18/11/2020

CAPITÃO VLAD RECHAÇA QUEDA PARA B2: "VAMOS CONSEGUIR MANTER O BONSUCESSO NA DIVISÃO QUE ESTÁ"

Foto: Arquivo Pessoal

O Bonsucesso encara o Maricá nesta quarta-feira, às 10h, no Alzirão, pela antepenúltima rodada da Taça Corcovado. O clube, que já está rebaixado para a Terceira Divisão em 2021 (será chamada de B1), luta ainda para não sofrer uma queda ainda mais dura para a B2 (Quarta Divisão) na próxima temporada. Para isso, precisa terminar fora das últimas duas colocações. Atualmente, o time é o 15º entre 17 clubes.  

Diante do cenário difícil, o Blog Fanáticos pelo Cesso conversou com exclusividade com o capitão da equipe, o zagueiro Vladmir Bajsic, de 37 anos, brasileiro com descendência croata, que acumula ao longo da carreira passagens por clubes como Macaé, Cabofriense, America, Goytacaz, Portuguesa, Novo Hamburgo e Cruzeiro (ambos do Rio Grande do Sul) além de uma passagem pela Europa na Escócia e Alemanha. 

Vlad reconheceu o momento ruim do Rubro-Anil no Estadual e classificou os problemas extracampo como decisivos no desempenho do clube.

"A Taça Corcovado não tem sido pra gente como todos esperavam até pela situação da troca de diretores do clube e jogadores. Muitos atletas nunca jogaram profissionalmente e estão tendo pela primeira vez a oportunidade. Não passamos também por uma mini pré-temporada. São jogadores que estavam parados. Infelizmente isso tudo atrapalhou para brigarmos por esse segundo turno. Agora, temos que se encaixar na realidade de brigar para permanecer na B1", afirmou.

O capitão do time esmiuçou como tem sido o trabalho mental com os companheiros para não deixar a 'peteca cair', restando apenas três jogos para definir o futuro do Bonsucesso em 2021.

"Não só eu como o Wellington Junior, Rafael e outros tentamos motivar os mais jovens da melhor forma possível, explicando que não é nada fácil e falando que há muitos que gostariam de estar no nosso lugar mesmo com as dificuldades. Não há motivação melhor do que acordar todo dia e poder fazer o que você mais ama que é jogar futebol", disse.

Confira outros trechos da entrevista com o zagueiro Vlad, do Bonsucesso.

FANÁTICOS: A troca de comando constante no time atrapalha o desempenho do Bonsucesso? Por que ainda não engrenou com o Marcus Amoroso?

VLAD: "Com certeza a troca constante de treinadores atrapalha qualquer clube. Estamos pegando a filosofia do Amoroso, tanto que conseguimos fazer um bom jogo contra o Rio São Paulo. Mesmo não saindo de campo com a vitória tivemos chances de gol claras, mas não conseguimos converter. Tenho certeza que vai andar e vai melhorar."

FANÁTICOS: Jogar no Estádio Joaquim Flores tem sido um complicador para o Bonsucesso? Se atuasse em casa na Teixeira de Castro o desempenho poderia ser melhor?

VLAD: "Quando podemos atuar na nossa própria casa, onde treinamos diariamente, facilita não só ao Bonsucesso como para qualquer clube onde se trabalha constantemente."

FANÁTICOS: Você é um jogador experiente e com passagens por diversos clubes Brasil afora. O que te fez aceitar esse desafio no Bonsucesso?

VLAD: "Sempre gostei de desafios. Aceitei quando recebi a ligação do Lorran (Sena) fazendo o convite para permanecer com o clube pelo menos na B1, não haver a queda mesmo com as dificuldades que tiveram no primeiro turno e que ainda existem no segundo por falta de entrosamento. A vontade de vencer não só minha como de todos fará com que o Bonsucesso permaneça pelo menos na divisão."

FANÁTICOS: O Bonsucesso não tem concentração e a energia elétrica no estádio está cortada. Esses problemas estruturais pesam para um desempenho irregular do time?

VLAD: "Quando os jogadores têm condições de ficarem num hotel e se alimentarem na hora certa e com descanso necessário ajuda muito. Mas, tenho certeza que todos os jogadores do Bonsucesso têm a conscientização de que precisamos descansar mesmo em casa para que no outro dia possamos dar o melhor, de acordo com o que o nosso treinador pede. 

FANÁTICOS: A Família Sena tem sido responsável por administrar o futebol atualmente. Tudo tem sido pago corretamente após o antigo gestor não cumprir acordos? O presidente do clube tem apoiado vocês na luta contra a Série B2? 

VLAD: "Não escutei nenhuma reclamação com relação a 'Família Sena' desde que cheguei ao Bonsucesso. Eles têm feito tudo certinho e pago tudo que foi prometido."

FANÁTICOS: Já tinha sofrido um rebaixamento na carreira?

VLAD: "Nunca tive um rebaixamento na carreira. Já passei por essa situação (luta contra o descenso) no Rio Grande do Sul e graças a Deus permanecemos. No Bonsucesso não será diferente. Vamos conseguir manter o clube na divisão que ele está."

Vladmir disputou cinco jogos pelo Bonsucesso. O clube soma apenas dois pontos no Grupo B da Taça Corcovado. O Maricá é o segundo com 10 no Grupo A. José de Matos Modesto será o árbitro. Ele será auxiliado por André Luis de Souza e Feliphe da Cunha Cabral. 

14/11/2020

BONSUCESSO EMPATA E JÁ ESTÁ NA TERCEIRA DIVISÃO DE 2021


O Bonsucesso está matematicamente rebaixado para a Terceira Divisão após não sair do empate em 0 a 0 com o Rio São Paulo, neste sábado, pela sexta rodada da Taça Corcovado, no estádio Joaquim Flores. O resultado deixou o Rubro-Anil na última colocação do Grupo B do segundo turno com dois pontos e na 15ª colocação no geral com oito, ainda fora da zona de rebaixamento para a B2 (4ª Divisão) em 2021 - caem os dois últimos colocados.

Os resultados da rodada impedem o clube da Teixeira de Castro de terminar entre os oito melhores, que se garantem na A2 da próxima temporada, já que o Serrano chegou a 18 pontos, restando três rodadas para terminar a fase classificatória do Estadual.

O Bonsucesso voltará a disputar a  Terceira Divisão após 18 anos. A última vez foi em 2003. Na ocasião, o Rubro-Anil subiu ao bater o Mesquita na decisão com o estádio Leônidas da Silva lotado. No melhor dos cenários, o clube voltaria à elite em 2023, sendo campeão das divisões inferiores sucessivamente. Confira abaixo os resultados da última rodada:  

Goytacaz 3x1 Audax
Sampaio Correa 3x0 Olaria
Campos 1x5 Duque de Caxias
Bonsucesso 0x0 Rio São Paulo
Nova Iguaçu 1x1 Maricá
Angra dos Reis 2x1 Gonçalense
Artsul 1x0 Serrano
São Gonçalo 1x0 Nova Cidade






13/11/2020

NOSTALGIA: RELEMBRE O DOCUMENTÁRIO NO CINEFOOT EM HOMENAGEM AO BONSUCESSO


O Blog Fanáticos pelo Cesso relembra o curta-metragem dedicado ao Leão da Leopoldina, na mostra "100 anos de Paixão", que ficou com o segundo lugar no Cinefoot, Festival de Cinema, em 2013.

O documentário que foi exibido  no Espaço Itaú de Cinema, apresentou o amor incondicional dos torcedores pelo centenário clube. Ao longo das imagens, o diretor Wagner de Oliveira apresentou os bastidores de um dos jogos do clube para voltar à elite do futebol carioca. Cadu Vieira, jornalista (narrador) que morreu tragicamente em um acidente em Copacabana, aparece nas imagens durante a transmissão da partida.

O Bonsuça não atua na Teixeira de Castro desde 2014. Esse ano, todas as partidas estão sendo disputadas com portões fechados devido à pandemia. Que nostalgia. 

12/11/2020

PLACAS COMEMORATIVAS 'SOMEM' E ELENCO DIVIDE CAMPO COM ALUGUEL PARA 'PELADAS'


O Bonsucesso não joga na Teixeira de Castro desde 01 de outubro de 2014, na derrota para o Resende por 3 a 1, pela Copa Rio. De lá para cá, a diretoria jamais conseguiu os laudos técnicos necessários para que a equipe atuasse em casa. O time já fez um 'Bye, Bye, Rio' nos últimos anos, percorrendo diversos estádios e atualmente joga no Joaquim Flores, em Nilópolis, a 25km do Leônidas da Silva. 

Para a edição de 2020 do Campeonato Carioca da B1, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro exigiu menos laudos já que as partidas são realizadas com portões fechados devido à pandemia. Mesmo assim, o clube mergulhado em uma crise administrativa e financeira não conseguiu a autorização da Vigilância Sanitária e o LPCI (Laudo de Proteção Contra Incêndios). Além do estádio na Zona da Leopoldina, o Arthur Sendas, em São João de Meriti, e o Ângelo de Carvalho, em Campos, vivem a mesma situação.

O Bonsucesso, entretanto, treina em casa desde o início da competição. Mas, o clube aluga simultaneamente o mesmo espaço para 'peladas', prejudicando as condições do gramado para os profissionais. Enquanto os jogadores se reapresentavam para o duelo com o Duque de Caxias, nesta quarta-feira (11), um jogo de confraternização acontecia no estádio. Outras partidas estão agendadas para novembro e dezembro e é algo que tem sido corriqueiro. Com a energia elétrica cortada por inadimplência e a piscina ainda inativa por falta de manutenção, a diretoria acredita ser necessário alugar o campo para mitigar os muitos problemas enfrentados. 

Tivemos acesso a um áudio de um funcionário que diz que a responsabilidade do aluguel do gramado cabe aos novos gestores do futebol sem citar participação da diretoria.

"Sendo dois jogos, ele vai cobrar R$1200. Esse (novo gestor) não é o que era antes. O anterior não ligava muito não, mas esse é exigente. Tem que dar o dinheiro dois dias antes de começar o jogo", disse. 

O Blog Fanáticos pelo Cesso teve acesso a um vídeo que mostra a condição do gramado e das arquibancadas. Percebe-se, porém, que placas comemorativas que eram expostas na subida da escadaria foram retiradas. O historiador do clube, George Joaquim Machado recordou o significado de cada uma delas:

"Do lado esquerdo (da escadaria) tinham placas históricas das primeiras visitas dos grandes clubes do Rio de Janeiro na Teixeira de Castro em 1929, quando o Bonsucesso estreou na elite. Tinham placas do Flamengo, Vasco, Botafogo e Fluminense além de uma da Federação de Futebol, parabenizando o Bonsucesso pelo primeiro gol do novo campeonato do estado do Rio de Janeiro. Vale recapitular que houve a fusão dos estados do Rio e da Guanabara. É uma degradação do patrimônio. Onde estão essas placas? Que fim levou?", questionou.

O primeiro gol do novo campeonato de 1975 foi marcado pelo ponta-direita Naldo, no dia 15 de março, aos 36 minutos do primeiro tempo no empate com a Portuguesa por 1 a 1, no Luso-Brasileiro. O Rubro-Anil entrou em campo com: Valdir; Miguel, Nilo, Nilson e Carlos Alberto; Silva, Cabral e Marco Antonio; Naldo, Miguel e Samarone.

Tentamos contato telefônico com o presidente Ary Amâncio, porém, por mensagem automática, o dirigente informou que não poderia falar. Enviamos mensagem com o questionamento e aguardamos a posição do Bonsucesso. Onde estão as históricas placas?




11/11/2020

BONSUCESSO É GOLEADO PELO DUQUE DE CAXIAS E COLA NA ZONA DE REBAIXAMENTO PARA A B2


Parece um caminho sem volta. O Bonsucesso colou de vez na zona de rebaixamento para a Série B2 (4ª Divisão) de 2021 ao somar 11 partidas consecutivas sem uma vitória. Nesta quarta-feira, o Rubro-Anil perdeu para o Duque de Caxias por 5 a 0, no estádio Marrentão, pela 5ª rodada da Taça Corcovado. O resultado deixa o clube da Teixeira de Castro em situação delicadíssima com apenas um ponto no Grupo B (com chances reduzidas de ir às semifinais) e sete na classificação geral. O Olaria que venceu o Campos, deixou para trás o Leão da Leopoldina na tabela. O Bonsuça só não entra no Z-2 pelo número de cartões amarelos contra o Nova Cidade - critério de desempate. 

O técnico Marcus Amoroso apostou em um time pressionando a saída de bola do Duque de Caxias no início do jogo, mas o Bonsucesso dava muitos espaços e errava passes bobos. O adversário, que teve maior posse de bola, aproveitou a descida pelos flancos e uma bola aérea para fazer três gols no primeiro tempo.

Logo aos 5, Pixote recebeu na entrada da área, bateu rasteiro, venceu o goleiro João Paulo e abriu o placar. Aos 18, foi a vez de Aquino. O atacante arriscou, o chute desviou na defesa e encobriu o camisa 1 rubro-anil (2 a 0). Aos 33, saiu o terceiro gol após uma cobrança rápida de escanteio. No cruzamento, João Paulo fez a defesa, mas a bola sobrou limpa para Gonçalves ampliar. 

O Bonsucesso só conseguiu chegar ao ataque no terço final do primeiro tempo. Matheus Bastos foi o responsável pela única finalização no meio do gol. 

Na etapa complementar, o Caxias puxou o freio, mas não precisou de muito esforço para fazer o quarto e o quinto. Luan Donizete, de cabeça, colocou o 4 a 0 no placar aos 12 minutos. Sozinho, ele apenas deslocou João Paulo. Aos 37, Ronan carregou e marcou um golaço de fora da área em uma finalização precisa. 5 a 0.

O Caxias se mantém invicto no segundo turno. Já o Bonsucesso tentará nas últimas quatro partidas um milagre. O próximo jogo acontece sábado, contra o Rio-São Paulo, às 15h, no Estádio Joaquim Flores, pela 6ª rodada da Taça Corcovado. 

FICHA TÉCNICA: 

Duque de Caxias 5x0 Bonsucesso
Taça Corcovado - 5ª rodada
Estádio: Marrentão
Horário: 15h

Caxias: Bruno; Thiaguinho, André Santos, Matheus Reis e Gonçalves; Renan Silva, Gean Muller e Pixote; Luan Donizete, Maikon Aquino e Rafael Tanque. Técnico: Tinoco

Bonsucesso: João Paulo; Leyvison, João Pedro, Licas Lima e Moraes; Rondônia, Yago Neto, Léo e Matheus Bastos; Léo Soares e Wellington Junior. 

Árbitro: Thiago Ramos Marques
Assistentes: Matheus Viana Araujo e Diogo Neto Turco


Confira outros resultados da 5ª rodada:

Olaria 3x0 Campos 

Audax/Miguel Pereira 0x2 Sampaio Corrêa

Serra Macaense 0x1 Goytacaz

Serrano 1x0 São Gonçalo

Maricá 1x0 Angra dos Reis

Gonçalense 1x0 Artsul

Rio São Paulo 0x2 Nova Iguaçu



10/11/2020

AMOROSO DESTACA A DURA MISSÃO NO CESSO: "RECUPERAR A CONFIANÇA"

Marcus Amoroso é o quarto técnico do Bonsucesso na B1
Foto: Reprodução

Marcus Amoroso terá a ingrata missão de livrar o Bonsucesso do rebaixamento. Restando cinco rodadas para o término da Taça Corcovado, o clube precisa de uma recuperação extraordinária na competição para somar pontos e deixar a parte inferior da tabela. Atualmente, o time é o lanterna do Grupo B com um ponto e na classificação geral é o 15º com sete, mesma pontuação do Campos e Nova Cidade, porém os adversários estão abaixo devido o critério de desempate. 

Cabe ressaltar que, os dois últimos colocados disputarão em 2021 a B2 (4ª Divisão). Do 3º ao 8º colocado, estarão os clubes garantidos na Série A2 (2ª Divisão) do ano que vem. Do 9º ao 15º colocado, serão os clubes que participarão da Série B1 (3ª Divisão) na próxima temporada.

Contratado após as passagens de Ney Barreto, Paulo Veltri, Rogério Pina e do interino Alexandre Rodrigues, Marcus Amoroso volta ao clube para encarar seu maior desafio após ter o trabalho interrompido no início do ano pelo Timon-PI, que também luta para não ser rebaixado no campeonato estadual - O Piauiense retorna de 11 de novembro.

Marcus Amoroso concedeu entrevista exclusiva ao Blog Fanáticos pelo Cesso e explicou os motivos que o levaram a aceitar essa missão no clube da Teixeira de Castro: 

"O convite surgiu através Rafael (Sena), que é o diretor do Bonsucesso. Por que aceitei o convite? É até fácil dizer. Por todos os problemas que o Bonsucesso está passando. Tenho um carinho e admiração muito grande não só pela instituição, mas por todos os torcedores. Não é a primeira vez que estou no clube. Já tive a oportunidade de ser auxiliar como o Mário Marques, na Série A, e já trabalhei no sub-20. Sou grato e tenho um carinho enorme pelo clube. Queria ficar perto da minha família e estava resolvendo minha situação de retorno no Piauí. Quando surgiu o convite, resolvi aceitar", disse Amoroso.

Atolado em dívidas e com problemas administrativos, Marcus Amoroso aponta quais devem ser as maiores dificuldades neste novo trabalho à frente do Bonsucesso:

"A maior dificuldade acredito que seja não conseguir montar uma equipe em uma semana. O Bonsucesso montou uma equipe em dois dias porque quase todos os jogadores saíram. Permaneceram apenas três. Foram inscrevendo atletas às pressas para que o clube tivesse plantel pra entrar em campo. Foi o que eu soube. Logo após, um treinador novo. Colocar isso sem trabalhar já que se joga quarta, tem regenerativo quinta, treino sexta e sábado outro jogo é o maior desafio para tentar livrar o Bonsucesso. É conseguir montar uma equipe tática com jogadores que estão há praticamente um ano sem jogar e tentar construir com esses jogadores aí uma equipe forte", afirmou. 

Confira outros trechos da entrevista com Marcus Amoroso, novo técnico do Bonsucesso:

FANÁTICOS: Restando cinco jogos, o que é necessário recuperar? A confiança ou aspectos técnicos?

AMOROSO: "Recuperar a confiança é fundamental. São jogadores muito jovens que estão tendo a primeira oportunidade no profissional. É um time que é uma bomba-relógio. Se você consegue fazer o primeiro gol, começar bem o jogo, o time tem como evoluir. Se o time toma um gol, faz uma jogada ruim, a tendência é ir caindo e você não consegue recuperar o ânimo. Essa é a maior dificuldade. Ter tranquilidade em um momento desses para que consigamos jogar os 90 minutos de uma maneira sem altos e baixos. O principal é recuperar a confiança do jogador." 

FANÁTICOS: Os problemas extracampo desde o início do Carioca influenciam diretamente no desempenho do time?

AMOROSO: "É lamentável. Não estava presente e não participei, mas o que escutamos é de se lamentar. Uma instituição centenária e grande passar por uma situação dessas. São pessoas que chegam e se dizem empresários. Eles montam comissões, elencos e não pagam. O time acaba sofrendo WO e ninguém recebe. É triste e atingiu muito porque vinha acompanhando alguns resultados. Quando recebi o convite, procurei ver a listagem dos jogadores. O Bonsucesso tinha um grande elenco. Jogadores que tinham passado pelo Bangu, com quem trabalhei e conhecia. Mas, quando você chega e percebe que não tem nenhum jogador é muito complicado. É lamentável o que aconteceu com o Bonsucesso."     

FANÁTICOS: Qual o papel do Alexandre Rodrigues, auxiliar-técnico, na sua comissão?

AMOROSO: "Vim sozinho. Não trouxe ninguém. Estou tentando ajudar pelo carinho e respeito que tenho por tudo que me proporcionaram. O Alexandre é um dos diretores. Não tenho muito contato. Estou mais dentro do campo. Hoje, trabalhamos apenas com o preparador físico e o preparador de goleiros. É a única coisa que temos. Não sei dizer qual é a real função dele. Acredito que seja mais diretoria. Estou conhecendo aos poucos. Sexta-feira fui apresentado e no sábado quis acompanhar o jogo. Ontem, foi o primeiro treino. Hoje, fizemos outro para ir para o jogo amanhã. A pergunta sobre o Alexandre... É mais um diretor." 

FANÁTICOS: O desafio no Bonsucesso é mais difícil do que seria no Timon-PI, que acabou sendo interrompido pela pandemia?

AMOROSO: O desafio no Bonsucesso é mais difícil que qualquer outro por todas as circunstâncias. Foi um time montado em dois dias e sem tempo para trabalhar. Fica praticamente impossível montar um time. Será na vontade dos jogadores e ajuda da comissão técnica, orientando o máximo possível para que possamos a cada jogo melhorar, somar pontos e livrar o Bonsucesso dessa situação. Não vejo outra alternativa que não seja trabalhar. Estou sem voz de tanto gritar hoje. A gente tem que livrar no coração, na vontade e na luta dos jogadores para sair dessa situação. No Timon-PI, era uma situação difícil também porque o River brigava para não cair. Mas, é um time que está jogando o Campeonato Brasileiro. 50%, 60% da equipe do Timon-PI foi mantida. A  do Bonsucesso foi zerada."  

FANÁTICOS: O que esperar do jogo com o Duque de Caxias nesta quarta-feira, no Marrentão?

AMOROSO: "Será um jogo muito difícil. O Duque de Caxias é o favorito. Espero um time muito mais aguerrido, ligado no jogo e colocando em prática tudo que conversamos e treinamos hoje para surpreender. Nesse momento, cada ponto conquistado é muito importante. Espero conseguir trazer pelo menos um ponto de lá."


Alexandre Rodrigues constou na súmula do jogo contra o Audax/Miguel Pereira como técnico e auxiliar-técnico no clássico com o Olaria. 





Você acompanha o jogo com imagens através do Canal do Caxias no Youtube:


MARCUS AMOROSO É O NOVO TÉCNICO DO BONSUCESSO

Foto: João Carlos Gomes/Bangu

Após Alexandre Rodrigues comandar o Bonsucesso interinamente contra o Audax/Miguel Pereira, o clube tem um novo treinador: Marcus Amoroso. Ele já dirigiu o time na derrota por 4 a 1 no clássico com o Olaria, no Estádio Joaquim Flores, em Nilópolis, pela Taça Corcovado.

Amoroso esteve no Timon-PI no início dessa temporada com a missão de livrar o time do rebaixamento no campeonato estadual. Foram apenas três jogos antes da paralisação devido à pandemia e três derrotas: 4 a 1 para o Altos, 3 a 1 para o Picos e 3 a 1 para o Flamengo-PI. Ele deixou o clube logo após a suspensão da competição.

Marcus Amoroso teve passagens também pelo Queimados, em 2016, categorias de base do Bangu e o Atlético Carioca, pela Série C do Rio de Janeiro.

O Campeonato Piauiense será retomado a partir do próximo dia 11 de novembro depois de oito meses de paralisação. O Timon-PI (lanterna com quatro pontos) tem um novo comandante: Dejair Ferreira, ex-Moto Club. No Bonsucesso, Amoroso tem pela frente ainda cinco rodadas do segundo turno. O Leão da Leopoldina é o 15º colocado com sete pontos na classificação geral. O Bonsuça está à frente do Campos e Nova Cidade (na zona de rebaixamento para a B2) pelos critérios de desempate. 

O próximo desafio será diante do Duque de Caxias, nesta quarta-feira, às 15h, no Marrentão. O adversário é o 4º colocado no Grupo A com seis pontos. O Rubro-Anil é o lanterna do Grupo B com apenas um.

09/11/2020

LEMBRA DELE? JADSON, EX-BONSUCESSO, ACERTA COM O VASCO APÓS PASSAGEM POR PORTUGAL

Você sabia que o novo reforço do Vasco passou pelo Bonsucesso? O zagueiro Jadson, de 29 anos, atuou pelo clube em 2015, antes da transferência para o Portimonense, de Portugal. Após cinco anos na Europa, o novo 'xerife' do sistema defensivo cruzmaltino retorna ao Brasil.

Ele foi um indicação do técnico Sá Pinto, que o enfrentou na 'terrinha'. O empréstimo é válido até o final do Campeonato Brasileiro. O jogador iniciou sua trajetória na base do America-RN e passou por America-RJ, Maricá e Angra dos Reis antes de ser contratado pelo Bonsucesso.

Em Portugal, Jadson tinha moral. Era capitão do Portimonense, disputou 150 jogos e marcou 14 gols. Pelo Leão da Leopoldina, ele atuou em 15 jogos pelo Campeonato Carioca. Inclusive, enfrentou o Vasco na derrota por 1 a 0 (gol de Gilberto), no Engenhão. No Cesso, o zagueiro esteve em campo durante os 90 minutos em todas as partidas. O que chamou a atenção durante sua passagem pelo Rubro-Anil foi a disciplina. Jadson recebeu apenas um cartão amarelo, no último jogo diante da Cabofriense.


À época, Jadson tinha prorrogado o contrato com o Bonsucesso com validade até 16 de janeiro de 2017, mas foi negociado no fim de julho de 2015. Os valores não foram divulgados pelo clube, que já tinha parceria com a L&S (confira o balanço financeiro abaixo). Atualmente, o zagueiro tem valor de mercado estimado em 600 mil euros. Ele tem contrato com o Portimonense até 4 de agosto de 2021. 

O Bonsucesso terminou a edição do Cariocão de 2015 na 12ª posição com 11 pontos. Entre os times de menor investimento, a equipe teve a terceira melhor defesa com 18 gols sofridos. Somente Madureira com 12 e Macaé com 14 foram melhores. Cabe ressaltar que na negociação com o Vasco, o Bonsucesso não tem direito ao mecanismo de solidariedade e formação, pois o atleta tinha 24 anos ao chegar à Teixeira de Castro. O artigo 21, anexo 5 do RSTP da FIFA diz que, o mecanismo é pago para clubes com jogadores de 12 a 23 anos.  






08/11/2020

BONSUCESSO É DOMINADO, PERDE CLÁSSICO E SE AFUNDA NA CRISE


Por: Renan Mafra
Fonte: Futebol do Rio


O Clássico da Leopoldina foi um monólogo. Dominando a partida praticamente inteira, o Olaria não deu chances para o Bonsucesso e com um show de Robinho, que marcou três vezes, o Azulão da Bariri goleou por 4 a 1 neste sábado (7) e jogou o rival para a lanterna da classificação geral da Série B1 do Campeonato Carioca.

As duas equipes voltam a campo na próxima quarta-feira (11), às 15h, pela quinta rodada da Taça Corcovado. Enquanto o Bonsucesso vai até Xerém encarar o Duque de Caxias no Marrentão, o Olaria joga em seus domínios e recebe o Campos na Rua Bariri.

Olaria abre o marcador e perde chances para ampliar

O jogo começou com as equipes se estudando, se arriscando pouco e coube ao Olaria assustar primeiro com Gileard, em cabeçada que passou perto do travessão. Flávio Pará deu a resposta para o Bonsucesso, arriscou chute de longe, mas mandou pra fora. O gol saiu aos 28 minutos. Gustavo deu passe para Alexandre, que não perdoou, tirou do goleiro e abriu o placar para o Azulão da Bariri.

Após abrir o marcador, o Olaria teve duas excelentes oportunidades para ampliar com Gileard, mas o centroavante desperdiçou. Primeiro, ele recebeu de Alexandre, a zaga do Bonsucesso parou pedindo impedimento, ele avançou, bateu forte, mas isolou. Já no final do primeiro tempo, o passe foi de Gabriel Galhardo, o atacante ganhou na velocidade, invadiu a área, driblou o marcador, mas novamente finalizou por cima da meta e o primeiro tempo acabou 1 a 0.

Robinho dá show, marca três em 15 minutos e Olaria goleia

Logo no começo do segundo tempo, não teve gol perdido pelo Olaria. Gustavo deu ótimo passe para Robinho, que ganhou do marcador na velocidade e tocou na saída do goleiro para fazer 2 a 0. Mas não demorou muito e o Bonsucesso diminuiu. Anderson perdeu a bola para Wellington Júnior, que avançou, saiu na cara do goleiro e não desperdiçou. Mas o sistema defensivo do Cesso falhou de novo e o Azulão da Bariri fez mais um.

Aos nove minutos, Gabriel Galhardo fez lançamento primoroso para Robinho, que dominou e marcou mais um. E o dia era dele. Robinho roubou a bola de Biano, avançou, invadiu a área e para não perder o costume, tirou do goleiro e fez seu hat-trick, fazendo 4 a 1 para o Olaria. A goleada estava consolidada, mas o Azulão da Bariri não tirava o pé. Alexandro recebeu dentro da área, bateu cruzado, mas João Paulo desviou com o pé, a bola bateu na trave e a defesa afastou o perigo.

Apesar da grande atuação do Olaria, o dia não era de Gileard. Ele fez boa jogada individual, finalizou da entrada da área e a bola entrou, mas antes ela desviou em Robinho, que estava impedido, e o gol foi anulado. Nos minutos finais, o Olaria apenas administrou a posse de bola e sem ser incomodado pelo Bonsucesso, confirmou a goleada por 4 a 1.

FICHA TÉCNICA

Bonsucesso 1×4 Olaria (Taça Corcovado – 4ª rodada)

Data: 07 de novembro de 2020 às 15h
Estádio: Joaquim de Almeida Flores (Nilópolis-RJ)
Árbitro: João Batista de Arruda
Assistentes: Diego César Borges Aloe e Lucas Leite Padilha

Bonsucesso: João Paulo; Dão (Biano, intervalo), João, Vladimir e Moraes (Rondônia, 29’/2ºT); Lucas Lima, Yago Neto (Juninho, 5’/2ºT) e Flávio Pará; Marlon (Leyvison, 5’/2ºT), Wellington Júnior e Matheus Bastos (Léo, 29’/2ºT). Técnico: Marcos Amoroso.

Olaria: Jefferson, Victinho, Christian Santiago, Anderson e Flavinho; Gustavo, Gabriel Galhardo, Robinho (Sathler, 43’/2ºT) e Alexandro (Pedrinho, 36’/2ºT); Rhay e Gileard (Allan, 36’/2ºT). Técnico: Palhinha.

Cartões Amarelos: Léo, Matheus Bastos, Vladmir e Wellington Júnior (BON); Gileard e Victinho (OLA)

Gol: Alexandre, 28’/2ºT (0-1); Robinho, 4’/2ºT (0-2); Wellington Júnior, 7’/2ºT (1-2); Robinho, 9’/2ºT (1-3); Robinho, 15’/2ºT (1-4)

07/11/2020

O MELANCÓLICO BONSUCESSO X OLARIA É DESTAQUE DO SÁBADO


Por: Gabriel Andrezo
Fonte: Futebol do Rio


Já foi o tempo em que Bonsucesso e Olaria se enfrentavam em jogos que chamavam a atenção dos torcedores, fosse em Teixeira de Castro, na Bariri ou até numa velha preliminar no Maracanã. A Leopoldina já parou, algumas vezes, para ver o clássico entre seus clubes mais tradicionais, muitas vezes até pela primeira divisão do Campeonato Carioca. Mas a realidade de 2020 é completamente diferente e o confronto entre os dois clubes, neste sábado (7/11), pela Série B1 do Carioca, tem tudo para ser o mais melancólico de todos os tempos: estádio vazio por causa da pandemia, mando de campo na Baixada Fluminense e duas equipes desesperadas para evitar um rebaixamento quase certo, quer seja para a terceira ou até para a quarta divisão do Estadual.

Olhando para o atual contexto, quase não parece que este confronto já tem mais de um século de história. Foi em 1916, no antigo campo do Olaria, que o primeiro jogo entre os times foi realizado, com vitória do Bonsuça por 4 a 1. Naquela altura, eram clubes com poucos anos de fundação, mas a história de ambos foi se escrevendo ao longo das décadas e, muitas vezes, em confrontos entre eles. Foi assim na inauguração do atual Estádio Leônidas da Silva, que viu um de seus Clássicos da Leopoldina mais marcantes, com novo triunfo rubro-anil.

Mas, no retrospecto histórico, a vantagem é do Olaria: são 46 vitórias, contra 37 do Cesso e mais 40 empates. Um invejável número de 123 confrontos em 104 anos: poucos são os duelos no Rio de Janeiro, sobretudo entre clubes de menor investimento, a terem sido repetidos tantas vezes. Sem contar nos grandes craques e ídolos que atuaram nestes duelos: Leônidas da Silva, Gradim, Pompéia, Cané, Esquerdinha, Nelinho, Murilo, Roberto Pinto, entre outras feras que desfilaram seu futebol em jogos de tamanha tradição, muito embora os torcedores dos dois lados tenham um histórico recente de boas relações e amizade.


Passado glorioso, presente frustrante

Quem vê tanta história e momentos marcantes entre Bonsucesso e Olaria nem imagina que o momento hoje é provavelmente o mais grave dos dois clubes. Ambos estão na segunda divisão do Carioca e lutam para não piorar ainda mais este panorama. Na classificação atual, tanto rubro-anis quanto alvianis ainda se permitem sonhar com uma vaga na semifinal da Taça Corcovado, o segundo turno da Segundona. Mas a realidade da classificação geral é assustadora, com o Cesso em 13° lugar e o Azulão em 15°. Isto significa que ambos estão na zona de queda para a Terceirona, devido às mudanças que acontecerão nas divisões inferiores a partir de 2021. Pior: ambos rondam outra zona de degola, esta para a Quartona, atualmente ocupada por Nova Cidade e Campos.

Internamente, também está difícil. O Bonsucesso já trocou de técnico três vezes durante o campeonato e perdeu quase todos os seus jogadores ainda no primeiro turno devido a dívidas deixadas por um antigo grupo gestor. Com isso, um grupo de atletas totalmente novo precisou ser montado às pressas. Além disso, o time já completou seis anos sem jogar em casa, já que o clube não consegue os laudos técnicos para o Leônidas da Silva. No Olaria, os problemas começaram ainda antes do campeonato, com duas trocas de treinador até que o supervisor Cláudio Campos (que já deixou o clube) assumisse a equipe. Em campo, só uma vitória em 11 jogos fizeram os torcedores protestarem, sobretudo após a última derrota, para o Nova Iguaçu.

Cair para a Terceirona é algo que o Bonsucesso já experimentou em sua história. O Olaria nunca foi abaixo do segundo nível. Quem perder o jogo deste sábado, no Joaquim Flores, terá que correr contra uma inimaginável Quartona ao fim de 16 rodadas. De todo jeito, o clima para o confronto entre os leopoldinenses não será só de “tudo ou nada”, mas de melancolia, diante do tamanho da história entre os lados envolvidos.

A Rádio Jovem Carioca transmite a partir a partir das 14h45. Clique aqui para acompanhar!