O Bonsucesso hoje é um senhor de 107 anos que vive de suas histórias e que histórias. Amargando o rebaixamento prematuro para a Terceira Divisão em 2021, o clube disputou a Série A do Campeonato Carioca em 63 ocasiões e já foi muito respeitado na elite no século passado. O tradicional Leão da Leopoldina, que revelou inúmeros jogadores para o futebol brasileiro e tem boas campanhas no Estadual, era o chamado intruso na festa dos gigantes. E ficou marcado por ser responsável direto por atrapalhar o oba-oba do 'já ganhou' do Flamengo em 1968.
Durante a Taça Guanabara, então torneio à parte que dava vaga para a Taça Brasil ao campeão, o time da Gávea estava muito próximo de conquistar o troféu após um empate sem gols com o Botafogo em 8 de setembro. As equipes estavam empatadas com nove pontos na liderança e o Flamengo tinha um jogo a ser disputado justamente contra o lanterna Bonsuça.
Nem o mais cético dos torcedores acreditava que o Flamengo perderia aquele título que 'já estava na mão'. Ao fim do clássico, diante de 123.229 torcedores no Maracanã, Carlinhos, Silva, Liminha e cia. deram volta olímpica, fizeram a festa, presentearam a Nação com uniformes... Só faltava a taça. E um jogo a ser disputado.
No dia 11 de setembro, o modesto Bonsucesso iria pregar talvez a sua maior peça no futebol carioca e ser uma das maiores zebras da história. Na 'ressaca do título', perante 47.821 pagantes no Maracanã, o time comandado pelo técnico Velha venceu por 2 a 0, gols de Gonçalves, aos 16 da etapa inicial, e Morais, aos 44 minutos do segundo tempo. Ao todo, o Bonsucesso enfrentou o Flamengo em 149 jogos. Foram 115 derrotas, 23 empates e apenas 11 vitórias. 148 gols a favor e 464 contra.
A vitória rubro-anil 'obrigou' o Botafogo a voltar às pressas do México, onde realizava uma excursão, para disputar o jogo-extra, que definiria o campeão da Taça Guanabara de 1968.
Na grande decisão, o Flamengo não viu a cor da bola e perdeu para o Botafogo por 4 a 1, gols de Gérson, duas vezes, Zequinha e Roberto, com Dionísio marcando para o rubro-negro.
O Botafogo pode ter levado o título, mas no fim das contas, o Bonsucesso foi o campeão moral.
Nunca desistir! Esse é o Bonsucesso!
BONSUCESSO 2x0 FLAMENGO
LOCAL: Maracanã
RENDA: NCR$ 115.470,00
PÚBLICO PAGANTE: 47.821.
ÁRBITRO: Armando Marques.
AUXILIARES; Carlos Costa e José Aldo Pereira
BONSUCESSO: Ubirajara, Luís Carlos, Jurandir, Paulo Lumumba e Albérico; Fifi (Moisés 64'), Didinho e Gibira; Gilbert (Jair Pereira 67'), Gonçalves e Morais. Técnico: Velha
FLAMENGO: Claudinei; Murilo, Onça, Guilherme e Paulo Henrique; Carlinho e Liminha; Luis Cláudio (Zézinho intervalo), Fio, Silva e Rodrigues Neto. Técnico: Válter Miraglia
João Paulo tem sido o goleiro titular do Bonsucesso na B1
Foto: Fábio Rodrigues
Em 21 de outubro, há pouco mais de um mês, o Bonsucesso/RJ contratou o goleiro João Paulo Sotero Fernandes, de 32 anos.
Segundo o BID da CBF, fazia doze anos que ele não entrava em campo como profissional.
Seu último registro é datado de junho de 2008, quando esteve no Pimentense/RO, que rivalizava, à época, com o Ibis/PE pelo título de pior time do planeta.
Apesar do estranho currículo, João Paulo logo assumiu a titularidade da meta carioca.
Desde então o Bonsucesso sofreu duas goleadas por cinco a zero.
Os resultados, assim como a atuação do goleiro, geraram suspeitas nas casas de apostas esportivas.
Antes da estranha contratação, os cartolas Ary Amâncio, Nilson Bittar e o complicadíssimo Marcelo Salgado demitiram o treinador e mandaram embora 8 jogadores.
Entre os quais estava o goleiro Leo Flores, considerado o melhor da posição na Segundona do Rio de Janeiro.
Marcelo Salgado tem currículo conhecido e pouco elogiável.
Recentemente, o MP/RJ pediu sua condenação por Improbidade Administrativa enquanto presidente da SUDERJ:
O goleiro Júlio César defendeu o pênalti cobrado por Matheus Bastos no segundo tempo
Vídeo: Maricá TV
A derrota para o Maricá por 2 a 0 na manhã desta quarta-feira colocou o Rubro-Anil na zona de rebaixamento para a B2 (4ª Divisão) de 2021. O time é o lanterna do Grupo B da Taça Corcovado com apenas dois pontos e na classificação geral, com oito, foi ultrapassado pelo Nova Cidade que venceu o Artsul com um gol aos 43 minutos do segundo tempo e chegou aos 10. O Campos ainda é o lanterna com sete. O time do Norte Fluminense foi goleado pelo Rio São Paulo por 3 a 0.
O Leão da Leopoldina tem ainda mais dois jogos para tentar se salvar. O time volta a campo sábado, contra o Gonçalense, às 15h, no Estádio Joaquim Flores e encerra sua participação no Estadual contra o Serrano, dia 25, no Atílio Marotti.
Em um jogo movimentado, o Bonsucesso abriu a 7ª rodada da Taça Corcovado, na Segunda Divisão do Campeonato Carioca, no Alzirão, contra o Maricá e novamente saiu de campo com uma derrota: 2 a 0, gols de Paulo Henrique e Zuca. Com o resultado, o Rubro-Anil chega a incrível marca de 12 jogos sem vencer no Estadual e corre o risco de entrar no Z-2 já que soma apenas oito pontos na classificação geral e o Campos e o Nova Cidade ainda jogam nesta quarta-feira (18).
O Maricá começou a partida pressionando o Bonsucesso e com algumas oportunidades desperdiçadas ou que pararam nas mãos do goleiro João Paulo, destaque no primeiro tempo. O Leão da Leopoldina conseguiu segurar a pressão inicial e equilibrou a partida a partir dos 20 minutos, porém, o gramado molhado do Alzirão atrapalhava bastante na construção das jogadas.
As melhores chances surgiram aos 38 e 40 minutos. O Maricá teve uma oportunidade incrível nos pés do camisa 8. Após uma jogada pela direita, a bola sobrou para Sidnei na pequena área. O meio-campo se esticou para finalizar, mas a bola acertou o travessão. Dois minutos depois, Vitinho por pouco não abriu o placar de cabeça para o Rubro-Anil.
Na etapa complementar, debaixo de muita chuva, o Maricá voltou melhor. Aos 13 minutos, o time da casa chegou ao gol. Paulo Henrique abriu o placar de pênalti, deslocando o goleiro João Paulo após um lance interpretativo de toque de mão do zagueiro Rafael. Aos 17, o Bonsucesso poderia ter empatado da mesma forma. Matheus Bastos foi derrubado na grande área, mas o próprio camisa 10 bateu muito mal e desperdiçou.
O Maricá seguia melhor. Aos 25 minutos, após cobrança de falta de Paulo Henrique, a bola acertou o travessão e no rebote, sozinho, Zuca mandou para fora. O Bonsucesso se desorganizou e nervoso virou presa fácil para o Maricá, que soube administrar o tempo e o resultado. Aos 45, Zuca se redimiu. Em uma triangulação, ele colocou no canto direito do goleiro João Paulo ao se antecipar a zaga e fechar o placar: 2 a 0.
VÁRZEA?
O Bonsucesso não adotou o uniforme completo da Carioca Sport durante a disputa da Taça Corcovado, mas diante do Maricá, a equipe usou o short da fornecedora de material esportivo e a camisa do antigo patrocinador, a Ícone. No banco, os reservas usavam os coletes da WA Sports. Cabe ressaltar que o goleiro segue usando o uniforme com a logomarca da H Carvalho, que deixou o clube com dívidas. O material da Carioca Sport foi uma doação feita ao ex-treinador Paulo Veltri, que assumiu o time na transição para a nova gestão do futebol, mas permaneceu no cargo por apenas uma semana. A 'Família Sena' preferiu reutilizar as camisas da temporada passada.
Confira abaixo os jogos da 7ª rodada da Taça Corcovado:
Duque de Caxias x Sampaio Correa Olaria x Goytacaz Serra Macaense x São Gonçalo Nova Cidade x Artsul Serrano x Angra dos Reis Gonçalense x Nova Iguaçu Rio São Paulo x Campos
O Bonsucesso encara o Maricá nesta quarta-feira, às 10h, no Alzirão, pela antepenúltima rodada da Taça Corcovado. O clube, que já está rebaixado para a Terceira Divisão em 2021 (será chamada de B1), luta ainda para não sofrer uma queda ainda mais dura para a B2 (Quarta Divisão) na próxima temporada. Para isso, precisa terminar fora das últimas duas colocações. Atualmente, o time é o 15º entre 17 clubes.
Diante do cenário difícil, o Blog Fanáticos pelo Cesso conversou com exclusividade com o capitão da equipe, o zagueiro Vladmir Bajsic, de 37 anos, brasileiro com descendência croata, que acumula ao longo da carreira passagens por clubes como Macaé, Cabofriense, America, Goytacaz, Portuguesa, Novo Hamburgo e Cruzeiro (ambos do Rio Grande do Sul) além de uma passagem pela Europa na Escócia e Alemanha.
Vlad reconheceu o momento ruim do Rubro-Anil no Estadual e classificou os problemas extracampo como decisivos no desempenho do clube.
"A Taça Corcovado não tem sido pra gente como todos esperavam até pela situação da troca de diretores do clube e jogadores. Muitos atletas nunca jogaram profissionalmente e estão tendo pela primeira vez a oportunidade. Não passamos também por uma mini pré-temporada. São jogadores que estavam parados. Infelizmente isso tudo atrapalhou para brigarmos por esse segundo turno. Agora, temos que se encaixar na realidade de brigar para permanecer na B1", afirmou.
O capitão do time esmiuçou como tem sido o trabalho mental com os companheiros para não deixar a 'peteca cair', restando apenas três jogos para definir o futuro do Bonsucesso em 2021.
"Não só eu como o Wellington Junior, Rafael e outros tentamos motivar os mais jovens da melhor forma possível, explicando que não é nada fácil e falando que há muitos que gostariam de estar no nosso lugar mesmo com as dificuldades. Não há motivação melhor do que acordar todo dia e poder fazer o que você mais ama que é jogar futebol", disse.
Confira outros trechos da entrevista com o zagueiro Vlad, do Bonsucesso.
FANÁTICOS: A troca de comando constante no time atrapalha o desempenho do Bonsucesso? Por que ainda não engrenou com o Marcus Amoroso?
VLAD: "Com certeza a troca constante de treinadores atrapalha qualquer clube. Estamos pegando a filosofia do Amoroso, tanto que conseguimos fazer um bom jogo contra o Rio São Paulo. Mesmo não saindo de campo com a vitória tivemos chances de gol claras, mas não conseguimos converter. Tenho certeza que vai andar e vai melhorar."
FANÁTICOS: Jogar no Estádio Joaquim Flores tem sido um complicador para o Bonsucesso? Se atuasse em casa na Teixeira de Castro o desempenho poderia ser melhor?
VLAD: "Quando podemos atuar na nossa própria casa, onde treinamos diariamente, facilita não só ao Bonsucesso como para qualquer clube onde se trabalha constantemente."
FANÁTICOS: Você é um jogador experiente e com passagens por diversos clubes Brasil afora. O que te fez aceitar esse desafio no Bonsucesso?
VLAD: "Sempre gostei de desafios. Aceitei quando recebi a ligação do Lorran (Sena) fazendo o convite para permanecer com o clube pelo menos na B1, não haver a queda mesmo com as dificuldades que tiveram no primeiro turno e que ainda existem no segundo por falta de entrosamento. A vontade de vencer não só minha como de todos fará com que o Bonsucesso permaneça pelo menos na divisão."
FANÁTICOS: O Bonsucesso não tem concentração e a energia elétrica no estádio está cortada. Esses problemas estruturais pesam para um desempenho irregular do time?
VLAD: "Quando os jogadores têm condições de ficarem num hotel e se alimentarem na hora certa e com descanso necessário ajuda muito. Mas, tenho certeza que todos os jogadores do Bonsucesso têm a conscientização de que precisamos descansar mesmo em casa para que no outro dia possamos dar o melhor, de acordo com o que o nosso treinador pede.
FANÁTICOS: A Família Sena tem sido responsável por administrar o futebol atualmente. Tudo tem sido pago corretamente após o antigo gestor não cumprir acordos? O presidente do clube tem apoiado vocês na luta contra a Série B2?
VLAD: "Não escutei nenhuma reclamação com relação a 'Família Sena' desde que cheguei ao Bonsucesso. Eles têm feito tudo certinho e pago tudo que foi prometido."
FANÁTICOS: Já tinha sofrido um rebaixamento na carreira?
VLAD: "Nunca tive um rebaixamento na carreira. Já passei por essa situação (luta contra o descenso) no Rio Grande do Sul e graças a Deus permanecemos. No Bonsucesso não será diferente. Vamos conseguir manter o clube na divisão que ele está."
Vladmir disputou cinco jogos pelo Bonsucesso. O clube soma apenas dois pontos no Grupo B da Taça Corcovado. O Maricá é o segundo com 10 no Grupo A. José de Matos Modesto será o árbitro. Ele será auxiliado por André Luis de Souza e Feliphe da Cunha Cabral.
O Bonsucesso está matematicamente rebaixado para a Terceira Divisão após não sair do empate em 0 a 0 com o Rio São Paulo, neste sábado, pela sexta rodada da Taça Corcovado, no estádio Joaquim Flores. O resultado deixou o Rubro-Anil na última colocação do Grupo B do segundo turno com dois pontos e na 15ª colocação no geral com oito, ainda fora da zona de rebaixamento para a B2 (4ª Divisão) em 2021 - caem os dois últimos colocados.
Os resultados da rodada impedem o clube da Teixeira de Castro de terminar entre os oito melhores, que se garantem na A2 da próxima temporada, já que o Serrano chegou a 18 pontos, restando três rodadas para terminar a fase classificatória do Estadual.
O Bonsucesso voltará a disputar a Terceira Divisão após 18 anos. A última vez foi em 2003. Na ocasião, o Rubro-Anil subiu ao bater o Mesquita na decisão com o estádio Leônidas da Silva lotado. No melhor dos cenários, o clube voltaria à elite em 2023, sendo campeão das divisões inferiores sucessivamente. Confira abaixo os resultados da última rodada:
O Blog Fanáticos pelo Cesso relembra o curta-metragem dedicado ao Leão da Leopoldina, na mostra "100 anos de Paixão", que ficou com o segundo lugar no Cinefoot, Festival de Cinema, em 2013.
O documentário que foi exibido no Espaço Itaú de Cinema, apresentou o amor incondicional dos torcedores pelo centenário clube. Ao longo das imagens, o diretor Wagner de Oliveira apresentou os bastidores de um dos jogos do clube para voltar à elite do futebol carioca. Cadu Vieira, jornalista (narrador) que morreu tragicamente em um acidente em Copacabana, aparece nas imagens durante a transmissão da partida.
O Bonsuça não atua na Teixeira de Castro desde 2014. Esse ano, todas as partidas estão sendo disputadas com portões fechados devido à pandemia. Que nostalgia.
O Bonsucesso não joga na Teixeira de Castro desde 01 de outubro de 2014, na derrota para o Resende por 3 a 1, pela Copa Rio. De lá para cá, a diretoria jamais conseguiu os laudos técnicos necessários para que a equipe atuasse em casa. O time já fez um 'Bye, Bye, Rio' nos últimos anos, percorrendo diversos estádios e atualmente joga no Joaquim Flores, em Nilópolis, a 25km do Leônidas da Silva.
Para a edição de 2020 do Campeonato Carioca da B1, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro exigiu menos laudos já que as partidas são realizadas com portões fechados devido à pandemia. Mesmo assim, o clube mergulhado em uma crise administrativa e financeira não conseguiu a autorização da Vigilância Sanitária e o LPCI (Laudo de Proteção Contra Incêndios). Além do estádio na Zona da Leopoldina, o Arthur Sendas, em São João de Meriti, e o Ângelo de Carvalho, em Campos, vivem a mesma situação.
O Bonsucesso, entretanto, treina em casa desde o início da competição. Mas, o clube aluga simultaneamente o mesmo espaço para 'peladas', prejudicando as condições do gramado para os profissionais. Enquanto os jogadores se reapresentavam para o duelo com o Duque de Caxias, nesta quarta-feira (11), um jogo de confraternização acontecia no estádio. Outras partidas estão agendadas para novembro e dezembro e é algo que tem sido corriqueiro. Com a energia elétrica cortada por inadimplência e a piscina ainda inativa por falta de manutenção, a diretoria acredita ser necessário alugar o campo para mitigar os muitos problemas enfrentados.
Tivemos acesso a um áudio de um funcionário que diz que a responsabilidade do aluguel do gramado cabe aos novos gestores do futebol sem citar participação da diretoria.
"Sendo dois jogos, ele vai cobrar R$1200. Esse (novo gestor) não é o que era antes. O anterior não ligava muito não, mas esse é exigente. Tem que dar o dinheiro dois dias antes de começar o jogo", disse.
O Blog Fanáticos pelo Cesso teve acesso a um vídeo que mostra a condição do gramado e das arquibancadas. Percebe-se, porém, que placas comemorativas que eram expostas na subida da escadaria foram retiradas. O historiador do clube, George Joaquim Machado recordou o significado de cada uma delas:
"Do lado esquerdo (da escadaria) tinham placas históricas das primeiras visitas dos grandes clubes do Rio de Janeiro na Teixeira de Castro em 1929, quando o Bonsucesso estreou na elite. Tinham placas do Flamengo, Vasco, Botafogo e Fluminense além de uma da Federação de Futebol, parabenizando o Bonsucesso pelo primeiro gol do novo campeonato do estado do Rio de Janeiro. Vale recapitular que houve a fusão dos estados do Rio e da Guanabara. É uma degradação do patrimônio. Onde estão essas placas? Que fim levou?", questionou.
O primeiro gol do novo campeonato de 1975 foi marcado pelo ponta-direita Naldo, no dia 15 de março, aos 36 minutos do primeiro tempo no empate com a Portuguesa por 1 a 1, no Luso-Brasileiro. O Rubro-Anil entrou em campo com: Valdir; Miguel, Nilo, Nilson e Carlos Alberto; Silva, Cabral e Marco Antonio; Naldo, Miguel e Samarone.
Tentamos contato telefônico com o presidente Ary Amâncio, porém, por mensagem automática, o dirigente informou que não poderia falar. Enviamos mensagem com o questionamento e aguardamos a posição do Bonsucesso. Onde estão as históricas placas?
Parece um caminho sem volta. O Bonsucesso colou de vez na zona de rebaixamento para a Série B2 (4ª Divisão) de 2021 ao somar 11 partidas consecutivas sem uma vitória. Nesta quarta-feira, o Rubro-Anil perdeu para o Duque de Caxias por 5 a 0, no estádio Marrentão, pela 5ª rodada da Taça Corcovado. O resultado deixa o clube da Teixeira de Castro em situação delicadíssima com apenas um ponto no Grupo B (com chances reduzidas de ir às semifinais) e sete na classificação geral. O Olaria que venceu o Campos, deixou para trás o Leão da Leopoldina na tabela. O Bonsuça só não entra no Z-2 pelo número de cartões amarelos contra o Nova Cidade - critério de desempate.
O técnico Marcus Amoroso apostou em um time pressionando a saída de bola do Duque de Caxias no início do jogo, mas o Bonsucesso dava muitos espaços e errava passes bobos. O adversário, que teve maior posse de bola, aproveitou a descida pelos flancos e uma bola aérea para fazer três gols no primeiro tempo.
Logo aos 5, Pixote recebeu na entrada da área, bateu rasteiro, venceu o goleiro João Paulo e abriu o placar. Aos 18, foi a vez de Aquino. O atacante arriscou, o chute desviou na defesa e encobriu o camisa 1 rubro-anil (2 a 0). Aos 33, saiu o terceiro gol após uma cobrança rápida de escanteio. No cruzamento, João Paulo fez a defesa, mas a bola sobrou limpa para Gonçalves ampliar.
O Bonsucesso só conseguiu chegar ao ataque no terço final do primeiro tempo. Matheus Bastos foi o responsável pela única finalização no meio do gol.
Na etapa complementar, o Caxias puxou o freio, mas não precisou de muito esforço para fazer o quarto e o quinto. Luan Donizete, de cabeça, colocou o 4 a 0 no placar aos 12 minutos. Sozinho, ele apenas deslocou João Paulo. Aos 37, Ronan carregou e marcou um golaço de fora da área em uma finalização precisa. 5 a 0.
O Caxias se mantém invicto no segundo turno. Já o Bonsucesso tentará nas últimas quatro partidas um milagre. O próximo jogo acontece sábado, contra o Rio-São Paulo, às 15h, no Estádio Joaquim Flores, pela 6ª rodada da Taça Corcovado.
Caxias: Bruno; Thiaguinho, André Santos, Matheus Reis e Gonçalves; Renan Silva, Gean Muller e Pixote; Luan Donizete, Maikon Aquino e Rafael Tanque. Técnico: Tinoco
Bonsucesso: João Paulo; Leyvison, João Pedro, Licas Lima e Moraes; Rondônia, Yago Neto, Léo e Matheus Bastos; Léo Soares e Wellington Junior.
Marcus Amoroso é o quarto técnico do Bonsucesso na B1
Foto: Reprodução
Marcus Amoroso terá a ingrata missão de livrar o Bonsucesso do rebaixamento. Restando cinco rodadas para o término da Taça Corcovado, o clube precisa de uma recuperação extraordinária na competição para somar pontos e deixar a parte inferior da tabela. Atualmente, o time é o lanterna do Grupo B com um ponto e na classificação geral é o 15º com sete, mesma pontuação do Campos e Nova Cidade, porém os adversários estão abaixo devido o critério de desempate.
Cabe ressaltar que, os dois últimos colocados disputarão em 2021 a B2 (4ª Divisão). Do 3º ao 8º colocado, estarão os clubes garantidos na Série A2 (2ª Divisão) do ano que vem. Do 9º ao 15º colocado, serão os clubes que participarão da Série B1 (3ª Divisão) na próxima temporada.
Contratado após as passagens de Ney Barreto, Paulo Veltri, Rogério Pina e do interino Alexandre Rodrigues, Marcus Amoroso volta ao clube para encarar seu maior desafio após ter o trabalho interrompido no início do ano pelo Timon-PI, que também luta para não ser rebaixado no campeonato estadual - O Piauiense retorna de 11 de novembro.
Marcus Amoroso concedeu entrevista exclusiva ao Blog Fanáticos pelo Cesso e explicou os motivos que o levaram a aceitar essa missão no clube da Teixeira de Castro:
"O convite surgiu através Rafael (Sena), que é o diretor do Bonsucesso. Por que aceitei o convite? É até fácil dizer. Por todos os problemas que o Bonsucesso está passando. Tenho um carinho e admiração muito grande não só pela instituição, mas por todos os torcedores. Não é a primeira vez que estou no clube. Já tive a oportunidade de ser auxiliar como o Mário Marques, na Série A, e já trabalhei no sub-20. Sou grato e tenho um carinho enorme pelo clube. Queria ficar perto da minha família e estava resolvendo minha situação de retorno no Piauí. Quando surgiu o convite, resolvi aceitar", disse Amoroso.
Atolado em dívidas e com problemas administrativos, Marcus Amoroso aponta quais devem ser as maiores dificuldades neste novo trabalho à frente do Bonsucesso:
"A maior dificuldade acredito que seja não conseguir montar uma equipe em uma semana. O Bonsucesso montou uma equipe em dois dias porque quase todos os jogadores saíram. Permaneceram apenas três. Foram inscrevendo atletas às pressas para que o clube tivesse plantel pra entrar em campo. Foi o que eu soube. Logo após, um treinador novo. Colocar isso sem trabalhar já que se joga quarta, tem regenerativo quinta, treino sexta e sábado outro jogo é o maior desafio para tentar livrar o Bonsucesso. É conseguir montar uma equipe tática com jogadores que estão há praticamente um ano sem jogar e tentar construir com esses jogadores aí uma equipe forte", afirmou.
Confira outros trechos da entrevista com Marcus Amoroso, novo técnico do Bonsucesso:
FANÁTICOS: Restando cinco jogos, o que é necessário recuperar? A confiança ou aspectos técnicos?
AMOROSO: "Recuperar a confiança é fundamental. São jogadores muito jovens que estão tendo a primeira oportunidade no profissional. É um time que é uma bomba-relógio. Se você consegue fazer o primeiro gol, começar bem o jogo, o time tem como evoluir. Se o time toma um gol, faz uma jogada ruim, a tendência é ir caindo e você não consegue recuperar o ânimo. Essa é a maior dificuldade. Ter tranquilidade em um momento desses para que consigamos jogar os 90 minutos de uma maneira sem altos e baixos. O principal é recuperar a confiança do jogador."
FANÁTICOS: Os problemas extracampo desde o início do Carioca influenciam diretamente no desempenho do time?
AMOROSO: "É lamentável. Não estava presente e não participei, mas o que escutamos é de se lamentar. Uma instituição centenária e grande passar por uma situação dessas. São pessoas que chegam e se dizem empresários. Eles montam comissões, elencos e não pagam. O time acaba sofrendo WO e ninguém recebe. É triste e atingiu muito porque vinha acompanhando alguns resultados. Quando recebi o convite, procurei ver a listagem dos jogadores. O Bonsucesso tinha um grande elenco. Jogadores que tinham passado pelo Bangu, com quem trabalhei e conhecia. Mas, quando você chega e percebe que não tem nenhum jogador é muito complicado. É lamentável o que aconteceu com o Bonsucesso."
FANÁTICOS: Qual o papel do Alexandre Rodrigues, auxiliar-técnico, na sua comissão?
AMOROSO: "Vim sozinho. Não trouxe ninguém. Estou tentando ajudar pelo carinho e respeito que tenho por tudo que me proporcionaram. O Alexandre é um dos diretores. Não tenho muito contato. Estou mais dentro do campo. Hoje, trabalhamos apenas com o preparador físico e o preparador de goleiros. É a única coisa que temos. Não sei dizer qual é a real função dele. Acredito que seja mais diretoria. Estou conhecendo aos poucos. Sexta-feira fui apresentado e no sábado quis acompanhar o jogo. Ontem, foi o primeiro treino. Hoje, fizemos outro para ir para o jogo amanhã. A pergunta sobre o Alexandre... É mais um diretor."
FANÁTICOS: O desafio no Bonsucesso é mais difícil do que seria no Timon-PI, que acabou sendo interrompido pela pandemia?
AMOROSO: O desafio no Bonsucesso é mais difícil que qualquer outro por todas as circunstâncias. Foi um time montado em dois dias e sem tempo para trabalhar. Fica praticamente impossível montar um time. Será na vontade dos jogadores e ajuda da comissão técnica, orientando o máximo possível para que possamos a cada jogo melhorar, somar pontos e livrar o Bonsucesso dessa situação. Não vejo outra alternativa que não seja trabalhar. Estou sem voz de tanto gritar hoje. A gente tem que livrar no coração, na vontade e na luta dos jogadores para sair dessa situação. No Timon-PI, era uma situação difícil também porque o River brigava para não cair. Mas, é um time que está jogando o Campeonato Brasileiro. 50%, 60% da equipe do Timon-PI foi mantida. A do Bonsucesso foi zerada."
FANÁTICOS: O que esperar do jogo com o Duque de Caxias nesta quarta-feira, no Marrentão?
AMOROSO: "Será um jogo muito difícil. O Duque de Caxias é o favorito. Espero um time muito mais aguerrido, ligado no jogo e colocando em prática tudo que conversamos e treinamos hoje para surpreender. Nesse momento, cada ponto conquistado é muito importante. Espero conseguir trazer pelo menos um ponto de lá."
Alexandre Rodrigues constou na súmula do jogo contra o Audax/Miguel Pereira como técnico e auxiliar-técnico no clássico com o Olaria.
Você acompanha o jogo com imagens através do Canal do Caxias no Youtube: