10/06/2022

ADEMILSON BRITO É O NOVO TÉCNICO DO BONSUCESSO PARA A SÉRIE B2


Ademilson Brito ao lado do filho em Portugal
Foto: Arquivo Pessoal


O Bonsucesso iniciou seu planejamento para a temporada 2022 na Série B2 e tem técnico novo. Ademilson Brito, de 58 anos, é o escolhido e já começou o trabalho essa semana junto à diretoria. O ex-jogador com passagens apenas por clubes de menor expressão terá a grande oportunidade na carreira para levar o Leão da Leopoldina à Terceira Divisão.

Como o Campeonato Carioca começa apenas em setembro, o treinador terá cerca de três meses para a montagem do elenco e início da pré-temporada. Formado em administração, Ademilson Brito começou sua carreira como técnico no projeto criado por ele no União, que revelou jogadores como Lucas Paquetá, Pedro, Reinier, Andrey, Guga, Evander e outros nomes que já vestiram a camisa de grandes clubes do Rio de Janeiro.

"A partir daí percebi a vocação pelas quatro linhas e procurei sempre me capacitar para a função. Fui treinador do Flamengo em 2010 da equipe sub-11 e no mesmo ano conquistei o Carioca sub-13 como auxiliar no Fluminense. Depois disso, treinei o Bangu sub-15 em 2014 e o Boavista sub-15 em 2015. Em 2016, recebi um convite para ser o observador-técnico de uma equipe em Portugal, onde acabei encerrando a temporada como treinador a pedido do presidente para livrar o clube do rebaixamento e o objetivo foi alcançado", disse Ademilson Brito em entrevista exclusiva ao Fanáticos pelo Cesso.

O novo técnico do Bonsucesso, que defendeu o Mentes do Desporto e União Serpense, em Portugal, também revelou que fez um intercâmbio em outro país da Europa após a experiência inicial em terras lusitanas.

"Ao final da época, fui para Inglaterra acompanhando meus dois filhos que são jogadores e com isso, aproveitei para estagiar numa equipe da 5ª Divisão Inglesa. Em 2019, retornei para Portugal, já na segunda metade da temporada para comandar uma equipe que também passava por dificuldades na tabela e mais uma vez conseguimos êxito. Depois, um convite para uma equipe nova também em Portugal, projeto ambicioso, onde fui contratado para acumular as funções de coordenador da base e treinador do Sênior (profissional), conseguindo alcançar a meta de subir a equipe em seu primeiro ano de vida. Com a pandemia, retornei ao Brasil", afirmou Ademilson completando:

"Já no Brasil, fui contratado para implantar as categorias de base da Desportiva Perilima em Campina Grande-PB, sendo campeão como treinador da Aldeia Cup sub-17, realizada em Recife, torneio que ocorreu no CT do Retrô com as principais equipes do Nordeste", afirmou.

Ademilson Brito tem a Licença C da UEFA e a Licença B no curso realizado da CBF Academy, na Granja Comary. No Brasil, será a primeira vez que comandará um time profissional.

"Fui convidado pelo Marcão, que era o responsável pela equipe sub-20 do Bonsucesso, e a amizade que tenho por ele, além da história que o clube possui me cativaram a aceitar o convite e esse novo desafio de ajudar o Bonsucesso", disse.


Ademilson Brito ao lado de Mário Jorge, técnico do sub-20 do Flamengo
Foto: Arquivo Pessoal

Ademilson não se eximiu da sua enorme responsabilidade no clube e conta com o apoio do torcedor em casa para que o Bonsuça tenha sucesso na Série B2 sob seu comando.

"A maior dificuldade será a competição em si, as dificuldades serão iguais para todos, mas isso não poderá ser impeditivo para tentarmos subir o Bonsucesso com toda dificuldade que o clube possui. Será um desafio enorme. Esse será meu principal objetivo, fazer com que o torcedor vá ao estádio e assista o seu time de uma forma diferente e sinta orgulho disso. Sabemos que o piso não será o ideal, mas não pode ser impeditivo para vencermos os jogos no Leônidas da Silva, se tiver que jogar no paralelepípedo, nosso time estará preparado pra isso", garantiu com discurso motivador.

O técnico do Bonsucesso explicou como pretende montar sua equipe para a temporada 2022.

"Teremos uma equipe jovem, com experiência pontuais e claro, estarei observando sempre a base e oportunizando aqueles que estejam aptos a contribuir. Não há uma base , iremos precisar montar uma equipe e já estamos trabalhando nisso. A competição começa em setembro e esperamos até meado de julho já estar com um grupo grande formado e os que chegarem depois disso serão atletas pontuais", balizou.

Com um orçamento enxuto, Ademilson Brito já avisou com quantos jogadores pretende trabalhar no ano.

"A ideia será trabalhar com no máximo 30 atletas. Comigo irá o professor Helvécio Pessoa, que será o coordenador da preparação física. O Chistiam (preparador físico) e o Kiko (preparador de goleiro) já fazem parte do clube. Provavelmente iremos em busca de um auxiliar técnico", afirmou.

Diante de um clube centenário, Ademilson Brito espera que a tradição do Bonsucesso prevaleça no Campeonato Carioca.

"Vejo todos da mesma forma, mas preciso que eles enxerguem o Bonsucesso de forma diferente, sei a camisa que irei representar e pretendo fazer dela nossa maior arma. Esse tipo de competição você precisa estar preparado pra tudo. É uma competição curta onde não há margem para erros e é nisso que vamos focar. Nossa torcida verá uma equipe sabendo competir de acordo com o adversário e o palco. Sou um treinador que gosta de ter o time jogando de forma equilibrada e agradável a aqueles que irão nos assistir. O campo será determinante para o modelo de jogo que teremos que apresentar, estejam certos que teremos um time", projetou.

Ademilson Brito afirmou que o seu acordo com a diretoria é verbal, mas não irá fugir da palavra junto ao Bonsucesso nesse trabalho embrionário até o início da competição.

"Sem dúvida nenhuma será o maior desafio da minha carreira, mas me sinto preparado. Será uma troca e nada como iniciar uma trajetória num clube como Bonsucesso, a missão chegou até a mim e terei que cumpri-la. Não tenho contrato, aceitei o desafio pela oportunidade que o clube está me confiando e pela amizade com a pessoa que me convidou e me apresentou a diretoria. Tenho certeza que se o meu Deus permitir levaremos o trabalho até o final".

Por fim, Ademilson Brito deixou um recado aos Fanáticos pelo Cesso.

"Sei o que o torcedor representa para o clube e sei também o que a equipe de futebol representa para eles. Conto com os Leões em cima da minha cabeça quando estivermos no Leônidas e ao meu lado quando estivermos fora da nossa casa para ajudar a empurrar a equipe. Preparem as bandeiras, os tambores e a garganta, estejam certos de que entregaremos o melhor para os Leões da Leopoldina, podem me cobrar, estarei sempre à disposição para interagir com todos. Vamos juntos em busca do acesso!", concluiu.


Ademilson Brito possui a Licença B da CBF
Foto: Arquivo Pessoal

07/06/2022

TÁ NO LIVRO, COM PAULO JORGE #36


Por: Paulo Jorge


ABRE A PORTEIRA!

2003 foi um ano de reconstrução para o Bonsucesso. O clube conquistou a Terceirona do Campeonato Carioca e durante essa campanha, o time aplicou uma goleada daquelas. O Jornal dos Sports destacou a vitória por 9 a 0 sobre o Coelho da Rocha, pelo Grupo D do Estadual. 

André Miquimba fez quatro, Vanderlan anotou dois e Marinho, Léo e Lins completaram o placar. O detalhe é que o adversário abandonou o campo antes do apito final, segundo a reportagem. 

O Araruama e o Clube da Paz desistiram de disputar a segunda fase do Carioca e foram eliminados. Mesmo com o vice-campeonato, o Mesquita também garantiu acesso junto ao Bonsucesso.

Fonte: Jornal dos Sports

31/05/2022

TÁ NO LIVRO, COM PAULO JORGE #35



Por: Paulo Jorge

Bonsucesso e Madureira é um clássico que não acontece desde 2015, mas é cheio de histórias. Enquanto o Madureira está estruturado na Primeira Divisão, o Rubro-Anil disputa apenas a Série B2 (4ª Divisão). O duelo entre os dois times sempre teve jogos marcantes e a vantagem é do Bonsuça no retrospecto geral. Foram 86 jogos com 36 vitórias para o Leão da Leopoldina, 23 empates e 27 vitórias do Tricolor Suburbano.

O primeiro confronto entre as duas equipes aconteceu no dia 11 de junho de 1937 e terminou com a vitória do adversário por 2 a 0. A maior goleada aplicada foi do Bonsucesso, que em 1946, enfiou um 6 a 0. O último confronto aconteceu no Carioca de 2015 e terminou 1 a 1.

O placar garantiu ao Madureira a Taça Rio, torneio disputado apenas entre os clubes de menor investimento naquela edição. O clube alcançava os 26 pontos e não poderia ser mais ultrapassado pelo Macaé, com 19. Apesar de ter quebrado a sequência de cinco vitórias do Madureira naquele Estadual, o Bonsucesso amargava a 12ª posição com oito pontos apenas e lutava contra mais um rebaixamento.

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Fonte: Biblioteca Nacional / O Gol

23/05/2022

TÁ NO LIVRO, COM PAULO JORGE #34


Clássico da Leopoldina não é disputado desde 2020
Foto: Buda Mendes

Por: Paulo Jorge

Já imaginou torcer para o Bonsuria ou o Olacesso? É apenas uma brincadeira, mas o nome poderia virar realidade a partir dos anos 40. Com a pacificação das ligas, o Olaria acabou sendo excluído do Campeonato Carioca em uma manobra política em 1937 e esse distanciamento atrapalhou os planos do clube de ascensão na Leopoldina. 

Através de João Lyra Filho, presidente da antiga CBD, em 1945, sugeriu-se a fusão do Olaria com o Bonsucesso para que a região tivesse um time competitivo. 

Porém, o então presidente do Olaria, Álvaro da Costa Mello - que dá nome a alguns prédios inclusive em Bonsucesso - rechaçou essa hipótese. Contando com o apoio de outros comerciantes da região e de um empréstimo junto à Caixa Econômica Federal, o estádio da Bariri foi construído em tempo recorde para receber até 12 mil torcedores, exigência essa para que o clube voltasse à elite e colocasse fim a essa ideia de se fundir ao 'rival' nos anos 40.

O Olaria atravessou um momento tão difícil que chegou a ter apenas seis sócios, mas superou toda a adversidade para sair por cima.

O Clássico da Leopoldina tem mais de um século de história, mas as equipes não se enfrentam desde 2020. Na ocasião, pela Série B1 do Estadual, o Olaria levou a melhor e venceu por 4 a 1. No geral, são 124 jogos com 47 vitórias do Olaria, 37 do Cesso e 40 empates.

O duelo contou com inúmeros craques que já vestiram até a camisa da Seleção Brasileira. Leônidas da Silva, Gradim, Pompéia, Cané, Esquerdinha, Nelinho, Murilo, Roberto Pinto e muitos outros excelentes jogadores já disputaram esse jogo que sempre mexeu com os torcedores.

Fonte: História do Alçapão da Bariri/Pedro Paulo  Vital

16/05/2022

BONSUCESSO VENCE POR WO NA ESTREIA DO CARIOCA SUB-20


O Bonsucesso não precisou se esforçar para vencer o Ceres na estreia do Carioca Sub-20 da Série B2. O Rubro-Anil venceu por WO já que o adversário não inscreveu o número mínimo de jogadores para a 1ª rodada do Estadual da categoria. O jogo seria realizado no Leônidas da Silva.

Outro time que sofreu sanções da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro por não cumprir o regulamento foi o Búzios pelo mesmo motivo. 

"Marcelo Carlos Nascimento Vianna, Diretor do Departamento de Competições da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, no uso das atribuições que lhe são conferidas no Estatuto e, 

Considerando que os filiados Ceres FC e SE Búzios não inscreveram atletas em número suficiente para a disputa da primeira partida do Campeonato Estadual da Série B2 da Categoria Sub20 de 2022, na forma preconizada pelos artigos 3º, I do respectivo REC; 

Considerando que nessas condições os clubes não terão como disputar suas partidas sem violar o disposto no artigo 214 do CBJD 

RESOLVE: Determinar a SUSPENSÃO do Ceres FC e da SE Búzios do Campeonato Estadual da Série B2 da Categoria Sub20 de 2022, ficando seus adversários e os árbitros dispensados do comparecimento aos próximos jogos programados para as equipes, até que os clubes regularizem as pendências. Esta resolução entra em vigor nesta data, revogadas as disposições em contrário."

O Bonsucesso volta a campo contra o Barra da Tijuca, domingo, às 15h, no Leão do Sul, pela segunda rodada do Campeonato Carioca Sub-20.

04/05/2022

RUBINHO É REELEITO E PERMANECE NA FERJ ATÉ ABRIL DE 2027


Rubens Lopes posa ao lado de dirigentes de Flamengo, Fluminense e Vasco
Foto: Úrsula Nery/FERJ

Na última semana, Rubens Lopes foi reeleito presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro no pleito com chapa única. Ele estará à frente da FERJ, portanto, até abril de 2027, no seu último mandato, seguindo a lei do PROFUT. Este será o sexto mandato de Rubinho.

O ex-presidente do Bangu substituiu Eduardo Vianna em 2007 - tão logo o ex-presidente da entidade faleceu - e não saiu mais do posto. O seu antecessor permaneceu por 22 anos no poder. Rubens Lopes será o segundo dirigente a permanecer por mais tempo na cadeira mais importante da Federação com 19 anos ininterruptos.

Dos quatro grandes do Rio, apenas o Botafogo não enviou representantes para a eleição na sede no Maracanã. Os presidente do Flamengo e Fluminense, Rodolfo Landim e Mario Bittencourt estiveram presentes. O Vasco foi representado pelo vice-geral Carlos Osório. 

Ao fim da aclamação, Rubens Lopes conversou com os jornalistas e falou sobre o formato do Campeonato Carioca para os próximos anos: 

"Os clubes é que decidem. Estamos estudando, isso ainda está em análise, quais foram os pontos negativos, o que pode ser melhorado. O Campeonato de 2023 começou no primeiro dia após que acabou o de 2022. Nós estamos pensando nisso, estamos trabalhando nisso e eu não posso dizer que a fórmula pode ser a mesma ou que ela vai sofrer algumas alterações. Isso depende, evidentemente, do conselho arbitral, dos clubes da Série A, e já começamos a conversar a respeito disso."

Rubens Lopes ainda acumula o cargo de vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol.

Confira abaixo a nova gestão da FERJ:

Vice-Presidentes:

Cláudio de Albuquerque Mansur
Edmundo Rosa Souto
Felipe Michel
João de Deus Falcão Neto
José Luiz Martinelli
Jorge Teixeira Cardoso
Marcelo Carlos do Nascimento Vianna
Plínio Clóvis Jordão
Ronaldo Luiz Dias de Castro
Savio Franco Santos Junior


Membros Efetivos do Conselho Fiscal:

Adilson Ferreira
Daise Ferreira da Rocha
Luiz Bernardo de Lima Barros
Luiz Fernando Giancristoforo
Marcio de Lima Magalhães


Membros Suplentes do Conselho Fiscal:

Humberto Chaves Dias Junior
Jean Carlos Bastos Cardoso
José Roberto Franco Luz

02/05/2022

TÁ NO LIVRO, COM PAULO JORGE #33


Por: Paulo Jorge

É DE SELEÇÃO BRASILEIRA! 

1983 não remete a um grande ano com títulos para o Bonsucesso (rebaixado no Carioca), mas a temporada teve significado para um jogador em especial: Edson Souza. O ex-meia rubro-anil teve a honra de disputar o Pan-americano de Caracas com a camisa da Seleção Brasileira. 

Naquele ano, ele jogou ao lado de jogadores como Neto, ídolo do Corinthians, e Dunga, que posteriormente viria a ser capitão do tetracampeonato mundial nos Estados Unidos. Titular absoluto no Bonsucesso, o meio-campo acabou sendo convocado para o torneio. 

Comandado por Gilson Nunes, Edson foi titular na campanha do Brasil na Venezuela, que culminou com a medalha de bronze após ficar em terceiro no triangular final contra Uruguai (campeão) e Guatemala (prata). 

No torneio, só os melhores de cada grupo avançavam para a fase final. No Grupo B, o Brasil passou em primeiro com quatro pontos em dois jogos (vitórias sobre México e Argentina). 

Na fase final, porém, perdeu para o Uruguai, 1 a 0, e nem chegou a enfrentar a Guatemala já que a Celeste havia derrotado o time da América Central por 2 a 1.

Cria da base do clube, Edson Souza defendeu o Bonsucesso de 1971 a 1983, quando se transferiu para o Fluminense, conquistando o Carioca e o Brasileiro de 1984. Atualmente, ele é técnico de futebol aos 57 anos. Curiosamente, apesar de colecionar vários clubes no currículo, Edson Souza nunca dirigiu o Bonsucesso. 

Fase de Grupo - 15/08

Brasil 2x0 Argentina
Local: Estadio Brígido Iriarte, Caracas (Venezuela)
Gols: Marcus Vinícius e Heitor
Àrbitro: Carlos Alfaro (Costa Rica)
Cartões Amarelos: Moreno, Gutierrez e Paulinho

Brasil
Hugo, Heitor, Everaldo (Adalberto), Guto e Jorginho, Dunga, Édson Souza e Neto. Mauricinho (Paulo César), Marcus Vinícius e Paulinho. Técnico: Gilson Nunes

Argentina
Prono, Eugenio Gentile, Solaberrieta, Ceballos e Oscar Olivera. Theiler, Ariel Moreno e Ortega (Gutiérrez). Dezotti, Funes e Mario Bernio. Técnico: Carlos Pachamé


Fase de Grupo - 19/08

Brasil 1x0 México
Local: Estadio Brígido Iriarte, Caracas (Venezuela)
Gols: Heitor
Àrbitro: Mario Lira (Chile)
Cartão Amarelo: Moreno e Édson Souza

Brasil
Hugo, Heitor, Everaldo, Guto e Jorginho. Édson Souza, Dunga e Neto (Paulo Sérgio). Helinho, Marcus Vinícius e Paulinho. Técnico: Gilson Nunes

México
Fernández, José Ruiz (Valenzuela), Carlos Rodríguez, Raymundo Rodríguez e Zúñiga. Alejandro Frías, Antonio Osorio e Moreno. César Meza (Pijuán), Filiberto Méndez e Joel Ruiz. Técnico: Jesús Rodríguez


Fase Final - 23/08


Uruguai 1x0 Brasil
Local: Estádio Brígido Iriarte, Caracas (Venezuela)
Gols: Peirano
Àrbitro: Mario Lira (Chile)
Cartões Amarelos: Peirano e Rodriguez.

Uruguai
Sosa, Alvaro Pérez, Ostolaza, José Alberto Batista e Yeladián. Rabino, Rudy Rodríguez, Perdomo e Peirano. Víctor Púa e Luis Heimen (Martirena). Técnico: Óscar Tabárez


Confira a lista de convocados do Brasil:

Hugo [Flamengo], Heitor [Ponte Preta], Everaldo [Guarani], Guto [Flamengo] e Jorginho [América]. Édson Souza [Bonsucesso], Dunga [Internacional] e Neto [Guarani] (Adalberto [Flamengo]). Helinho [Botafogo] (Marquinhos [Guarani]), Marcus Vinícius [Atlético Mineiro] e Paulinho [Fluminense]. Técnico: Gilson Nunes

Fonte : Enciclopédia do Futebol - 1983

28/04/2022

RUBENS LOPES SERÁ REELEITO PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO DO RIO


Rubens Lopes concorre com chapa única à presidência da FERJ
Foto: Úrsula Nery/FERJ


Rubens Lopes será declarado o 'novo presidente' da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro para mais quatro anos no período de abril de 2023 até abril de 2027. A chapa 'Todos pelo Futebol do Rio' encabeçada pelo atual presidente foi a única a se inscrever para o pleito que acontece nesta sexta-feira na sede da entidade. 

Rubinho está na principal cadeira da FERJ desde 2006, quando substituiu Eduardo Vianna, apelidado de Caixa D´Água. Na lista apresentada da nova composição da entidade, o Diretor de Competições Marcelo Vianna será também um dos vice-presidentes. 

O vereador Felipe Michel também foi convidado para participar da administração. Ele é ex-secretário municipal de Marcelo Crivella, tendo comandado a pasta de Envelhecimento Saudável e fará parte desta seleta lista de dez vices da Federação.

Entre eles, estão Sávio Franco, ex-CEO do Centro de Operações no mandato anterior de Eduardo Paes, e Ronaldo Castro (radialista). Cláudio Mansur, Edmundo Souto, João de Deus Falcão Neto, José Martinelli, Jorge Cardoso e Plínio Jordão completam os nomeados.

Rubens Lopes teve adversário em um pleito somente em 2018. Ele concorreu contra Márcio Duba, filho de Elias Duba (presidente do Madureira), mas venceu com facilidade com 263 votos, contra 39. 

Rubens Lopes também acumula a função de vice-presidente da CBF após a eleição de Ednaldo Rodrigues em 2022. 

25/04/2022

TÁ NO LIVRO, COM PAULO JORGE #32


Por: Paulo Jorge

FALA, PRESIDENTE!

A temporada de 1959 iria começar e o presidente Tadeu Macedo estava esperançoso por uma ótima campanha. O Bonsucesso é uma entidade cultural, que carrega em si a cultura do suburbano, a luta diária pela sobrevivência em um mundo que tenta ao máximo expurgar a minoria e o dirigente desejava mudar de vez o quadro de 'pequeno e tradicional', tornando o clube forte e competitivo. 

Na entrevista para a Revista do Esporte, Tadeu Macedo relatava que assumiu o time no ano anterior e encontrou um clube cheio de problemas e com poucos esportes sendo praticados: futebol de campo nas categorias profissional, amador e juniores e futebol de salão. Ele desejava que o clube fosse poliesportivo, com outras modalidades em seu quadro. 

Em menos de um ano, essa nova diretoria já mostrou serviço: as equipes de futsal foram muito bem nos campeonatos, conseguiram levar o Torneio Início para Teixeira de Castro e passaram da fase eliminatória do Campeonato Carioca (terminou o Cariocão em 10º) e fizeram vários investimentos em melhorias no estádio e materiais esportivos aos atletas.

"Esta diretoria ao assumir as rédeas do clube, em fevereiro de 1958, encontrou o Bonsucesso disputando somente o futebol profissional, aspirante e amador, e o futebol de salão em duas categorias. Por esta administração, foram aumentados os esportes praticados, bem como criadas novas seções esportivas com real sucesso, especialmente o ciclismo, que já conseguiu obter expressivas vitórias no Campeonato Carioca de Ciclismo, recentemente iniciado. No futebol de Salão, o Bonsucesso fez bonito no campeonato passado, colocando-se bem em três categorias. Quanto a 'menina dos olhos' do clube - a seção infanto-juvenil de futebol - conseguimos levantar o Torneio Início de 1959 e, na fase de eliminação do Campeonato Carioca, fomos os segundos da nossa série", disse o presidente. 

Os investimentos foram intensos, ele desejava construir um Bonsucesso forte, não apenas aquele time que abastecia os maiores, mas queria que a equipe fosse robusta para manter-se entre os melhores. 

"Na parte do futebol profissional, o nosso vice-presidente, Álvaro Robin Romano, auxiliado pelo seu diretor e técnico, Daniel Pinto, já há muito vêm se dedicando à formação de um quadro de profissionais que defenderá o prestígio e as tradições do Bonsucesso, procurando obter uma colocação honrosa no campeonato que se aproxima." 

Vários jogadores foram contratados para o ano: Zé Maria, Jacaré, Renato, Antoninho, Brandãozinho, Jorge, Beto, Augusto, Jair, Lincoln, Artoff, Nico, Mazzola, Helinho, Yedo, Russo, Ivo, Adelino, Stelino e Valter. Junto a eles se juntaria diversos jogadores da base, mesclando juventude e experiência. 

"Ainda na parte profissional, mantêm o departamento uma escola de futebol, onde aqueles que mais se destacam são escolhidos para integrar os quadros de amadores, aspirantes e profissionais. Esta escola possui sua torcida própria, que comparece todas às sextas às 15h aos jogos, a fim de incentivar seus quadros preferidos. A finalidade é formar valores e burilar pequenos craques. Estamos selecionando goleiros, laterais-direitos, médios e pontas, a fim de podermos contar com uma formação ideal para o campeonato que se aproxima. Teremos ainda um bom quadro de aspirantes, que praticamente já está delineado e que muita dor de cabeça irá dar aos nossos contendores, pois a rapaziada é toda nova e vem treinando quase diariamente desde fevereiro", afirmou o presidente. 

Se a situação atual é complicada financeiramente para o Bonsucesso, no século passado o cenário não era tão difícil. O clube fechou 1958 no 'azul', sobrando pouco dinheiro - é verdade -, mas deixando o clube zerado em dívidas com uma arrecadação de C$5.757.343,00 e gastando C$3.704.916. 


Fonte: Revista do Esporte/Biblioteca Nacional (1959)

14/04/2022

TÁ NO LIVRO, COM PAULO JORGE #31


Por: Paulo Jorge

Em 1960, o Campeonato Carioca chegava na última rodada com o America campeão e o Bonsucesso longe do risco de rebaixamento. Mesmo assim ainda tinha espaço para uma 'bulha' com o Botafogo. O Alvinegro, que não lutava pelo título no torneio de pontos corridos, gostaria de fazer uma das inúmeras excursões na década. A diretoria chegou a acordar o valor de 100 mil cruzeiros com o clube da Leopoldina, mas não efetuou o pagamento como combinado para que a partida pudesse ser antecipada.

Revoltados com a obrigação dentro do Estadual, o Botafogo prometeu uma vingança com goleada no Maracanã pela postura do Bonsuça. O time de Paulo Amaral entrou completo com direito a participação do goleiro Manga além dos não menos lendários Garrincha, Didi, Quarentinha e Amarildo.

Pra quem foi ao estádio, saiu com a satisfação de um grande jogo. O Bonsucesso acabou perdendo por 5 a 3, mas a goleada prometida pelos alvinegros passou longe de acontecer. Confira abaixo a ficha técnica desse jogo histórico em 17 de dezembro de 1960.

Bonsucesso 3x5 Botafogo

Local: Maracanã
Juiz: Walter Gama de Castro
Auxiliares: Francisco Ferreira e Lino Teixeira
Renda: Cr$ 58.259,00
Gols: Manuel 20', Quarentinha 55', 58' e 60', Manuel 69', Garrincha 73', Quincas, China 87'

Bonsucesso: Bruno, Bibi, Severiano e Mirinho; Silvio e Adelino; Augusto, Manoel, Pingo, Cassiano (Beto) e Quincas. Técnico: Gradim

Botafogo: Manga, Cacá, Zé Maria e Chicão (Brazão); Pampolini e Jorge; Garrincha, Didi, China, Quarentinha e Amarildo. Técnico: Paulo Amaral.

Obs: Aos 80', Quarentinha contundiu-se deixando o campo para não mais voltar


Confira sempre a coluna 'Tá no Livro', com o historiador Paulo Jorge. O resgate do passado do Bonsucesso é no Fanáticos pelo Cesso! Deixe seu comentário e compartilhe!

Fonte: A Luta Democrática, Blog do Marcão e Biblioteca Nacional