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12/06/2026

MORRE BRITO, CAMPEÃO MUNDIAL PELA SELEÇÃO EM 1970 E COMO TÉCNICO DO BONSUCESSO EM 1981


O primeiro dia de Copa do Mundo terminou de forma triste com o falecimento de Brito, tricampeão pela Seleção Brasileira em 1970. O ex-zagueiro morreu aos 86 anos por complicações de uma pneumonia. Ele estava internado desde o dia 14 de maio no Hospital Casa, no Tauá, na Ilha do Governador, bairro onde morou grande parte da vida. 

O ex-jogador teve uma melhora significativa no início da semana, mas o quadro se agravou rapidamente e ele não resistiu nas últimas horas. O velório ocorrerá neste sábado, às 11h, no Cemitério do Cacuia. O sepultamento será no período da tarde, às 15h30. 

Brito foi titular em todos os jogos da Seleção Brasileira no México - sem ser substituído em nenhuma partida - e era elogiado pelo ótimo vigor físico. Ao seu lado esteve Piazza, na dupla defensiva mais consagrada de todas as Copas.


Foram oito anos (de 1964 a 72) vestindo a Amarelinha, disputando 61 jogos, com 45 vitórias, 11 empates e cinco derrotas. Além do tricampeonato mundial, ganhou a Copa Roca (1971) e a Taça Independência (1972).

A CBF lamentou a morte do ex-jogador e emitiu nota de pesar com declaração do presidente Samir Xaud:

“Brito nos deixou como um dos grandes zagueiros da história do futebol brasileiro. Sua contribuição para o tricampeonato mundial na Copa de 70 será eternamente lembrada por todos nós. Presto minha reverência a este ídolo do nosso país. Que sua raça seja uma inspiração para nossos jogadores que disputarão a Copa”, disse.

Nascido em 9 de agosto de 1939, o ex-zagueiro ganhou o nome de Hércules por ter nascido com incríveis cinco quilos. Tão forte que era, Brito foi considerado o jogador com o melhor preparo físico, segundo a OMS. Há também uma história sempre contada que ele chegou a quebrar um aparelho de academia durante a preparação para a Copa do Mundo devido sua força excessiva.  

Brito iniciou seus passos no futebol no pequeno time amador chamado Fleixeiras, em Tubiacanga. De lá, foi para a base do Vasco da Gama, seu clube de coração. Na chegada aos profissionais em 1957, ele teve dificuldades para superar o campeão Bellini e Orlando Peçanha na preferência da dupla de zaga. Assim, foi emprestado ao Internacional por um ano. Em 1959, já sem a presença do capitão de 1958 em São Januário, Brito se consolidou como titular. 

Ele jogou por 10 anos consecutivos pelo Gigante da Colina e somou 405 jogos, com 11 gols. Foi campeão do Torneio de Paris de 1957, Taça Guanabara, em 1965 e o Rio-São Paulo, em 1966.

Depois do sucesso no Vasco, teve uma breve passagem pelo Flamengo até chegar ao Cruzeiro. Foi na Raposa que ele foi campeão mundial em 1970 após ter representado o Vasco em 1966 na Inglaterra. O zagueiro ainda vestiu a camisa do Botafogo, Corinthians, Athletico, Montreal Castors, Deportivo Galícia, Democrata-GV e River-PI.

Em 1971, em clássico entre Botafogo e Vasco, o Brito era zagueiro botafoguense e deu um soco no árbitro José Aldo Pereira, após a marcação de um pênalti contra o Botafogo. Pela agressão, levou um ano de suspensão.

Brito era brincalhão e um verdadeiro boêmio na Ilha do Governador. Em artigo da Revista Placar, a matéria aponta que 'durante a Copa de 1970, telefonava para seu cachorro, e se divertia ao ouvir os latidos do melhor amigo. Distraído, perdeu a hora do próprio casamento... Apreciador de uma cachacinha e apaixonado pelas escolas de samba, preferia gozar de seus pequenos prazeres a levar a sério a profissão”, escreveu o repórter Telmo Zanini, autor do perfil.'



Brito se tornou o sétimo atleta do tricampeonato que veio a falecer. Foram eles: Félix, Carlos Alberto, Everaldo, Joel Camargo, Pelé e Fontana, companheiro de zaga no Vasco, que faleceu em 1980, com apenas 39 anos, vítima de um infarto. O técnico Zagallo também morreu, em janeiro de 2024.

Ao fim da carreira como jogador, Brito se aventurou como técnico de futebol e foi campeão no Bonsucesso em 1981. No ano anterior, entrou em vigor no país a Deliberação n° 1/80 do Conselho Nacional de Desportos (CND).


Depois da fusão das federações carioca e fluminense, logo após a fusão dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, a nova federação organiza o campeonato de 1980 sob o novo regimento. Assim, o Bonsuça parou na Segundona sob o comando de Brito. Com uma campanha impecável, o Rubro-Anil voltaria à elite ao lado da Portuguesa, vice-campeã. Disputaram a competição: Bonsucesso: Friburguense, Goytacaz, Associação Desportista de Niterói, Portuguesa e São Cristóvão.

Em 10 jogos, o Bonsucesso obteve seis vitórias, três empates e apenas uma derrota. Foram cinco vitórias seguidas. O time base tinha: Marcelo; Almir, Hélio, Roberto e Jorge Galvão; Toninho, Carlos Alberto e Ataíde; Luis Carlos, Jorginho e Édson.

CONFIRA ABAIXO ALGUNS TÍTULOS E PREMIAÇÕES DE BRITO COMO JOGADOR E TÉCNICO

Vasco da Gama

Torneio Internacional de Paris: 1957
Troféu Teresa Herrera: 1957
Torneio Rio-São Paulo: 1966
Torneio Pentagonal do México: 1963
Taça Guanabara: 1965
Torneio Internacional do Quarto Centenário do Rio de Janeiro: 1965
Torneio Internacional de Santiago: 1963
Taça Cidade de Belém: 1964
Troféu Cinquentenário da Federação Pernambucana: 1965
Taça Estadual Rivadavia Corrêa Meyer: 1967

Cruzeiro

Torneio Internacional de Caracas: 1970


Botafogo

Taça Independência do Brasil: 1971
Troféu Embaixador Negrão de Lima: 1971
Taça Chagas Freitas: 1971
Troféu General Ernesto Geisel: 1973

Seleção Brasileira

Copa do Mundo: 1970
Copa Roca: 1971
Taça Independência: 1972

Bonsucesso - Técnico

Carioca 2ª Divisão: 1981


Prêmios Individuais

Bola de Prata (Placar)
: 1970
Na Seleção do Campeonato Brasileiro de 1970.
Eleito o atleta com o melhor preparo físico da Copa do Mundo FIFA de 1970


04/12/2025

JOMAR FAZ GRAVE DENÚNCIA CONTRA O BONSUCESSO EM SAÍDA CONTURBADA


Antes de tudo, o Bonsucesso vive mais uma turbulência, agora envolvendo o zagueiro Jomar, mais conhecido como Jomito, ex-Vasco da Gama. Aos 33 anos, o defensor chegou ao clube da Zona Norte em 17 de junho, contratado para disputar a Série B1 do Cariocão. No entanto, não entrou em campo nenhuma vez e acabou afastado sem explicações claras. O caso evoluiu para uma disputa judicial.

Jomar relatou que foi levado ao clube por um amigo para retomar a sequência da carreira. Ele afirmou que vinha treinando normalmente quando, a três dias da estreia na competição, um investidor assumiu o departamento de futebol. “Entrou um investidor lá… e mandou mais de oito jogadores embora para poder colocar os jogadores dele”, contou o defensor, destacando que foi afastado sem sequer receber motivos diretos.
Mudança de gestão no Bonsucesso

A partir de então, o zagueiro passou a treinar sozinho, uma vez que perdeu acesso aos horários do clube. “O Bonsucesso em si não falava os horários de treinamento que a gente podia treinar… então eu treinava em casa mesmo”, explicou. Ele afirmou que não foi desligado oficialmente, mas também não pôde atuar por outra equipe, já que permanecia registrado no time carioca.

Sem solução, Jomar entrou na Justiça. “Não me desligaram do clube. Eu também não poderia jogar no outro clube carioca… e até hoje eu não consigo jogar”, afirmou. Segundo ele, o objetivo é conseguir a liberação para assinar com outro time e seguir em atividade. Mas a situação ficou mais grave quando ele viu documentos que, segundo diz, não reconhece.

O defensor relatou surpresa ao se deparar com um comprovante de pagamento que, segundo o Bonsucesso, teria entregue a ele pessoalmente. “O clube alegou que eu tinha recebido em mãos… e quando eu vi lá o contra-chefe assinado, eu fiquei um pouco chateado, porque eu não assinei nenhum contracheque”, declarou. Ele informou que a defesa pediu perícia grafotécnica para contestar a suposta assinatura.

Jomar também negou qualquer quitação trabalhista atribuída a ele. “Nenhuma pessoa recebeu isso em meu nome, nenhuma”, garantiu. Agora, o zagueiro aguarda o andamento do processo enquanto busca manter a forma. O contrato com o Bom Sucesso termina no dia 15, e seus advogados tentam acelerar a liberação para que ele retome a carreira.
Qual é o clube que Jomito Jomar acertou sua transferência?

O jogador revelou que já treina em outra equipe enquanto aguarda a regularização. “Cheguei hoje aqui no clube, aqui no Espírito Santo é o Vilavelhense”, disse. A expectativa é disputar o Campeonato Capixaba de 2026. Ele afirmou ter sido recebido com respeito e destacou que a passagem pelo Vasco ainda abre portas em outros estados.

Apesar de seguir em frente, Jomar demonstrou mágoa. “Fiquei bastante chateado com o Bonsucesso pelo total desrespeito ao atleta. Nenhum atleta merece passar por essa situação”, afirmou.

Por fim, Jomito Jomar encerrou dizendo que torce pelos colegas que ficaram no clube e que seguirá lutando para manter a carreira ativa. A Rádio Manchete procurou representantes do atleta, sem retorno até o fechamento, e mantém o espaço aberto para a diretoria do Bonsucesso se manifestar.

Fonte: André Luiz/RTI Esporte

18/10/2023

JOGO COM O CAMPO GRANDE SERÁ EM MOÇA BONITA, LOCAL ÉPICO PARA O 'ZAGUEIRO-PAREDÃO' EMERSON


Zagueiro-goleiro Emerson garantiu a classificação para o Bonsuça nos pênaltis
Foto: Raphael Santos/Bonsucesso

O jogo do Bonsucesso contra o Campo Grande será disputado em Moça Bonita, em Bangu. A alteração por parte da FERJ se deve porque o adversário segue sem os laudos para a abertura do estádio Ítalo Del Cima. Inclusive é o único deles da Série B2 sem aprovação dos órgãos públicos em toda a temporada. A partida entre as equipes ocorre no dia 29, domingo, às 10h, pela 8ª rodada da Taça Maracanã. 

Moça Bonita foi a casa do Bonsucesso por longos anos, enquanto o Leônidas da Silva esteve fechado pelo mesmo motivo. O clube fez sua campanha do título da Copa Rio, em 2019, na Zona Oeste, a 30km de distância da Teixeira de Castro.

Lá, o Bonsuça conseguiu uma das vitórias mais épicas da sua história. Nas quartas de final da Copa Rio, diante do Maricá, o zagueiro Emerson garantiu a classificação atuando como goleiro.

O Cesso vencia por 1 a 0 até que aos 44 minutos do segundo tempo, Caio fez uma falta em Badola na grande área. Expulso e com todas as substituições já processadas pelo técnico Luciano Quadros, coube ao 'zagueiro-paredão' se aventurar no gol. Ele não impediu o empate de Jonathan, mas nas cobranças de pênaltis, o jogador viria a ser o herói da partida.

À esquerda da tribuna de imprensa em Moça Bonita, Emerson pegou três pênaltis, dando a vitória por 4 a 3. Defendeu os chutes do próprio Jonathan, Victor Silva e Luis Felipe. Lucas Silva fechou o placar dando a vitória para o Bonsucesso.

Na ocasião, Emerson afirmou que estava confiante que faria a diferença embaixo da trave, apesar de não ser goleiro e não ter tido essa experiência na carreira.

"Apesar de não ser goleiro, quando eu decidi ir para o gol, estava muito confiante. Sabia que ia dar o meu máximo para passar de fase, que era o nosso objetivo hoje. Papai do Céu me abençoou e consegui ajudar a equipe a classificar para as semifinais. Eu já tenho que evitar o gol. Na meta não mudou nada. Foi assim que fui para a cobrança, pensando nisso. Sabia que ia pegar uma, mas graças a Deus peguei três", afirmou à TV FERJ.

Emerson deixou o Bonsucesso no fim de 2019, sendo considerado um dos melhores jogadores da temporada pelo clube, e participou de uma sólida defesa que sofreu apenas 16 gols em 30 jogos.

"Foi um momento incrível. Abracei a responsabilidade e consegui ajudar o Bonsucesso a avançar. A partir dali vimos que ninguém tiraria aquele título da gente, demos o nosso melhor e levantamos a taça. Valeu demais. Acredito que fica a sensação de dever cumprido. Claro que gostaríamos de ter também conquistado o acesso para a Série A do Carioca, mas infelizmente não conseguimos. Ficou marcada a conquista da Copa Rio, que possibilita o clube jogar uma grande competição no ano que vem e seguir seu plano de reestruturação. Agradeço a diretoria pela confiança depositada, pois fui bastante feliz com a camisa do Bonsucesso e pude contribuir da melhor forma nessa temporada expressiva", afirmou.

Emerson, hoje com 35 anos, defende o Zinzane FC, que também disputa a 4ª Divisão do Rio. Ele soma 20 jogos e um gol na temporada pelo clube SAF.

Confira abaixo a matéria do Globo Esporte, da TV Globo, sobre o jogo e a grande atuação de Emerson, pelo Bonsuça:

17/09/2013

ZAGUEIRO DO BONSUÇA NO ACESSO, JOÃO PAULO ASSINA COM O MADUREIRA

O Madureira confirmou nesta terça (17) a contratação de mais um jogador para disputar a Série C do Brasileirão e a Copa Rio: o zagueiro João Paulo. O defensor, revelado pelo Vasco, atuou na campanha do vice-campeonato Carioca da Série B deste ano pelo Bonsucesso e firmou seu vínculo com o Tricolor Suburbano até o final do Estadual de 2014.
Após sondagens do Madureira, João Paulo revela que conversou com a diretoria do Bonsucesso e rescindiu amigavelmente seu contrato. Aos 24 anos, o zagueiro comenta sobre seu novo clube e a possibilidade de disputar a Série C do Brasileirão.
- O Madureira foi o clube que me observou e me deu a oportunidade de mostrar o meu futebol. A equipe é muito jovem mas tem muita qualidade técnica. Além desses motivos, poder disputar a Terceira Divisão do Brasileiro pesou na minha escolha – disse João.
O zagueiro também fez questão de ressaltar o vínculo que criou com o Bonsucesso e o carinho que vai guardar para sempre em relação ao seu ex-clube.
- Achei que seria mais difícil lidar com essa escolha (de ir do Cesso para o Madureira), mas sou profissional e sei que vai ser normal se isso acontecer mais vezes na minha carreira. Mas, sem dúvida, o Bonsucesso para mim é um clube que vai ficar no meu coração para sempre. Criei um vínculo muito grande com o clube e torço para o sucesso da instituição – completa o jogador do Madura.
Fonte: Raffa Tamburini (FutRio)