14/03/2022

PORTUGUESA E BONSUCESSO FIRMAM PARCERIA PARA TEMPORADA 2022


Dirigentes se reúnem na Secretaria Municipal de Esportes
Foto: Divulgação

O Bonsucesso fechou uma parceria com a Portuguesa nos últimos dias para melhorar a estrutura física do estádio Leônidas da Silva em troca de ceder o espaço para o clube da Ilha do Governador mandar seus jogos das categorias de base. A reforma já iniciou com a pintura da arquibancada social e reparos na fachada do clube.

A Lusa também será responsável pela manutenção do campo, que irá receber os meninos do sub-13 ao sub-20. Essa parceria é importante já que o Luso-Brasileiro será palco dos jogos do time na Série D do Campeonato Brasileiro a partir de abril e há acordo com o Flamengo, a princípio, até maio para que o Rubro-Negro exerça a preferência de algumas partidas do time feminino no local durante o Brasileirão.

O acordo entre Portuguesa e Bonsucesso foi alinhavado entre os presidentes Marcelo Barros e Nilton Bittar, que se encontraram na última semana com o Secretário Municipal de Esportes, Guilherme Schleder. O gestor de futebol, José Agnaldo Sena, também esteve presente no escritório da Prefeitura.

O Bonsucesso estreia no Carioca da Série B2 apenas em setembro. As divisões de base do clube também jogam na Teixeira de Castro. As competições Sub-15, Sub-17 e Sub-20 da Série B2 começam apenas em maio.

O time Sub-20 da Portuguesa estreia na Série A no dia 26 de março. Os torneios do Sub-15 e Sub-17 da elite iniciam apenas em agosto.

Em 2019, o Bonsucesso conquistou o título inédito da Copa Rio sobre a Portuguesa por 1 a 0, gol de Denilson, no Nilton Santos. 




Fotos: O Rubro-Anil/Divulgação

10/03/2022

FERJ DEFINE TABELA DA SÉRIE C DO CARIOCA. DOIS SOBEM PARA A B2


Mageense foi campeão da Série C do Carioca em 2018
Foto: Úrsula Nery/FERJ


A FERJ definiu nesta quarta-feira a tabela e formato da Série C do Campeonato Carioca. 13 clubes participarão da disputa. Aprovado por unanimidade, o regulamento tem como fórmula de disputa os pontos corridos na primeira fase. 

Ao final, os quatro primeiros colocados se classificam para a semifinal - no cruzamento, em ida e volta, 1° e 2° lugares têm vantagem de dois resultados iguais e escolha do mando de campo diante dos 3° e 4°. Os dois melhores classificados garantirão o acesso à Série B2 do Campeonato Estadual. A competição tem início previsto para maio. 

Para a primeira partida do turno, somente poderão participar os atletas inscritos até o 5º dia útil que anteceder o início do campeonato e cujo registro conste do BIRA, sem pendências, até o último dia útil que anteceder a respectiva partida.

As associações deverão inscrever no mínimo 15 quinze atletas profissionais para disputa do campeonato sob pena de não poder iniciar a disputa. Após o início da competição no mínimo 11 atletas profissionais deverão estar inscritos na competição sob pena de impossibilidade de participação pelo clube faltoso enquanto perdurar e irregularidade.

A FERJ ainda confirmou em regulamento que poderá ser utilizado o número máximo de 10 atletas não profissionais (até a véspera de completar 21 anos) na relação de jogo de cada partida.

Confira os clubes que participam do Carioca e as três primeiras rodadas: EC Resende, Atlético Carioca, Belford Roxo, Brasileirinho, Barcelona, Vera Cruz, Brescia, Juventus, Caac Brasil, Império Serrano, Paraty, Rio de Janeiro e Uni Souza.





07/03/2022

CONHEÇA OS CLÁSSICOS ESQUECIDOS NA HISTÓRIA DO CARIOCÃO


Foto: Reprodução/O Globo


Ainda que, nos últimos anos, graças às quedas do Vasco para a Série B, os clássicos entre o cruz-maltino e o Flamengo — que acontece hoje, às 16h, no Nilton Santos — sejam menos frequentes, não dá para dizer que eles correm risco no Carioca. Confrontos entre os quatro grandes clubes do Rio ainda são o ápice de um combalido Estadual, e mora na rivalidade desses duelos o que resta de charme de um torneio com mais de 100 anos. Confrontos que têm nome, o “Clássico dos Milhões”, para a partida de hoje; ou o famigerado Fla-Flu, entre outros, são o exercício de uma rivalidade local que se mantém.

Há, porém, outras histórias para contar, algumas em extinção. Nos seus 115 anos, o Carioca formou rivalidades locais carregadas de identidade, mas que, com o tempo, se acalmaram ou apequenaram, seja pela crise do torneio ou de alguns clubes em um futebol cada dia mais desigual financeiramente. São confrontos que hoje clamam por mais capítulos, ainda que nem tão gloriosos assim. O maior exemplo é o “Clássico Bisavô".

O nome do confronto entre Bangu e América, um dos clássicos esquecidos do Rio, é sugestivo. Se Botafogo e Fluminense fazem o “Clássico Vovô” e tiram onda de antiguidade — o primeiro jogo foi em outubro de 1905 — os dois times se enfrentaram dois meses antes, em agosto daquele ano, sendo, portanto, o mais antigo entre os times em atividade do Rio. Há de se respeitar os mais velhos.

— A rivalidade com o Bangu era maior que a com o Botafogo até a década de 1960 — relata o jornalista José Trajano, torcedor do America, relembrando derrotas doídas para o rival no vice carioca em 1950 e no título estadual de 1960. — Era uma coisa muito forte na década de 1950.

DO COMEÇO DO SÉCULO

Se não dos “milhões”, Bangu e America reuniam, quase sempre, cerca de 30 mil torcedores no Maracanã quando jogavam nessa época. Público que só se repetiu, e bateu o recorde do clássico (mais de 38 mil presentes), em 1983, na última boa era de dois clubes que caíram e subiram de patamar em épocas parecidas.

— Hoje a rivalidade é só um retrato na parede. Ficou na memória, não tem mais. Se bem que teve briga de torcida nas últimas vezes — relembra Trajano, se referindo ao confronto de 2014, em Mesquita, que acabou com confronto entre organizadas. Em 2016, no reencontro, a PM evitou uma revanche — últimos capítulos lamentáveis para um clássico de tanta história.

Fora da elite do Estadual desde então, o time da Tijuca não enfrenta um grande também desde 2016, incluindo o Vasco, com quem ganhou em 1937 o bonito nome de “Clássico da Paz”, porque foram responsáveis naquele ano pela pacificação da guerra política entre as ligas que dividiam o futebol e o Estadual em dois.

Os americanos esperançosos, se ainda existem, podem se fiar no “Clássico dos Ingleses”, outro esquecido carioca, que voltou a ser disputado — provavelmente pela última vez — 92 anos após o último confronto. O duelo entre Rio Cricket (de Niterói) e Paissandu (do Rio) fez parte de uma rivalidade no futebol e no críquete no início do século XX.

Para além do antagonismo entre os clubes dos dois lados da Baía de Guanabara, ambos disputavam o título de melhor entre os clubes fundados por ingleses no Rio. Como o futebol do Paissandu (campeão carioca de 1912) acabou em 1914, e o Rio Cricket nunca profissionalizou seu departamento, o clássico, disputado pela primeira vez em 1901 (antes do “Vovô” e do “Bisavô”) tinha ficado na História. Por ser considerada a primeira partida de futebol realizada no Rio, ressuscitou: em 2006, na comemoração de 105 anos do futebol carioca, um novo confronto foi organizado em Niterói, usando uniformes da época. Com a vitória fora de casa por 2 a 1, os torcedores do Paissandu podem zoar os rivais para sempre, sem chance de revanche.
Rivalidades locais

Para além da Zona Sul, o futebol carioca viu rivalidades crescerem no subúrbio. Com o ápice no começo dos anos 1980, o “Clássico Rural” opõe os dois maiores da Zona Oeste, que levam o nome dos seus bairros, Bangu e Campo Grande. Antes da urbanização acelerada, a região era conhecida como Zona Rural.

Os grandes duelos de 40 anos atrás contrastam com o atual momento do clássico, que completa 60 anos e não é disputado desde 1995. De lá para cá, o Campo Grande chegou a parar suas atividades no futebol. Hoje, disputa a terceira divisão do estadual, vencida ano passado pelo Olaria, outro tradicional do subúrbio que tem saudade de um clássico para chamar de seu.

— A fundação do Olaria foi para enfrentar o Bonsucesso. A rivalidade foi muito forte até os anos 1950, com trocas de acusações e brigas. Mas isso arrefeceu — conta Pedro Paulo Vital, historiador do clube da Rua Bariri, sobre o “Clássico Leopoldinense”, que este ano completa uma década sem ser disputado na elite estadual. Para ele, a falta de confrontos acabou aproximando os dois.

— Hoje, eles são mais vizinhos amigos do que rivais. Tinha tudo para ter uma rivalidade tipo Ponte Preta x Guarani (o “Derby Campineiro”), um “Goyta-Cano” (Goytacaz x Americano, em Campos) — conta o historiador. — A má fase de um não agrada o outro. O Olaria agora está na segunda divisão. O Bonsucesso, na quarta. A Leopoldina merecia muito mais. Falta apoio, investimento, patrocínio. Dois clubes centenários, de tradição. A graça de tudo isso é ter o jogo, né? Não adianta ficar só relembrando os jogos antigos e não ter novos confrontos.

Torcida na arquibancada do Estádio Proletário, para Bangu e Campo Grande, em 1967
Foto: Agência O Globo


03/03/2022

FERJ CONVOCA CLUBES PARA ARBITRAL DA SÉRIE C DO CARIOCA


Rubens Lopes, presidente da FERJ
Foto: Úrsula Nery/FERJ

A FERJ convocou os clubes que vão disputar a Série C do Campeonato Carioca para o Arbitral que ocorrerá no próximo dia 9, às 15h, na sede da entidade no Maracanã. Participarão do Estadual da 5ª Divisão: Vera Cruz, Barcelona, CAAC Brasil, Atlético Carioca, Rio de Janeiro, Império Serrano, IQSL Brasileirinho, Juventus, Belford Roxo, Paraty e Uni Souza.

A reunião irá debater os seguintes pontos abaixo: 

1) Campeonato Estadual de Profissionais da Série C de 2022: 

a) Regulamento;
b) Tabela;
c) Transmissões e Protocolo de operação dos jogos.

2) Assuntos Gerais.

Os filiados deverão se fazer representar preferencialmente por seu presidente, ressaltando-se que além das medidas já adotadas de sanitização ambiental, distanciamento, uso de máscaras, disponibilização de álcool gel e outras, de acordo com as recomendações das autoridades de saúde no combate à disseminação da COVID-19, todos os participantes deverão, ao chegar à FERJ, responder ao questionário clínico epidemiológico, sendo imperativa para a entrada nas dependências a ausência de dados sugestivos de contagiosidade. 

A competição tem previsão de início para a primeira semana de maio.

02/03/2022

FERJ DEFINE FORMATO E INÍCIO DA SÉRIE A2 DO CAMPEONATO CARIOCA


Marcelo Vianna, diretor de competições da FERJ
Foto: Úrsula Nery/FERJ


A Série A2 do Campeonato Carioca começará no dia 30 de abril e terá a repetição do formato das últimas edições com a Taça Santos Dumont e a Taça Corcovado antes do Turno Final. Os 12 times estão divididos em dois grupos:

Grupo A: America, Cabofriense, Angra dos Reis, Americano, Macaé e Olaria

Grupo B: Friburguense, Gonçalense, Maricá, Sampaio Correa, Artsul e o rebaixado da Série A

No primeiro turno, os clubes se enfrentam em turno único dentro do próprio grupo. Já na Taça Corcovado, os confrontos são entre os grupos A e B sem returno.

Os dois melhores de cada grupo avançam às semifinais dos turnos através de cruzamento olímpico, em partida única. As equipes que se classificaram em primeiro terão direito a jogar em casa e a vantagem do empate para avançar à final (jogo único).

A FERJ definiu que para a partida final da Taça Santos Dumont será sorteado o mando de campo e não haverá vantagem de pontos para nenhuma das associações.

A campeã da Taça Santos Dumont e a campeã da Taça Corcovado jogarão a final em duas partidas, em sistema de ida e volta, sem vantagem de pontos e saldo de gols para nenhuma delas.

A associação campeã de turno melhor classificada no somatório de pontos obtidos nos dois turnos (Taça Santos Dumont e Taça Corcovado), aplicados os critérios de desempate, quando couber, terá direito a escolha do mando de campo da primeira ou da segunda partida da final.

O artigo mais polêmico do Estadual está mantido em mais uma edição: Caso uma única equipe seja cam

peã da Taça Santos Dumont e da Taça Corcovado, e uma associação tenha obtido maior número de pontos do que a campeã, no somatório de pontos das partidas dos Grupos A e B da Taça Santos Dumont e Taça Corcovado, a final será realizada entre a campeã dos dois turnos e o clube que tenha obtido o maior número de pontos ganhos do que a campeã, aplicados os critérios de desempate, em caso de mais de uma associação obter o maior número de pontos do que a campeã dos turnos.Caso uma mesma associação seja campeã da Taça Santos Dumont e da Taça Corcovado, e nenhuma outra associação a supere em pontos ganhos nas partidas dos Grupos A e B da Taça Santos Dumont e Taça Corcovado, a equipe vencedora dos dois turnos será declarada campeã estadual, sem a necessidade da realização da final.

O lanterna na classificação geral do Carioca, que correspondem ao somatório de pontos obtidos nos grupos A e B, estará submetida ao descenso para a Série B1 e, obrigatoriamente em sequência, participará do seu respectivo campeonato, independentemente do lapso temporal entre o término do campeonato da Série A2 e o início do Campeonato da Série B1.

Importante frisar que na temporada de 2023, estarão submetidas ao descenso as duas últimas associações na classificação geral do campeonato.

24/02/2022

TÁ NO LIVRO, COM PAULO JORGE #27



Por: Paulo Jorge


RENÚNCIA E SOLUÇÃO NO BONSUCESSO

A Tribuna de Imprensa, em 1945, trazia no seu periódico a surpreendente renúncia do então presidente Afonso Lobo Leal, figura importantíssima para a construção do novo estádio. Perante o cenário, o Conselho Deliberativo do Bonsucesso reuniu-se para definir quem seria o novo presidente.

Em 9 de agosto daquele ano, o CODE definia que Domingos Vassalo Caruso, grande personagem da Zona da Leopoldina, seria o substituto (temporário) até que se chegasse ao novo nome em consenso. Na quarta-feira seguinte, optou-se por Manoel Valentim Cabalero, o novo presidente rubro-anil.

Cabalero era um uruguaio radicado no Rio de Janeiro e com alta capacidade de negociação para o clube no século passado e grandes serviços prestados ao Bonsucesso. Foi ele quem ao lado de Aníbal Bastos, então diretor de futebol, contratou Leônidas da Silva. Cabalero também foi responsável pela aquisição de Gentil Cardoso para comandar o time e sob sua influência, em pouco tempo o time já possuía sete jogadores negros, algo muito descriminalizado à época.

Não nos esqueçamos que Gradim, outro ídolo da história do Bonsucesso, também foi contratado por interferência de Manoel Cabalero após o jogador chegar ao clube para disputar apenas um torneio de três partidas.

Porém, engana-se quem acredite que Manoel Cabalero tenha sido apenas um dirigente na história centenária do Bonsucesso. Ele também dirigiu a equipe na década de 30. No antigo estádio na Praça de Desportos da Estrada Norte em 6 de abril de 1930, o Bonsuça perderia para o Flamengo por 3 a 1, na estreia do Carioca (AMEA). Cássio, China, Nilton e Vicentino fizeram os gols da partida. 

Flamengo: Amado, Hermínio e Cassilandro; Penha, Darcy Martins e Pedro Fortes; Nilton, Vicentino, Eloy, Agenor e Cássio (Rochinha). Técnico: Amado Benigno.

Bonsucesso: Medonho, Ary II e Heitor; Nico, Eurico e Cláudio; Arubinha, Badu (Neco), Gradim, Bida e China. Técnico: Manoel Valentim Cabalero.   



Fonte: Tribuna de Imprensa (11 de Agosto - Página 7) / Livro: Consagrado no Gramado: A História dos 110 anos do Futebol do Flamengo (Roberto Assaf)

22/02/2022

"O BONSUCESSO ESTÁ COM TUDO..."


Revista Placar destaca bom início de trabalho do clube em 1975
Foto: Reprodução

O Bonsucesso está na 4ª Divisão do Campeonato Carioca atualmente, mas em 1975 a conceituada Revista Placar destacava a importância do clube no cenário estadual e que incomodava o rival Olaria na Leopoldina e o colocava no pelotão de frente do Rio de Janeiro.

A manchete da matéria destacava que o Rubro-Anil tinha 21 mil sócios! Isso mesmo: 21 mil sócios! O que representava a força do Bonsuça no século passado na Zona Norte. Além disso, a publicação informava que o clube tinha em caixa 700 mil cruzeiros para investimentos. 

Em março (1975), a Placar dizia que o Bonsucesso tinha um departamento de futebol qualificado e com as despesas devidamente programadas até agosto. Com uma categoria de base imponente e reforços pontuais, o time começara aquele Campeonato Carioca invicto nos três primeiros jogos e via o Olaria mal das pernas: "O Bonsucesso está com tudo e não está prosa".

Tamanha era a expectativa por aquela temporada que o clube era tido como um dos postulantes a vaga no Campeonato Brasileiro, mas a questão política com a antiga CBD colocou água no chope.

"Os convites são e continuarão a ser políticos. Eu jamais farei pedidos à CBD. Ela tem obrigação de observar os clubes, como observou o Guarani. Falo de futebol, de time, não de clube ou patrimônio. Por que convidar o Americano, de Campos. Por quê? É um convite político. O Americano entra  no lugar do Olaria. E quem vai mostrar contra os clubes dos centros maiores? Vamos trabalhar sério. Talvez a CBD entenda o nosso propósito", disse Paulo Ribeiro, ex-diretor de futebol à Placar.

Com um departamento de futebol autônomo, o Bonsucesso foi com tudo no mercado em busca de reforços. E não foram quaisquer nomes. Sob o comando do técnico Velha, os dirigentes trouxeram jogadores como Samarone, Adãozinho, Marco Antonio, Mickey e Valdir, todos com passagens pelos grandes clubes do Rio de Janeiro.

A Revista Placa destacou que Paulo Ribeiro tinha três pilares para o sucesso do Bonsucesso e um deles era acreditar que a torcida abraçaria a causa pelo alto número de sócios, que poderiam prestigiar os jogos dentro e fora de casa e que os juízes não praticariam 'má fé' contra o Leão da Leopoldina. Inclusive palestras foram feitas com árbitros, entre eles, Arnaldo Cézar Coelho.

O início realmente foi animador. Apesar do empate com o Campo Grande, na Teixeira de Castro, por 1 a 1, o Bonsucesso venceu o Vasco em São Januário, 1 a 0, na 2ª rodada (estreias de Samarone e Marco Antonio) e no jogo seguinte, empatou com o Flamengo em 0 a 0 (estreias de Adãozinho e Mickey).

Incomodados com o estilo de jogo do Bonsuça, Velha, que começou sua carreira como auxiliar de Gentil Cardoso em 1956, se defendeu: 

"Sei e todos sabem que Flamengo, Fluminense, Vasco, America e Botafogo têm mais valores do que o Bonsucesso. Então, se me atacam, tenho de me defender. Antes, o Bonsucesso era atacado sem bola. Ano passado, Abel (Braga), zagueiro do Fluminense, fez dois gols de cabeça na gente. Por quê? Porque ninguém se preocupava com o nosso ataque. Por isso todos nos atacavam com oito ou até nove jogadores. E nossa defesa que se virasse. Agora, temos atacantes que resolvem. Se a defesa adversária sair, leva gol. O que me irrita é ouvir certos treinadores nos acusarem de jogar na retranca. Ora, isso é desculpa. O Jouber disse que o Bonsucesso se realizara com o empate, que somos time pequeno. O melhor que ele poderia fazer seria corrigir os erros do seu time. Ele precisa é ter mais respeito pelo Bonsucesso. 

Raul Quadros que escrevera a matéria retratava: "Mais do que nunca certo de que é um clube grande. Um clube que não atrasa salários - tem até data certa para pagá-los: o dia dez de cada mês - e nada deixar faltar aos seus jogadores".

A realidade atual é diferente. Com muitos problemas financeiros e dívidas nas costas, o clube se mantém de pé por ser uma associação sem fins lucrativos, mas carrega processos trabalhistas incontáveis e uma queda vertiginosa no quadro de sócios ao longo das décadas.

Em 1975, o Bonsucesso terminou o 1º Turno do Carioca em 6º, mas no 2º Turno acabou em penúltimo entre 12 times. No ano passado, na Série B2, o clube foi o 7º sem avançar às semifinais e amarga uma triste realidade distante dos holofotes da elite.  

16/02/2022

VAI COMEÇAR A SÉRIE A2 DO CARIOCA

Rubens Lopes convoca arbitral do Carioca da Série A2
Foto: Úrsula Nery/FFERJ


A FERJ convocou os clubes da Série A2 do Carioca para participarem da Reunião do Conselho Arbitral a ser realizada no dia 22 de fevereiro (terça-feira), às 15h, na sede da entidade, no Maracanã, com o objetivo de analisar, debater e votar os temas constantes da seguinte ordem do dia: 

1) Campeonato Estadual de Profissionais da Série A2 de 2022: 

a) Regulamento;
b) Tabela;
c) Transmissões;
d) Protocolo de segurança e operação dos jogos;

2) Assuntos Gerais.

Os filiados deverão se fazer presentes mediante o comparecimento de apenas um representante, preferencialmente seu presidente, ressaltando-se que além das medidas já adotadas de sanitização ambiental, distanciamento, uso de máscaras, disponibilização de álcool gel e outras, de acordo com as recomendações das autoridades de saúde no combate à disseminação da COVID-19, todos os participantes deverão, ao chegar à FERJ, ser submetidos ao questionário clínico epidemiológico, sendo imperativo para a entrada nas dependências a ausência de dados sugestivos de contagiosidade.

Vão disputar a competição em 2022: Cabofriense, America, Americano, Angra dos Reis, Artsul, Friburguense, Gonçalense, Macaé, Maricá, Olaria e Sampaio Correa. Apenas um dos clubes se garante na elite do futebol carioca no ano seguinte. 

A Segunda Divisão do Estadual tem previsão para começar no mês de maio.

15/02/2022

TÁ NO LIVRO, COM PAULO JORGE #26



Por: Paulo Jorge


O DIA QUE O BONSUÇA “AMASSOU” O VASCO!

Em 1953, Sylvio Pirillo aceitou o enorme desafio de ser treinador do Bonsucesso. Segundo as reportagens da época (Jornal Flan), o salário do novo treinador rubro-anil era considerado extremamente baixo para os padrões do futebol naquela década. De acordo com a publicação, Pirillo recebia apenas 12 mil cruzeiros mensais.

A passagem pelo clube durou até 1955, quando começou a rodar o Brasil por outros times. Na chegada à Teixeira de Castro, Pirillo apostou alto em um elenco disposto a dar a vida para conseguir bons resultados e mostrar valor no futebol carioca.

Exemplo disso foram alguns resultados contra os gigantes clubes do nosso estado. Um empate em São Januário contra o Vasco ganhou destaque nos recortes de jornais. E não foi qualquer jogo. Foi uma partida muito movimentada e com muitos gols. Seis para ser mais exato!

O Vasco jogou muito bem, mas para Pirillo foi o Bonsucesso que teve um jogo perfeito e a igualdade acabou sendo até injusta naquele dia. Pelo Carioca, Soca, duas vezes, e Nicola fizeram os gols do Leão da Leopoldina. Alvinho, duas vezes, e Sabará marcaram para os donos da casa. O jogo foi apitado por Mário Vianna, que posteriormente - no fim da década de 60 - se tornaria comentarista de arbitragem na Rádio Globo. Confira abaixo a ficha do jogo: 

VASCO 3X3 BONSUCESSO

Campeonato Carioca: 1º Turno - 7ª Rodada
Data: 23/08/1953
Local: São Januário
Público:
Renda: Cr$ 39.191,00
Árbitro: Mário Gonçalves Vianna

Vasco: Ernâni, Mirim, Bellini, Ely, Danilo, Jorge, Sabará, Maneca, Ipojucan, Pinga e Alvinho.
Técnico: Flávio Costa

Bonsucesso:
Ari, Duarte, Mauro, Urubatão, Décio, Serafim, Nicola, Jofre, Simões, Soca e Bené. Técnico: Sylvio Pirillo

Gols do Vasco: Alvinho (2) e Sabará
Gols do Bonsucesso: Soca (2) e Nicola



Fonte: Jornal Flan (1953)

03/02/2022

TÁ NO LIVRO, COM PAULO JORGE #25


Por: Paulo Jorge
 

BONSUCESSO NA SELEÇÃO

A seleção Brasileira de Futebol que representou o país pela primeira vez nas Olimpíadas de Helsinki, na Finlândia, em 1952, foi formada basicamente por jogadores amadores. Mas, onde o Bonsucesso se encaixa nessa história? Pois bem, o zagueiro Waldir foi o representante do clube da Leopoldina no torneio.

A campanha foi até considerada boa. Foram duas vitórias e um empate. O Brasil ganha na fase preliminar da Holanda por 5 a 1 e passa por Luxemburgo por 2 a 1, mas quando enfrenta a Alemanha Ocidental, pelas quartas de final, mesmo abrindo 2 a 0 no tempo normal, os alemães buscaram o empate no fim do jogo e venceram na prorrogação por 4 a 2.

O time era formado por Carlos Alberto, Mauro e Waldir; Edson, Adesio e Zózimo; Milton Bororó, Humberto, Larry, Vavá e Jansen. Seis anos depois, Zózimo, Vavá e Humberto Tozzi conquistaram o bicampeonato mundial com a Seleção Principal.

Oficialmente todos os atletas eram amadores, por isso, integravam a Seleção Brasileira, mas muitos deles já tinham uma ”ajuda de custos” e contratos de “gaveta”.

Vavá, pelo que consta, ganhava 4 mil cruzeiros como amador; Jansen sempre foi amador, mas sua transferência custou caro como se fosse um passe; Larry, outro incluído no “amadorismo", tinha mordomias para a época através de sócios do Fluminense. Já Waldir, como militar não tinha contrato, entretanto, recebia um “presente mensal.”

Acompanhe sempre a coluna 'Tá no Livro', com o historiador Paulo Jorge. Siga as redes sociais do Fanáticos pelo Cesso no Facebook e no Instagram!



JOGOS OLÍMPICOS DE 1952


BRASIL 5x1 HOLANDA

Data: 16 de julho de 1952

Local: Estádio Municipal, em Turkku (Finlândia).

Público: 9.809 pagantes.

Árbitro: Giorgio Bernardi (Itália).

Gols: Van Roessel, aos 14; Humberto Tozzi, aos 25; Larry (pênalti), aos 32; Larry, aos 35; Jansen, aos 81; Vavá, aos 85.

BRASIL: Carlos Alberto (Vasco da Gama-RJ), Waldir (Bonsucesso-RJ), Mauro Rodrigues (Fluminense-RJ) e Zózimo (Bangu-RJ); Adesio (Vasco da Gama-RJ) e Édson (Bangu-RJ); Mílton
(Fluminense-RJ), Humberto Tozzi (São Cristóvão-RJ), Larry (Fluminense-RJ), Vavá (Vasco da Gama-RJ) e Jansen (Vasco da Gama-RJ). Técnico: Newton Alves Cardoso.

HOLANDA: Peter Kraak, Johannes Odenthal e Jacques Alberts; Abraham Wiertz, Marinus Terlouw e Louis Biesbrouck; Piet van der Kuil, Marinus Bennars, Johannes Van Roessel, Johannes Mommers e Mathisj Clavan. Técnico: não disponível.



BRASIL 2x1 LUXEMBURGO

Data: 20 de julho de 1952

Local: Park Stadium, em Kotka (Finlândia).

Público: 6.776 pagantes.

Árbitro: Marijan Matancic (Iugoslávia).

Gols: Larry, aos 42; Humberto Tozzi, aos 49; Julien Gales, aos 86.

BRASIL: Carlos Alberto (Vasco da Gama-RJ), Waldir (Bonsucesso-RJ), Mauro Rodrigues (Fluminense-RJ) e Zózimo (Bangu-RJ); Adesio (Vasco da Gama-RJ) e Édson (Bangu-RJ); Mílton
(Fluminense-RJ), Humberto Tozzi (São Cristóvão-RJ), Larry (Fluminense-RJ), Vavá (Vasco da Gama-RJ) e Jansen (Vasco da Gama-RJ). Técnico: Newton Alves Cardoso.

LUXEMBURGO: Fernand Lahure, Camille Wagner e Leon Spartz; Jean Jaminet, Michel Reuter e Fernand Guth; François Muller, Joseph Roller, Julien Gales, Victor Nuremburg e Leon
Letsch. Técnico: não disponível.



BRASIL 2x4 ALEMANHA OCIDENTAL

Data: 24 de julho de 1952

Local: Estádio Olímpico, em Helsinki (Finlândia).

Público: 11.451 pagantes.

Árbitro: Arthur Ellis (Inglaterra).

Gols: Larry, aos 12; Zózimo, aos 74; Schröder, aos 75; Klug, aos 89.

Prorrogação: Zeiter, aos 96; Schröder, aos 119.

BRASIL: Carlos Alberto (Vasco da Gama-RJ), Waldir (Bonsucesso-RJ), Mauro Rodrigues (Fluminense-RJ) e Zózimo (Bangu-RJ); Adesio (Vasco da Gama-RJ) e Édson
(Bangu-RJ); Mílton (Fluminense-RJ), Humberto Tozzi (São Cristóvão-RJ), Larry (Fluminense-RJ), Evaristo (Flamengo-RJ) e Jansen (Vasco da Gama-RJ). Técnico: Newton Alves
Cardoso.

ALEMANHA OCIDENTAL: Rudolf Schönbeck, Hans Eberle, Herbert Jaeger, Kurt Sommerlatt e Herbert Schäfer; Alfred Post e Ludwig Hinterstocker; Georg Stollenwerk, Johann Zeitter, Willi Schröder e Karl Klug. Técnico: não disponível.


Fonte: O Globo, CBF e Flan - Jornal da Semana