28/06/2022

FERJ CONVOCA OS CLUBES PARA ARBITRAL DA SÉRIE B1 DO CARIOCA


Olaria foi campeão na edição de 2021 da Série B1
Foto: Divulgação/Olaria

A FERJ convocou os clubes da Série B1 de Profissionais devidamente Licenciados para a Temporada de 2022, além do Representante da Categoria de atletas, para participarem da Reunião do Conselho Arbitral a ser realizada no dia 01 de julho de 2022 (sexta-feira), às 14h, na sede da entidade, com o objetivo de analisar, debater e votar os temas da nova edição do Estadual. 

Os clubes vão analisar o regulamento, a tabela, transmissões do campeonato além do protocolo de segurança e operação dos jogos.

Os filiados deverão se fazer presentes mediante o comparecimento de representante, preferencialmente seu presidente, ressaltando-se que além das medidas já adotadas de sanitização ambiental, distanciamento, uso de máscaras, disponibilização de álcool gel e outras, de acordo com as recomendações das autoridades de saúde no combate à disseminação da COVID-19, todos os participantes deverão, ao chegar à FERJ, ser submetidos ao questionário clínico epidemiológico, sendo imperativo para a entrada nas dependências a ausência de dados sugestivos de contagiosidade.

Participarão da Série B1 do Campeonato Carioca os seguintes clubes: Arraial do Cabo, Campo Grande, 7 de Abril, Duque de Caxias, Nova Cidade, Rio São Paulo, Paduano, São Gonçalo, Serra Macaense, Pérolas Negras e Serrano. 

O Olaria foi o campeão da edição passada com o Pérolas Negras com o vice-campeonato. A competição, que tem início previsto para setembro, corresponde a 3ª Divisão do Rio de Janeiro. 

20/06/2022

TÁ NO LIVRO, COM PAULO JORGE #37



Por: Paulo Jorge

DA VILA PARA A TEIXEIRA: COUTINHO ENTRE NÓS

Parece estranho, mas poucas pessoas lembram dessa passagem mais que histórica do clube. Um técnico que foi jogador super campeão pelo Santos de Pelé, treinou o time suburbano. O ano de 1993 foi considerado de mudança para o Bonsucesso. A diretoria desejava voltar aos tempos de glória do passado com as boas campanhas no Carioca.

O ano começaria com grande aposta na chegada do técnico Coutinho, eterno companheiro do Rei do Futebol, aos 49 anos. O compromisso do novo comandante rubro-anil era levar o Bonsuça de volta à elite.

Coutinho encerrou a carreira de jogador muito cedo, aos 30 anos, sendo que defendeu o Peixe por 13 anos. O motivo dele ter parado foi a balança. Segundo o jogador, ele sempre teve dificuldade de emagrecer e chegou um momento que não conseguia mais se controlar.

A diretoria abriu os cofres e o presidente José Ferreira Simões não pouparia esforços para isso, e não foi só a contratação do Coutinho que movimentou a Teixeira de Castro. Outros jogadores chegaram para acrescentar o elenco. O maior desejo de todos era fazer o Bonsucesso campeão.

"Estamos apenas iniciando a realização de um velho sonho, que é o de fazer o Bonsucesso grande, forte e vencedor. As dificuldades são muitas, mas conseguimos alguns patrocínios e estamos certos de que outros virão. O Bonsucesso voltará a ter uma equipe competitiva e brigando pelo título", afirmou ao Jornal dos Sports. 

Simões estava no cargo desde 1991, e nos primeiros dois anos, ele investiu nas divisões de base com a intenção de montar uma equipe competitiva e lucrativa. Tão logo, ele estaria pronto para investir no profissional. 

Os juniores ficaram 30 jogos sem derrotas, um recorde para um time de base. Alguns desses jogadores seriam incorporados a equipe principal.

"Traçamos um plano de trabalho, e estamos procurando atingir as metas às quais demos prioridade. Montamos um time de juniores forte, que ficou inclusive 30 jogos sem perder, e agora o próximo passo é investirmos nos profissionais", afirmou o presidente.

Todos os salários seria pagos em dólares, isso era uma mostra da mudança de mentalidade. Coutinho chegava com salário de CR10 milhões mensais e o clube conseguiria um novo patrocínio: a Vidraçaria Paris, que lhe renderia 10 mil dólares por mês.

"Não vim para o Rio por uma questão de necessidade financeira. O que consegui no futebol já dá para viver com relativa tranquilidade. Aceitei o convite do Bonsucesso porque é um desafio gostoso de ser encarado. Não gosto de estabelecer comparações se o futebol mudou ou não. A bola não mudou. O que pode ter mudado é o estilo de jogar, mas não me atrevo a dizer se para melhor ou para pior. Estilos são estilos e isso não pode ser discutido. No Rio, por exemplo, o futebol é mais técnico. Em São Paulo é jogado mais na base da garra. Mas não é por isso que vou dizer que um é melhor que o outro", afirmou Coutinho acrescentando sobre a chegada ao novo clube.

"Primeiro vou sentir o material que tenho em mãos. Depois disso converso com os dirigentes para ver se estes jogadores me bastam ou se teremos que pensar em alguma aquisição. Sobre isso, não gosto de falar muito, pois em futebol quando se fala demais, as coisas não vão para frente", concluiu.

A chegada de Coutinho também tinha em paralelo um trabalho em conjunto com o União Uanco de Guadalajara, clube que poderia ser uma ponte para a vinda de jogadores que estavam despontando através do empresário Rubens Peres, influente na América Central.

Na sua passagem pela Teixeira de Castro, Coutinho teve uma campanha convincente no Grupo B da 1ª Divisão Estadual (1º turno), levando o clube ao Grupo A para disputar a Taça Rio (2º turno) ao lado dos quatro grandes do futebol carioca. Apesar da promessa, sem grandes investimentos, o técnico não conseguiu deixar o Bonsuça no Grupo A e no fim da Taça Rio despediu-se do futebol carioca retornando a Santos.

No geral, foram nove vitórias, um empate e uma derrota. Confira abaixo os jogos sob o comando do eterno Coutinho, que faleceu em 2019, aos 75 anos, vítima de um infarto.

06/02: Bonsucesso 1 x 0 Olympico
14/02: Mesquita 0 x 1 Bonsucesso
27/02: Bonsucesso 2 x 0 Madureira 
03/03: Itaperuna 1x 0 Bonsucesso 
06/03: Bonsucesso 1x 0 Goytacaz
14/03: Friburguense 0 x 1 Bonsucesso 
20/03: Bonsucesso 1x 0 Barreira
28/03: Campo Grande 2 x 3 Bonsucesso
04/04: Serrano 1 x 1 Bonsucesso 
07/04: Bonsucesso 3 x 1 Portuguesa
11/04: Saquarema 0 x 2 Bonsucesso

 
Confira sempre a coluna 'Tá no Livro', com o historiador Paulo Jorge. Deixe seu recado e compartilhe!


Fonte: Jornal dos Sports e Blog Folha Rubro-Anil

16/06/2022

BONSUCESSO SE APROXIMA DA SEMI NO CARIOCA SUB-20 DA SÉRIE B2


Bonsucesso vence em casa na antepenúltima rodada do Carioca Sub-20
Foto: FERJ

O Bonsucesso mantém seu ótimo aproveitamento no Carioca Sub-20 da Série B2 ao vencer neste feriado o Mageense por 2 a 1, no Leônidas da Silva, pela 7ª rodada da Taça Waldir Amaral. O Rubro-Anil se mantém na segunda posição com 14 pontos, atrás somente do líder Goytacaz. 

Até aqui, o time da Leopoldina soma quatro vitórias, dois empates e apenas uma derrota para o Tigres do Brasil, 1 a 0, pela 6ª rodada. A equipe volta a campo na próxima segunda-feira, às 15h, na Teixeira de Castro, contra o Búzios. Em caso de vitória, o clube estará classificado. 

Os quatro melhores avançam para as semifinais em jogos de ida e volta em cruzamento olímpico. Confira abaixo os resultados da última rodada, os próximos jogos e a classificação:




10/06/2022

ADEMILSON BRITO É O NOVO TÉCNICO DO BONSUCESSO PARA A SÉRIE B2


Ademilson Brito ao lado do filho em Portugal
Foto: Arquivo Pessoal


O Bonsucesso iniciou seu planejamento para a temporada 2022 na Série B2 e tem técnico novo. Ademilson Brito, de 58 anos, é o escolhido e já começou o trabalho essa semana junto à diretoria. O ex-jogador com passagens apenas por clubes de menor expressão terá a grande oportunidade na carreira para levar o Leão da Leopoldina à Terceira Divisão.

Como o Campeonato Carioca começa apenas em setembro, o treinador terá cerca de três meses para a montagem do elenco e início da pré-temporada. Formado em administração, Ademilson Brito começou sua carreira como técnico no projeto criado por ele no União, que revelou jogadores como Lucas Paquetá, Pedro, Reinier, Andrey, Guga, Evander e outros nomes que já vestiram a camisa de grandes clubes do Rio de Janeiro.

"A partir daí percebi a vocação pelas quatro linhas e procurei sempre me capacitar para a função. Fui treinador do Flamengo em 2010 da equipe sub-11 e no mesmo ano conquistei o Carioca sub-13 como auxiliar no Fluminense. Depois disso, treinei o Bangu sub-15 em 2014 e o Boavista sub-15 em 2015. Em 2016, recebi um convite para ser o observador-técnico de uma equipe em Portugal, onde acabei encerrando a temporada como treinador a pedido do presidente para livrar o clube do rebaixamento e o objetivo foi alcançado", disse Ademilson Brito em entrevista exclusiva ao Fanáticos pelo Cesso.

O novo técnico do Bonsucesso, que defendeu o Mentes do Desporto e União Serpense, em Portugal, também revelou que fez um intercâmbio em outro país da Europa após a experiência inicial em terras lusitanas.

"Ao final da época, fui para Inglaterra acompanhando meus dois filhos que são jogadores e com isso, aproveitei para estagiar numa equipe da 5ª Divisão Inglesa. Em 2019, retornei para Portugal, já na segunda metade da temporada para comandar uma equipe que também passava por dificuldades na tabela e mais uma vez conseguimos êxito. Depois, um convite para uma equipe nova também em Portugal, projeto ambicioso, onde fui contratado para acumular as funções de coordenador da base e treinador do Sênior (profissional), conseguindo alcançar a meta de subir a equipe em seu primeiro ano de vida. Com a pandemia, retornei ao Brasil", afirmou Ademilson completando:

"Já no Brasil, fui contratado para implantar as categorias de base da Desportiva Perilima em Campina Grande-PB, sendo campeão como treinador da Aldeia Cup sub-17, realizada em Recife, torneio que ocorreu no CT do Retrô com as principais equipes do Nordeste", afirmou.

Ademilson Brito tem a Licença C da UEFA e a Licença B no curso realizado da CBF Academy, na Granja Comary. No Brasil, será a primeira vez que comandará um time profissional.

"Fui convidado pelo Marcão, que era o responsável pela equipe sub-20 do Bonsucesso, e a amizade que tenho por ele, além da história que o clube possui me cativaram a aceitar o convite e esse novo desafio de ajudar o Bonsucesso", disse.


Ademilson Brito ao lado de Mário Jorge, técnico do sub-20 do Flamengo
Foto: Arquivo Pessoal

Ademilson não se eximiu da sua enorme responsabilidade no clube e conta com o apoio do torcedor em casa para que o Bonsuça tenha sucesso na Série B2 sob seu comando.

"A maior dificuldade será a competição em si, as dificuldades serão iguais para todos, mas isso não poderá ser impeditivo para tentarmos subir o Bonsucesso com toda dificuldade que o clube possui. Será um desafio enorme. Esse será meu principal objetivo, fazer com que o torcedor vá ao estádio e assista o seu time de uma forma diferente e sinta orgulho disso. Sabemos que o piso não será o ideal, mas não pode ser impeditivo para vencermos os jogos no Leônidas da Silva, se tiver que jogar no paralelepípedo, nosso time estará preparado pra isso", garantiu com discurso motivador.

O técnico do Bonsucesso explicou como pretende montar sua equipe para a temporada 2022.

"Teremos uma equipe jovem, com experiência pontuais e claro, estarei observando sempre a base e oportunizando aqueles que estejam aptos a contribuir. Não há uma base , iremos precisar montar uma equipe e já estamos trabalhando nisso. A competição começa em setembro e esperamos até meado de julho já estar com um grupo grande formado e os que chegarem depois disso serão atletas pontuais", balizou.

Com um orçamento enxuto, Ademilson Brito já avisou com quantos jogadores pretende trabalhar no ano.

"A ideia será trabalhar com no máximo 30 atletas. Comigo irá o professor Helvécio Pessoa, que será o coordenador da preparação física. O Chistiam (preparador físico) e o Kiko (preparador de goleiro) já fazem parte do clube. Provavelmente iremos em busca de um auxiliar técnico", afirmou.

Diante de um clube centenário, Ademilson Brito espera que a tradição do Bonsucesso prevaleça no Campeonato Carioca.

"Vejo todos da mesma forma, mas preciso que eles enxerguem o Bonsucesso de forma diferente, sei a camisa que irei representar e pretendo fazer dela nossa maior arma. Esse tipo de competição você precisa estar preparado pra tudo. É uma competição curta onde não há margem para erros e é nisso que vamos focar. Nossa torcida verá uma equipe sabendo competir de acordo com o adversário e o palco. Sou um treinador que gosta de ter o time jogando de forma equilibrada e agradável a aqueles que irão nos assistir. O campo será determinante para o modelo de jogo que teremos que apresentar, estejam certos que teremos um time", projetou.

Ademilson Brito afirmou que o seu acordo com a diretoria é verbal, mas não irá fugir da palavra junto ao Bonsucesso nesse trabalho embrionário até o início da competição.

"Sem dúvida nenhuma será o maior desafio da minha carreira, mas me sinto preparado. Será uma troca e nada como iniciar uma trajetória num clube como Bonsucesso, a missão chegou até a mim e terei que cumpri-la. Não tenho contrato, aceitei o desafio pela oportunidade que o clube está me confiando e pela amizade com a pessoa que me convidou e me apresentou a diretoria. Tenho certeza que se o meu Deus permitir levaremos o trabalho até o final".

Por fim, Ademilson Brito deixou um recado aos Fanáticos pelo Cesso.

"Sei o que o torcedor representa para o clube e sei também o que a equipe de futebol representa para eles. Conto com os Leões em cima da minha cabeça quando estivermos no Leônidas e ao meu lado quando estivermos fora da nossa casa para ajudar a empurrar a equipe. Preparem as bandeiras, os tambores e a garganta, estejam certos de que entregaremos o melhor para os Leões da Leopoldina, podem me cobrar, estarei sempre à disposição para interagir com todos. Vamos juntos em busca do acesso!", concluiu.


Ademilson Brito possui a Licença B da CBF
Foto: Arquivo Pessoal

07/06/2022

TÁ NO LIVRO, COM PAULO JORGE #36


Por: Paulo Jorge


ABRE A PORTEIRA!

2003 foi um ano de reconstrução para o Bonsucesso. O clube conquistou a Terceirona do Campeonato Carioca e durante essa campanha, o time aplicou uma goleada daquelas. O Jornal dos Sports destacou a vitória por 9 a 0 sobre o Coelho da Rocha, pelo Grupo D do Estadual. 

André Miquimba fez quatro, Vanderlan anotou dois e Marinho, Léo e Lins completaram o placar. O detalhe é que o adversário abandonou o campo antes do apito final, segundo a reportagem. 

O Araruama e o Clube da Paz desistiram de disputar a segunda fase do Carioca e foram eliminados. Mesmo com o vice-campeonato, o Mesquita também garantiu acesso junto ao Bonsucesso.

Fonte: Jornal dos Sports

31/05/2022

TÁ NO LIVRO, COM PAULO JORGE #35



Por: Paulo Jorge

Bonsucesso e Madureira é um clássico que não acontece desde 2015, mas é cheio de histórias. Enquanto o Madureira está estruturado na Primeira Divisão, o Rubro-Anil disputa apenas a Série B2 (4ª Divisão). O duelo entre os dois times sempre teve jogos marcantes e a vantagem é do Bonsuça no retrospecto geral. Foram 86 jogos com 36 vitórias para o Leão da Leopoldina, 23 empates e 27 vitórias do Tricolor Suburbano.

O primeiro confronto entre as duas equipes aconteceu no dia 11 de junho de 1937 e terminou com a vitória do adversário por 2 a 0. A maior goleada aplicada foi do Bonsucesso, que em 1946, enfiou um 6 a 0. O último confronto aconteceu no Carioca de 2015 e terminou 1 a 1.

O placar garantiu ao Madureira a Taça Rio, torneio disputado apenas entre os clubes de menor investimento naquela edição. O clube alcançava os 26 pontos e não poderia ser mais ultrapassado pelo Macaé, com 19. Apesar de ter quebrado a sequência de cinco vitórias do Madureira naquele Estadual, o Bonsucesso amargava a 12ª posição com oito pontos apenas e lutava contra mais um rebaixamento.

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Fonte: Biblioteca Nacional / O Gol

23/05/2022

TÁ NO LIVRO, COM PAULO JORGE #34


Clássico da Leopoldina não é disputado desde 2020
Foto: Buda Mendes

Por: Paulo Jorge

Já imaginou torcer para o Bonsuria ou o Olacesso? É apenas uma brincadeira, mas o nome poderia virar realidade a partir dos anos 40. Com a pacificação das ligas, o Olaria acabou sendo excluído do Campeonato Carioca em uma manobra política em 1937 e esse distanciamento atrapalhou os planos do clube de ascensão na Leopoldina. 

Através de João Lyra Filho, presidente da antiga CBD, em 1945, sugeriu-se a fusão do Olaria com o Bonsucesso para que a região tivesse um time competitivo. 

Porém, o então presidente do Olaria, Álvaro da Costa Mello - que dá nome a alguns prédios inclusive em Bonsucesso - rechaçou essa hipótese. Contando com o apoio de outros comerciantes da região e de um empréstimo junto à Caixa Econômica Federal, o estádio da Bariri foi construído em tempo recorde para receber até 12 mil torcedores, exigência essa para que o clube voltasse à elite e colocasse fim a essa ideia de se fundir ao 'rival' nos anos 40.

O Olaria atravessou um momento tão difícil que chegou a ter apenas seis sócios, mas superou toda a adversidade para sair por cima.

O Clássico da Leopoldina tem mais de um século de história, mas as equipes não se enfrentam desde 2020. Na ocasião, pela Série B1 do Estadual, o Olaria levou a melhor e venceu por 4 a 1. No geral, são 124 jogos com 47 vitórias do Olaria, 37 do Cesso e 40 empates.

O duelo contou com inúmeros craques que já vestiram até a camisa da Seleção Brasileira. Leônidas da Silva, Gradim, Pompéia, Cané, Esquerdinha, Nelinho, Murilo, Roberto Pinto e muitos outros excelentes jogadores já disputaram esse jogo que sempre mexeu com os torcedores.

Fonte: História do Alçapão da Bariri/Pedro Paulo  Vital

16/05/2022

BONSUCESSO VENCE POR WO NA ESTREIA DO CARIOCA SUB-20


O Bonsucesso não precisou se esforçar para vencer o Ceres na estreia do Carioca Sub-20 da Série B2. O Rubro-Anil venceu por WO já que o adversário não inscreveu o número mínimo de jogadores para a 1ª rodada do Estadual da categoria. O jogo seria realizado no Leônidas da Silva.

Outro time que sofreu sanções da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro por não cumprir o regulamento foi o Búzios pelo mesmo motivo. 

"Marcelo Carlos Nascimento Vianna, Diretor do Departamento de Competições da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, no uso das atribuições que lhe são conferidas no Estatuto e, 

Considerando que os filiados Ceres FC e SE Búzios não inscreveram atletas em número suficiente para a disputa da primeira partida do Campeonato Estadual da Série B2 da Categoria Sub20 de 2022, na forma preconizada pelos artigos 3º, I do respectivo REC; 

Considerando que nessas condições os clubes não terão como disputar suas partidas sem violar o disposto no artigo 214 do CBJD 

RESOLVE: Determinar a SUSPENSÃO do Ceres FC e da SE Búzios do Campeonato Estadual da Série B2 da Categoria Sub20 de 2022, ficando seus adversários e os árbitros dispensados do comparecimento aos próximos jogos programados para as equipes, até que os clubes regularizem as pendências. Esta resolução entra em vigor nesta data, revogadas as disposições em contrário."

O Bonsucesso volta a campo contra o Barra da Tijuca, domingo, às 15h, no Leão do Sul, pela segunda rodada do Campeonato Carioca Sub-20.

04/05/2022

RUBINHO É REELEITO E PERMANECE NA FERJ ATÉ ABRIL DE 2027


Rubens Lopes posa ao lado de dirigentes de Flamengo, Fluminense e Vasco
Foto: Úrsula Nery/FERJ

Na última semana, Rubens Lopes foi reeleito presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro no pleito com chapa única. Ele estará à frente da FERJ, portanto, até abril de 2027, no seu último mandato, seguindo a lei do PROFUT. Este será o sexto mandato de Rubinho.

O ex-presidente do Bangu substituiu Eduardo Vianna em 2007 - tão logo o ex-presidente da entidade faleceu - e não saiu mais do posto. O seu antecessor permaneceu por 22 anos no poder. Rubens Lopes será o segundo dirigente a permanecer por mais tempo na cadeira mais importante da Federação com 19 anos ininterruptos.

Dos quatro grandes do Rio, apenas o Botafogo não enviou representantes para a eleição na sede no Maracanã. Os presidente do Flamengo e Fluminense, Rodolfo Landim e Mario Bittencourt estiveram presentes. O Vasco foi representado pelo vice-geral Carlos Osório. 

Ao fim da aclamação, Rubens Lopes conversou com os jornalistas e falou sobre o formato do Campeonato Carioca para os próximos anos: 

"Os clubes é que decidem. Estamos estudando, isso ainda está em análise, quais foram os pontos negativos, o que pode ser melhorado. O Campeonato de 2023 começou no primeiro dia após que acabou o de 2022. Nós estamos pensando nisso, estamos trabalhando nisso e eu não posso dizer que a fórmula pode ser a mesma ou que ela vai sofrer algumas alterações. Isso depende, evidentemente, do conselho arbitral, dos clubes da Série A, e já começamos a conversar a respeito disso."

Rubens Lopes ainda acumula o cargo de vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol.

Confira abaixo a nova gestão da FERJ:

Vice-Presidentes:

Cláudio de Albuquerque Mansur
Edmundo Rosa Souto
Felipe Michel
João de Deus Falcão Neto
José Luiz Martinelli
Jorge Teixeira Cardoso
Marcelo Carlos do Nascimento Vianna
Plínio Clóvis Jordão
Ronaldo Luiz Dias de Castro
Savio Franco Santos Junior


Membros Efetivos do Conselho Fiscal:

Adilson Ferreira
Daise Ferreira da Rocha
Luiz Bernardo de Lima Barros
Luiz Fernando Giancristoforo
Marcio de Lima Magalhães


Membros Suplentes do Conselho Fiscal:

Humberto Chaves Dias Junior
Jean Carlos Bastos Cardoso
José Roberto Franco Luz

02/05/2022

TÁ NO LIVRO, COM PAULO JORGE #33


Por: Paulo Jorge

É DE SELEÇÃO BRASILEIRA! 

1983 não remete a um grande ano com títulos para o Bonsucesso (rebaixado no Carioca), mas a temporada teve significado para um jogador em especial: Edson Souza. O ex-meia rubro-anil teve a honra de disputar o Pan-americano de Caracas com a camisa da Seleção Brasileira. 

Naquele ano, ele jogou ao lado de jogadores como Neto, ídolo do Corinthians, e Dunga, que posteriormente viria a ser capitão do tetracampeonato mundial nos Estados Unidos. Titular absoluto no Bonsucesso, o meio-campo acabou sendo convocado para o torneio. 

Comandado por Gilson Nunes, Edson foi titular na campanha do Brasil na Venezuela, que culminou com a medalha de bronze após ficar em terceiro no triangular final contra Uruguai (campeão) e Guatemala (prata). 

No torneio, só os melhores de cada grupo avançavam para a fase final. No Grupo B, o Brasil passou em primeiro com quatro pontos em dois jogos (vitórias sobre México e Argentina). 

Na fase final, porém, perdeu para o Uruguai, 1 a 0, e nem chegou a enfrentar a Guatemala já que a Celeste havia derrotado o time da América Central por 2 a 1.

Cria da base do clube, Edson Souza defendeu o Bonsucesso de 1971 a 1983, quando se transferiu para o Fluminense, conquistando o Carioca e o Brasileiro de 1984. Atualmente, ele é técnico de futebol aos 57 anos. Curiosamente, apesar de colecionar vários clubes no currículo, Edson Souza nunca dirigiu o Bonsucesso. 

Fase de Grupo - 15/08

Brasil 2x0 Argentina
Local: Estadio Brígido Iriarte, Caracas (Venezuela)
Gols: Marcus Vinícius e Heitor
Àrbitro: Carlos Alfaro (Costa Rica)
Cartões Amarelos: Moreno, Gutierrez e Paulinho

Brasil
Hugo, Heitor, Everaldo (Adalberto), Guto e Jorginho, Dunga, Édson Souza e Neto. Mauricinho (Paulo César), Marcus Vinícius e Paulinho. Técnico: Gilson Nunes

Argentina
Prono, Eugenio Gentile, Solaberrieta, Ceballos e Oscar Olivera. Theiler, Ariel Moreno e Ortega (Gutiérrez). Dezotti, Funes e Mario Bernio. Técnico: Carlos Pachamé


Fase de Grupo - 19/08

Brasil 1x0 México
Local: Estadio Brígido Iriarte, Caracas (Venezuela)
Gols: Heitor
Àrbitro: Mario Lira (Chile)
Cartão Amarelo: Moreno e Édson Souza

Brasil
Hugo, Heitor, Everaldo, Guto e Jorginho. Édson Souza, Dunga e Neto (Paulo Sérgio). Helinho, Marcus Vinícius e Paulinho. Técnico: Gilson Nunes

México
Fernández, José Ruiz (Valenzuela), Carlos Rodríguez, Raymundo Rodríguez e Zúñiga. Alejandro Frías, Antonio Osorio e Moreno. César Meza (Pijuán), Filiberto Méndez e Joel Ruiz. Técnico: Jesús Rodríguez


Fase Final - 23/08


Uruguai 1x0 Brasil
Local: Estádio Brígido Iriarte, Caracas (Venezuela)
Gols: Peirano
Àrbitro: Mario Lira (Chile)
Cartões Amarelos: Peirano e Rodriguez.

Uruguai
Sosa, Alvaro Pérez, Ostolaza, José Alberto Batista e Yeladián. Rabino, Rudy Rodríguez, Perdomo e Peirano. Víctor Púa e Luis Heimen (Martirena). Técnico: Óscar Tabárez


Confira a lista de convocados do Brasil:

Hugo [Flamengo], Heitor [Ponte Preta], Everaldo [Guarani], Guto [Flamengo] e Jorginho [América]. Édson Souza [Bonsucesso], Dunga [Internacional] e Neto [Guarani] (Adalberto [Flamengo]). Helinho [Botafogo] (Marquinhos [Guarani]), Marcus Vinícius [Atlético Mineiro] e Paulinho [Fluminense]. Técnico: Gilson Nunes

Fonte : Enciclopédia do Futebol - 1983