDERJ por contratos suspeitos. 

O documento ainda contém uma reportagem do site Futrio, detalhando a 'paciência' do clube para escolher a vaga na Copa do Brasil ou na Série D do Brasileiro após o título da Copa Rio em 2019. A opção pela competição de mata-mata daria uma premiação inicial de R$500 mil (a diretoria acabou desistindo de participar de qualquer torneio). Nos autos, os beneméritos relembram uma confissão de dívida milionária do clube a favor de Salgado.

Diante da nova rodada de acusações, o juiz Ricardo Cyfer deu cinco dias úteis para que os réus apresentem nova defesa antes do julgamento do processo. Os sócios analisam criteriosamente qual passo pode ser dado durante a semana já que na próxima sexta-feira, o fórum entrará em recesso e só retomará o experiente em 20 de janeiro de 2021. Nesse período, Nilton Bittar poderá tomar posse na virada do ano, mesmo diante da eleição sob júdice e que poderá ser anulada posteriormente.

Ainda assim, a chapa vencedora nas eleições do Bonsucesso no último fim de semana, prepara uma confraternização na Teixeira de Castro no próximo domingo. Inclusive, uma das peladas de fim de ano que já estava agendada no gramado do estádio Leônidas da Silva poderá sofrer alteração no horário justamente para contemplar a 'festa da vitória'. Cabe ressaltar que, o aluguel do gramado tem sido uma alternativa para mitigar os problemas financeiros em 2020.

Um lembrete: (pelo menos) usem máscaras!

15/12/2020

NILTON BITTAR APRESENTA DEFESA E ACUSA AÇÃO DE ATO POLÍTICO

Nilton Bittar ao lado de Ary Amâncio no aniversário de 106 anos do clube
Foto: Reprodução

A eleição no Bonsucesso ainda não terminou. Apesar do resultado expressivo de Nilton Bittar nas urnas no último sábado, a ação que corre na 10ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro pode causar uma reviravolta no pleito. O 'Fanáticos pelo Cesso' teve acesso a defesa do Bonsucesso e a de Nilton Bittar, que defende o clube e advoga em causa própria (1º e 3º réus), rechaçando gestão temerária e irregularidades na prorrogação do mandato do Conselho Administrativo. 

Durante o ofício enviado nesta segunda-feira, data limite apontada pelo juiz Ricardo Cyfer, o presidente eleito afirmou que 'houve normalmente a eleição no clube na forma de seu Estatuto, assim como respeitando os poderes do clube.'

Nilton Bittar ainda cita que tem experiência no mercado há mais de 30 anos e classifica como a 'nata' dos integrantes da sua chapa, incluindo 'Grande Beneméritos, Beneméritos, Proprietários sem contar com famílias tradicionais do clube'. O presidente eleito cita que a ação dos sócios Cláudio Menezes, Ronaldo Nascimento e George Joaquim Machado tem cunho político, considerando todos como integrantes da chapa de oposição - inelegível às vésperas das eleições.

Bittar cita que os autores da ação 'mentem em cerca 90%' (não diz o que há de veracidade no processo) e defende que a eleição foi marcada devidamente pelo presidente da Assembleia Geral, Brazelino Vieira. Ele enumerou o que considera 'mentiras apresentadas em juízo':

Primeiramente, Bittar se defende afirmando que o desembargador apenas decidiu que o pleito fosse marcado, dando posse a Ary Amâncio em 3 de setembro de 2017 e 'em nenhum momento mandou marcar uma nova eleição após o dia 03/09/2020'. Entretanto, a decisão especifica o período correspondente ao triênio a partir da data do escrutínio. 

Ele enfatiza que 'no atual mandato TODO o clube foi pintado, o escudo foi danificado, mas devidamente consertado, assim como os gestores não usam do hall para estacionamento, sendo os mesmos eventualmente foi utilizado por solicitação da prefeitura e sés Gestores, que lá estiveram reunidos para distribuição de cestas básicas, fato este público e notório'. A foto anexada na defesa, porém, aponta para a torre sem a devida conservação.

Nilton Bittar considera como 'ridícula' a afirmação extraída nos autos do processo de que o ginásio está totalmente destruído e que teria sido leiloado durante o atual mandato. Ele acusa Cláudio Menezes, um dos autores da ação, como presidente do Conselho Deliberativo em 2013, data em que o espaço deixou de pertencer ao Bonsucesso.

O presidente eleito considera 'absurdo campeão' a citação da confissão de dívida com o ex-gestor do futebol, Marcelo Salgado. Segundo a defesa, 'num ato de extrema competência da gestão atual, quer seja dos réus, houve uma negociação espetacular com a efetivação do acordo, HOMOLOGADO EM JUÍZO EM PROCESSO ELETRÔNICO ABERTO AO PÚBLICO, no qual transigiu por menos de 30% do risco processual'. O valor inicial do processo era de R$5 milhões.

Por fim, Bittar reforça, baseando-se no Estatuto, que as eleições foram marcadas corretamente na segunda quinzena de dezembro e 'seria impossível a marcação também em face da pandemia, já que os clubes estavam fechados com base nos órgãos municipais, apesar correto era seguir os termos de seu Estatuto.'

O dirigente anexou um documento assinado por Brazelino Vieira que já confirmava em outubro, portanto, antes da pandemia, as eleições na segunda quinzena de dezembro de 2020 (confira abaixo).


DOCUMENTO CONFLITANTE


Um documento anexado por Nilton Bittar é no mínimo curioso. A procuração assinada por Ary Amâncio em 13 de novembro de 2020 aponta o nome também do ex-presidente José Simões, que não faz parte da última gestão e está inelegível por 10 anos. O ofício aponta o advogado José Ricardo Leite de Brito como responsável por uma ação do clube contra a Light.


O Fanáticos pelo Cesso não conseguiu confirmar se Ary Amâncio se pronunciou até o fim da noite desta segunda-feira já que também é (2º) réu no processo. O juiz Ricardo Cyfer deve protocolar a decisão ao longo do dia. Caso defira o pedido, um interventor deve ser anunciado para convocar novas eleições no Bonsucesso. Caso contrário, Nilton Bittar tomará posse.

13/12/2020

NILTON BITTAR É ELEITO O NOVO PRESIDENTE DO BONSUCESSO SOB DESCONFIANÇA NESTE SÁBADO


Nilton Bittar foi eleito o novo presidente do Bonsucesso em uma eleição realizada neste sábado sob desconfiança. A decisão judicial, na última sexta-feira, permitiu a realização do pleito com chapa única, apesar da ação de sócios que tentam a inelegibilidade do conselho administrativo. A eleição teve 95 votos para a Chapa Verde, um nulo e um branco. 

Ao longo do dia, na sede da Teixeira de Castro, houve bate-boca, reclamações da lista incompleta de sócios aptos para o voto e incerteza se o mandato pelo próximo triênio será cumprido.

O então presidente da Assembleia Geral, Brazelino Vieira não compareceu ao clube. O vice, André Bittar, também não presidiu as eleições. Um outro responsável teria sido colocado à frente do pleito, desrespeitando o estatuto. O
'Fanáticos pelo Cesso' recebeu uma foto do suposto substituto pelas eleições, porém, não conseguimos identificá-lo.

Em contato, Brazelino Vieira confirmou a informação que trouxemos ao longo da semana de que ele está com suspeita da COVID-19.

"Estou em quarentena e não posso sair de casa. Não sei quem presidiu as eleições. Só liguei ao fim da tarde para saber se tudo ocorreu bem e foi tudo certo, mas o resto eu não sei. Não assinei a ata, não pude ir. Tem que ligar para o (Nilton) Bittar ou o pessoal lá. O André Bittar é o vice (da Assembleia), mas estou por fora. Estou mais perdido do que não sei o que com o Bonsucesso", afirmou. 

Pela manhã, antes da chegada da Polícia Militar, o sócio César Augusto e o candidato à presidência tiveram uma áspera discussão.

"Fui votar com as mensalidades pagas, carteirinha do clube e identidade. Porém, o Brazelino Vieira (então presidente da Assembleia Geral) que deveria estar à frente das eleições não compareceu. Perguntei quem estava comandando o pleito, mas jamais vi aquele senhor no Bonsucesso (disse se referindo a quem capitaneou a eleição sem citar o nome). Enquanto eu estava na sede, fui confrontado pelo Nilton Bittar, que me disse que eu não poderia ficar ali. Disse pra ele que pago em dia e frequentava o clube desde a barriga da minha mãe. Portanto, eu tinha direito a permanecer no clube a hora que eu quisesse. Avisei que ninguém me tiraria do Bonsucesso. Ele disse que chamaria a polícia. Avisei pra chamar já que o acusaria de uma série de irregularidades", disse César Augusto.

O sócio proprietário Vitor Maia afirmou que o seu direito a voto também foi decidido de última hora já que seu nome não constava na lista, apesar de estar em dia com as mensalidades.

"Sou sócio proprietário desde 2016, porém, meu nome não estava na ata de votação. Estou com todos os pagamentos na mão. O candidato Nilton Bittar chamou a Dona Olga (Ribeiro), secretária do clube, que assinou atrás do meu recibo, dando direito a participar. É uma bagunça. Eles não têm o número de eleitores no Bonsucesso", garantiu.

Comprovante assinado no verso pela secretária do clube
Foto: Reprodução

O juiz Ricardo Cyfer, da 10ª Vara Cível do Rio de Janeiro, aguarda o posicionamento do clube e do então presidente Ary Amâncio e de Nilton Bittar até a próxima segunda-feira, antes de dar a decisão na ação movida por beneméritos do clube, que tentam a anulação do pleito por supostas irregularidades e gestão temerária.

Caso o processo seja deferido, a justiça deve promover um interventor que convocará novas eleições. Resta saber quem assinou a ata da eleição? O 'Fanáticos pelo Cesso' tentou contato com o presidente eleito Nilton Bittar, porém ele não atendeu nossas ligações.

11/12/2020

ELEIÇÕES DO BONSUCESSO ESTÃO NAS MÃOS DO JUIZ RICARDO CYFER


As eleições do Bonsucesso acontecerão neste sábado, das 9h às 16h, com chapa única de Nilton Bittar, mas o pleito ainda pode ser anulado pelo juiz Ricardo Cyfer, da 10ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, após a ação movida por beneméritos que pedem a inelegibilidade dos integrantes do conselho administrativo por supostas irregularidades no mandato.

Nesta sexta-feira, o juiz indeferiu o pedido de tutela provisória, que suspenderia as eleições amanhã (12). Segundo a decisão, Ricardo Cyfer irá aguardar o prazo dado de 72h, ou seja, até segunda-feira (14), para que o clube se manifeste em juízo depois do mandado.

"A realização das eleições designadas para amanhã, na forma como se apresenta todo o conjunto fático que as caracteriza, com apenas a chapa da situação concorrendo, a eventual vitória dessa chapa apenas fará se prolongar no tempo a situação que hoje se apresenta, contra a qual se levantam os autores.

Ou seja, sagrando-se vencedores os atuais administradores do 1.º réu, a administração destes continuará sendo exercida pelas mesmas pessoas que hoje o fazem, e o objetivo primeiro da presente ação continuará em voga, aguardando-se a regular citação do 2.º e do 3.º réus, o decurso do prazo para manifestação destes sobre o pedido de tutela provisória, para que, enfim, se possa apreciá-lo adequadamente", diz parte da decisão do juiz Ricardo Cyfer.

Na véspera das eleições, a sede na Teixeira de Castro estava fechada e sem movimentação para receber a votação nas próximas horas.


BOCA MIÚDA

O candidato da oposição, Jorge Ribeiro Marques, que teve a chapa impugnada por certidões fora da validade, foi informado pela esposa do então presidente da Assembleia Geral, Brazelino Vieira, que o mesmo estava com sintomas da COVID-19 e que não poderia encontrá-lo para uma nova reunião nesta quinta-feira, após no dia anterior não informá-lo sobre o problema de saúde. 

"Boa noite! Eu sou a companheira do Brazelino, ele está doente. Tá com suspeita de covid 19, está em casa em isolamento. Por encanto (sic) está com tosse, dor no corpo e febre baixa, estou monitorando", diz a mensagem que o Fanáticos pelo Cesso teve acesso.

Jorge Ribeiro Marques alegava prazo curto para entrega de novos documentos para participar das eleições marcadas para a segunda quinzena de dezembro já que sua inscrição era para concorrer em setembro, seguindo a ordem judicial.

Caso não possa participar do pleito, Brazelino Vieira deve ser substituído pelo então vice-presidente da Assembleia Geral, André Estácio Bittar.


NO MUNDO DA BOLA

O juiz Ricardo Cyfer já esteve envolvido em outro episódio ligado ao futebol esse ano. Foi ele o responsável por indeferir o pedido de liminar da Globo, que tentava impedir que o Flamengo transmitisse os jogos na reta final do Campeonato Carioca, baseado na Medida Provisória assinada pelo presidente Jair Bolsonaro.

Em junho, a 'Revista Veja' informou que, o juiz Ricardo Cyfer é rubro-negro e já publicou fotos no Maracanã com a camisa do clube, sendo inclusive, um admirador do ex-jogador rubro-negro, Vagner Love.