02/03/2022

FERJ DEFINE FORMATO E INÍCIO DA SÉRIE A2 DO CAMPEONATO CARIOCA


Marcelo Vianna, diretor de competições da FERJ
Foto: Úrsula Nery/FERJ


A Série A2 do Campeonato Carioca começará no dia 30 de abril e terá a repetição do formato das últimas edições com a Taça Santos Dumont e a Taça Corcovado antes do Turno Final. Os 12 times estão divididos em dois grupos:

Grupo A: America, Cabofriense, Angra dos Reis, Americano, Macaé e Olaria

Grupo B: Friburguense, Gonçalense, Maricá, Sampaio Correa, Artsul e o rebaixado da Série A

No primeiro turno, os clubes se enfrentam em turno único dentro do próprio grupo. Já na Taça Corcovado, os confrontos são entre os grupos A e B sem returno.

Os dois melhores de cada grupo avançam às semifinais dos turnos através de cruzamento olímpico, em partida única. As equipes que se classificaram em primeiro terão direito a jogar em casa e a vantagem do empate para avançar à final (jogo único).

A FERJ definiu que para a partida final da Taça Santos Dumont será sorteado o mando de campo e não haverá vantagem de pontos para nenhuma das associações.

A campeã da Taça Santos Dumont e a campeã da Taça Corcovado jogarão a final em duas partidas, em sistema de ida e volta, sem vantagem de pontos e saldo de gols para nenhuma delas.

A associação campeã de turno melhor classificada no somatório de pontos obtidos nos dois turnos (Taça Santos Dumont e Taça Corcovado), aplicados os critérios de desempate, quando couber, terá direito a escolha do mando de campo da primeira ou da segunda partida da final.

O artigo mais polêmico do Estadual está mantido em mais uma edição: Caso uma única equipe seja cam

peã da Taça Santos Dumont e da Taça Corcovado, e uma associação tenha obtido maior número de pontos do que a campeã, no somatório de pontos das partidas dos Grupos A e B da Taça Santos Dumont e Taça Corcovado, a final será realizada entre a campeã dos dois turnos e o clube que tenha obtido o maior número de pontos ganhos do que a campeã, aplicados os critérios de desempate, em caso de mais de uma associação obter o maior número de pontos do que a campeã dos turnos.Caso uma mesma associação seja campeã da Taça Santos Dumont e da Taça Corcovado, e nenhuma outra associação a supere em pontos ganhos nas partidas dos Grupos A e B da Taça Santos Dumont e Taça Corcovado, a equipe vencedora dos dois turnos será declarada campeã estadual, sem a necessidade da realização da final.

O lanterna na classificação geral do Carioca, que correspondem ao somatório de pontos obtidos nos grupos A e B, estará submetida ao descenso para a Série B1 e, obrigatoriamente em sequência, participará do seu respectivo campeonato, independentemente do lapso temporal entre o término do campeonato da Série A2 e o início do Campeonato da Série B1.

Importante frisar que na temporada de 2023, estarão submetidas ao descenso as duas últimas associações na classificação geral do campeonato.

24/02/2022

TÁ NO LIVRO, COM PAULO JORGE #27



Por: Paulo Jorge


RENÚNCIA E SOLUÇÃO NO BONSUCESSO

A Tribuna de Imprensa, em 1945, trazia no seu periódico a surpreendente renúncia do então presidente Afonso Lobo Leal, figura importantíssima para a construção do novo estádio. Perante o cenário, o Conselho Deliberativo do Bonsucesso reuniu-se para definir quem seria o novo presidente.

Em 9 de agosto daquele ano, o CODE definia que Domingos Vassalo Caruso, grande personagem da Zona da Leopoldina, seria o substituto (temporário) até que se chegasse ao novo nome em consenso. Na quarta-feira seguinte, optou-se por Manoel Valentim Cabalero, o novo presidente rubro-anil.

Cabalero era um uruguaio radicado no Rio de Janeiro e com alta capacidade de negociação para o clube no século passado e grandes serviços prestados ao Bonsucesso. Foi ele quem ao lado de Aníbal Bastos, então diretor de futebol, contratou Leônidas da Silva. Cabalero também foi responsável pela aquisição de Gentil Cardoso para comandar o time e sob sua influência, em pouco tempo o time já possuía sete jogadores negros, algo muito descriminalizado à época.

Não nos esqueçamos que Gradim, outro ídolo da história do Bonsucesso, também foi contratado por interferência de Manoel Cabalero após o jogador chegar ao clube para disputar apenas um torneio de três partidas.

Porém, engana-se quem acredite que Manoel Cabalero tenha sido apenas um dirigente na história centenária do Bonsucesso. Ele também dirigiu a equipe na década de 30. No antigo estádio na Praça de Desportos da Estrada Norte em 6 de abril de 1930, o Bonsuça perderia para o Flamengo por 3 a 1, na estreia do Carioca (AMEA). Cássio, China, Nilton e Vicentino fizeram os gols da partida. 

Flamengo: Amado, Hermínio e Cassilandro; Penha, Darcy Martins e Pedro Fortes; Nilton, Vicentino, Eloy, Agenor e Cássio (Rochinha). Técnico: Amado Benigno.

Bonsucesso: Medonho, Ary II e Heitor; Nico, Eurico e Cláudio; Arubinha, Badu (Neco), Gradim, Bida e China. Técnico: Manoel Valentim Cabalero.   



Fonte: Tribuna de Imprensa (11 de Agosto - Página 7) / Livro: Consagrado no Gramado: A História dos 110 anos do Futebol do Flamengo (Roberto Assaf)

22/02/2022

"O BONSUCESSO ESTÁ COM TUDO..."


Revista Placar destaca bom início de trabalho do clube em 1975
Foto: Reprodução

O Bonsucesso está na 4ª Divisão do Campeonato Carioca atualmente, mas em 1975 a conceituada Revista Placar destacava a importância do clube no cenário estadual e que incomodava o rival Olaria na Leopoldina e o colocava no pelotão de frente do Rio de Janeiro.

A manchete da matéria destacava que o Rubro-Anil tinha 21 mil sócios! Isso mesmo: 21 mil sócios! O que representava a força do Bonsuça no século passado na Zona Norte. Além disso, a publicação informava que o clube tinha em caixa 700 mil cruzeiros para investimentos. 

Em março (1975), a Placar dizia que o Bonsucesso tinha um departamento de futebol qualificado e com as despesas devidamente programadas até agosto. Com uma categoria de base imponente e reforços pontuais, o time começara aquele Campeonato Carioca invicto nos três primeiros jogos e via o Olaria mal das pernas: "O Bonsucesso está com tudo e não está prosa".

Tamanha era a expectativa por aquela temporada que o clube era tido como um dos postulantes a vaga no Campeonato Brasileiro, mas a questão política com a antiga CBD colocou água no chope.

"Os convites são e continuarão a ser políticos. Eu jamais farei pedidos à CBD. Ela tem obrigação de observar os clubes, como observou o Guarani. Falo de futebol, de time, não de clube ou patrimônio. Por que convidar o Americano, de Campos. Por quê? É um convite político. O Americano entra  no lugar do Olaria. E quem vai mostrar contra os clubes dos centros maiores? Vamos trabalhar sério. Talvez a CBD entenda o nosso propósito", disse Paulo Ribeiro, ex-diretor de futebol à Placar.

Com um departamento de futebol autônomo, o Bonsucesso foi com tudo no mercado em busca de reforços. E não foram quaisquer nomes. Sob o comando do técnico Velha, os dirigentes trouxeram jogadores como Samarone, Adãozinho, Marco Antonio, Mickey e Valdir, todos com passagens pelos grandes clubes do Rio de Janeiro.

A Revista Placa destacou que Paulo Ribeiro tinha três pilares para o sucesso do Bonsucesso e um deles era acreditar que a torcida abraçaria a causa pelo alto número de sócios, que poderiam prestigiar os jogos dentro e fora de casa e que os juízes não praticariam 'má fé' contra o Leão da Leopoldina. Inclusive palestras foram feitas com árbitros, entre eles, Arnaldo Cézar Coelho.

O início realmente foi animador. Apesar do empate com o Campo Grande, na Teixeira de Castro, por 1 a 1, o Bonsucesso venceu o Vasco em São Januário, 1 a 0, na 2ª rodada (estreias de Samarone e Marco Antonio) e no jogo seguinte, empatou com o Flamengo em 0 a 0 (estreias de Adãozinho e Mickey).

Incomodados com o estilo de jogo do Bonsuça, Velha, que começou sua carreira como auxiliar de Gentil Cardoso em 1956, se defendeu: 

"Sei e todos sabem que Flamengo, Fluminense, Vasco, America e Botafogo têm mais valores do que o Bonsucesso. Então, se me atacam, tenho de me defender. Antes, o Bonsucesso era atacado sem bola. Ano passado, Abel (Braga), zagueiro do Fluminense, fez dois gols de cabeça na gente. Por quê? Porque ninguém se preocupava com o nosso ataque. Por isso todos nos atacavam com oito ou até nove jogadores. E nossa defesa que se virasse. Agora, temos atacantes que resolvem. Se a defesa adversária sair, leva gol. O que me irrita é ouvir certos treinadores nos acusarem de jogar na retranca. Ora, isso é desculpa. O Jouber disse que o Bonsucesso se realizara com o empate, que somos time pequeno. O melhor que ele poderia fazer seria corrigir os erros do seu time. Ele precisa é ter mais respeito pelo Bonsucesso. 

Raul Quadros que escrevera a matéria retratava: "Mais do que nunca certo de que é um clube grande. Um clube que não atrasa salários - tem até data certa para pagá-los: o dia dez de cada mês - e nada deixar faltar aos seus jogadores".

A realidade atual é diferente. Com muitos problemas financeiros e dívidas nas costas, o clube se mantém de pé por ser uma associação sem fins lucrativos, mas carrega processos trabalhistas incontáveis e uma queda vertiginosa no quadro de sócios ao longo das décadas.

Em 1975, o Bonsucesso terminou o 1º Turno do Carioca em 6º, mas no 2º Turno acabou em penúltimo entre 12 times. No ano passado, na Série B2, o clube foi o 7º sem avançar às semifinais e amarga uma triste realidade distante dos holofotes da elite.  

16/02/2022

VAI COMEÇAR A SÉRIE A2 DO CARIOCA

Rubens Lopes convoca arbitral do Carioca da Série A2
Foto: Úrsula Nery/FFERJ


A FERJ convocou os clubes da Série A2 do Carioca para participarem da Reunião do Conselho Arbitral a ser realizada no dia 22 de fevereiro (terça-feira), às 15h, na sede da entidade, no Maracanã, com o objetivo de analisar, debater e votar os temas constantes da seguinte ordem do dia: 

1) Campeonato Estadual de Profissionais da Série A2 de 2022: 

a) Regulamento;
b) Tabela;
c) Transmissões;
d) Protocolo de segurança e operação dos jogos;

2) Assuntos Gerais.

Os filiados deverão se fazer presentes mediante o comparecimento de apenas um representante, preferencialmente seu presidente, ressaltando-se que além das medidas já adotadas de sanitização ambiental, distanciamento, uso de máscaras, disponibilização de álcool gel e outras, de acordo com as recomendações das autoridades de saúde no combate à disseminação da COVID-19, todos os participantes deverão, ao chegar à FERJ, ser submetidos ao questionário clínico epidemiológico, sendo imperativo para a entrada nas dependências a ausência de dados sugestivos de contagiosidade.

Vão disputar a competição em 2022: Cabofriense, America, Americano, Angra dos Reis, Artsul, Friburguense, Gonçalense, Macaé, Maricá, Olaria e Sampaio Correa. Apenas um dos clubes se garante na elite do futebol carioca no ano seguinte. 

A Segunda Divisão do Estadual tem previsão para começar no mês de maio.

15/02/2022

TÁ NO LIVRO, COM PAULO JORGE #26



Por: Paulo Jorge


O DIA QUE O BONSUÇA “AMASSOU” O VASCO!

Em 1953, Sylvio Pirillo aceitou o enorme desafio de ser treinador do Bonsucesso. Segundo as reportagens da época (Jornal Flan), o salário do novo treinador rubro-anil era considerado extremamente baixo para os padrões do futebol naquela década. De acordo com a publicação, Pirillo recebia apenas 12 mil cruzeiros mensais.

A passagem pelo clube durou até 1955, quando começou a rodar o Brasil por outros times. Na chegada à Teixeira de Castro, Pirillo apostou alto em um elenco disposto a dar a vida para conseguir bons resultados e mostrar valor no futebol carioca.

Exemplo disso foram alguns resultados contra os gigantes clubes do nosso estado. Um empate em São Januário contra o Vasco ganhou destaque nos recortes de jornais. E não foi qualquer jogo. Foi uma partida muito movimentada e com muitos gols. Seis para ser mais exato!

O Vasco jogou muito bem, mas para Pirillo foi o Bonsucesso que teve um jogo perfeito e a igualdade acabou sendo até injusta naquele dia. Pelo Carioca, Soca, duas vezes, e Nicola fizeram os gols do Leão da Leopoldina. Alvinho, duas vezes, e Sabará marcaram para os donos da casa. O jogo foi apitado por Mário Vianna, que posteriormente - no fim da década de 60 - se tornaria comentarista de arbitragem na Rádio Globo. Confira abaixo a ficha do jogo: 

VASCO 3X3 BONSUCESSO

Campeonato Carioca: 1º Turno - 7ª Rodada
Data: 23/08/1953
Local: São Januário
Público:
Renda: Cr$ 39.191,00
Árbitro: Mário Gonçalves Vianna

Vasco: Ernâni, Mirim, Bellini, Ely, Danilo, Jorge, Sabará, Maneca, Ipojucan, Pinga e Alvinho.
Técnico: Flávio Costa

Bonsucesso:
Ari, Duarte, Mauro, Urubatão, Décio, Serafim, Nicola, Jofre, Simões, Soca e Bené. Técnico: Sylvio Pirillo

Gols do Vasco: Alvinho (2) e Sabará
Gols do Bonsucesso: Soca (2) e Nicola



Fonte: Jornal Flan (1953)

03/02/2022

TÁ NO LIVRO, COM PAULO JORGE #25


Por: Paulo Jorge
 

BONSUCESSO NA SELEÇÃO

A seleção Brasileira de Futebol que representou o país pela primeira vez nas Olimpíadas de Helsinki, na Finlândia, em 1952, foi formada basicamente por jogadores amadores. Mas, onde o Bonsucesso se encaixa nessa história? Pois bem, o zagueiro Waldir foi o representante do clube da Leopoldina no torneio.

A campanha foi até considerada boa. Foram duas vitórias e um empate. O Brasil ganha na fase preliminar da Holanda por 5 a 1 e passa por Luxemburgo por 2 a 1, mas quando enfrenta a Alemanha Ocidental, pelas quartas de final, mesmo abrindo 2 a 0 no tempo normal, os alemães buscaram o empate no fim do jogo e venceram na prorrogação por 4 a 2.

O time era formado por Carlos Alberto, Mauro e Waldir; Edson, Adesio e Zózimo; Milton Bororó, Humberto, Larry, Vavá e Jansen. Seis anos depois, Zózimo, Vavá e Humberto Tozzi conquistaram o bicampeonato mundial com a Seleção Principal.

Oficialmente todos os atletas eram amadores, por isso, integravam a Seleção Brasileira, mas muitos deles já tinham uma ”ajuda de custos” e contratos de “gaveta”.

Vavá, pelo que consta, ganhava 4 mil cruzeiros como amador; Jansen sempre foi amador, mas sua transferência custou caro como se fosse um passe; Larry, outro incluído no “amadorismo", tinha mordomias para a época através de sócios do Fluminense. Já Waldir, como militar não tinha contrato, entretanto, recebia um “presente mensal.”

Acompanhe sempre a coluna 'Tá no Livro', com o historiador Paulo Jorge. Siga as redes sociais do Fanáticos pelo Cesso no Facebook e no Instagram!



JOGOS OLÍMPICOS DE 1952


BRASIL 5x1 HOLANDA

Data: 16 de julho de 1952

Local: Estádio Municipal, em Turkku (Finlândia).

Público: 9.809 pagantes.

Árbitro: Giorgio Bernardi (Itália).

Gols: Van Roessel, aos 14; Humberto Tozzi, aos 25; Larry (pênalti), aos 32; Larry, aos 35; Jansen, aos 81; Vavá, aos 85.

BRASIL: Carlos Alberto (Vasco da Gama-RJ), Waldir (Bonsucesso-RJ), Mauro Rodrigues (Fluminense-RJ) e Zózimo (Bangu-RJ); Adesio (Vasco da Gama-RJ) e Édson (Bangu-RJ); Mílton
(Fluminense-RJ), Humberto Tozzi (São Cristóvão-RJ), Larry (Fluminense-RJ), Vavá (Vasco da Gama-RJ) e Jansen (Vasco da Gama-RJ). Técnico: Newton Alves Cardoso.

HOLANDA: Peter Kraak, Johannes Odenthal e Jacques Alberts; Abraham Wiertz, Marinus Terlouw e Louis Biesbrouck; Piet van der Kuil, Marinus Bennars, Johannes Van Roessel, Johannes Mommers e Mathisj Clavan. Técnico: não disponível.



BRASIL 2x1 LUXEMBURGO

Data: 20 de julho de 1952

Local: Park Stadium, em Kotka (Finlândia).

Público: 6.776 pagantes.

Árbitro: Marijan Matancic (Iugoslávia).

Gols: Larry, aos 42; Humberto Tozzi, aos 49; Julien Gales, aos 86.

BRASIL: Carlos Alberto (Vasco da Gama-RJ), Waldir (Bonsucesso-RJ), Mauro Rodrigues (Fluminense-RJ) e Zózimo (Bangu-RJ); Adesio (Vasco da Gama-RJ) e Édson (Bangu-RJ); Mílton
(Fluminense-RJ), Humberto Tozzi (São Cristóvão-RJ), Larry (Fluminense-RJ), Vavá (Vasco da Gama-RJ) e Jansen (Vasco da Gama-RJ). Técnico: Newton Alves Cardoso.

LUXEMBURGO: Fernand Lahure, Camille Wagner e Leon Spartz; Jean Jaminet, Michel Reuter e Fernand Guth; François Muller, Joseph Roller, Julien Gales, Victor Nuremburg e Leon
Letsch. Técnico: não disponível.



BRASIL 2x4 ALEMANHA OCIDENTAL

Data: 24 de julho de 1952

Local: Estádio Olímpico, em Helsinki (Finlândia).

Público: 11.451 pagantes.

Árbitro: Arthur Ellis (Inglaterra).

Gols: Larry, aos 12; Zózimo, aos 74; Schröder, aos 75; Klug, aos 89.

Prorrogação: Zeiter, aos 96; Schröder, aos 119.

BRASIL: Carlos Alberto (Vasco da Gama-RJ), Waldir (Bonsucesso-RJ), Mauro Rodrigues (Fluminense-RJ) e Zózimo (Bangu-RJ); Adesio (Vasco da Gama-RJ) e Édson
(Bangu-RJ); Mílton (Fluminense-RJ), Humberto Tozzi (São Cristóvão-RJ), Larry (Fluminense-RJ), Evaristo (Flamengo-RJ) e Jansen (Vasco da Gama-RJ). Técnico: Newton Alves
Cardoso.

ALEMANHA OCIDENTAL: Rudolf Schönbeck, Hans Eberle, Herbert Jaeger, Kurt Sommerlatt e Herbert Schäfer; Alfred Post e Ludwig Hinterstocker; Georg Stollenwerk, Johann Zeitter, Willi Schröder e Karl Klug. Técnico: não disponível.


Fonte: O Globo, CBF e Flan - Jornal da Semana

16/01/2022

'NA LEOPOLDINA EM CADA ESQUINA QUEM DOMINA É O BONSUCESSO'


Fanático que se preze pelo Bonsucesso sabe o hino do início ao fim. Mas, talvez, você não saiba que o compositor do hino mais famoso da Leopoldina tenha sido Lamartine Babo, um dos maiores gênios e personalidades do século passado no Rio de Janeiro. 

Nascido em 10 de janeiro de 1904, ele era um dos doze filhos de Leopoldo Azeredo Babo e Bernarda Preciosa Gonçalves, sendo um dos três que chegaram à idade adulta. Apesar de torcedor do America, o músico foi responsável pela criação dos hinos de 11 clubes do estado. O único fora da cidade era o Canto do Rio, de Niterói. 

A composição de cada hino não oficial (porém que veio para ficar) ocorreu em 1949 com patrocínio do programa de rádio Trem da Alegria, que lançou LPs de cada um dos clubes que disputavam o Campeonato Carioca daquele ano.

Boêmio, Lamartine jamais se casou. Se dedicou a música e a cultura com inúmeras marchinhas de carnaval que estão na boca do povo até hoje na festa mais popular do planeta. Braguinha era grande amigo de 'Lalá' e dizia: "Costumo dividir o carnaval em duas fases: Antes e depois de Lamartine".

Apesar de frequentador da Tijuca, Lamartine foi homenageado pela Imperatriz Leopoldinense em 1981, quando conquistou seu primeiro bicampeonato com o enredo "O teu cabelo não nega", de Arlindo Rodrigues, uma homenagem ao compositor. Em 2020, a escola reeditou o enredo, com o nome de "Só Dá Lalá", para voltar à elite do carnaval carioca.

Anos atrás, o Globo Esporte, da TV Globo, divulgou um documentário em dois capítulos sobre a obra e vida de Lamartine Babo. Confira abaixo a letra do hino do Bonsucesso e os vídeos:

Para a torcida rubro-anil
Palmas eu peço (clap! clap!)
Na Leopoldina em cada esquina
Quem domina é o Bonsucesso
Lá surgiu um jogador sensacional
Surgiu Leônidas, o maioral!
Quando a turma joga em casa
A linha arrasa
Que baile... Que troça!
A torcida grita em coro
Não há choro
A vitória hoje é nossa


24/12/2021

FANÁTICOS PELO CESSO APRESENÇA BALANÇO E DESEJA UM FELIZ NATAL


O blog Fanáticos pelo Cesso fecha a temporada 2021 com 146 postagens, um acréscimo de 77 publicações em relação ao ano anterior e mais de 700 mil visualizações. Criado em 2007, a página é a voz do torcedor e tem sido um resgate da história do tradicional clube da Leopoldina com a coluna 'Tá no Livro', com Paulo Jorge. 

Em 2021, o Fanáticos pelo Cesso também esteve nas redes sociais. Além da página no Facebook, o canal no instagram também superou a marca de mil seguidores ao longo de 135 publicações e um crescimento contínuo no número de acessos, comentários e curtidas.

Em 2022, a gente continuará na torcida pelo sucesso do Bonsucesso na Série B2 do Campeonato Carioca e a esperança de voltar a brilhar na elite do futebol carioca em um futuro não tão distante. A 1ª Divisão é o seu lugar, Bonsuça!

Desejamos a todos um Feliz Natal e um próspero Ano Novo! Que Jesus abençoe cada torcedor e ilumine os passos de nossos jogadores! 

23/12/2021

FERJ DIVULGA CALENDÁRIO DE COMPETIÇÕES PARA O ANO DE 2022


Exposição de camisas tradicionais do futebol carioca
Foto: FERJ

Anota na agenda! A FFERJ divulgou o calendário de competições para a temporada 2022. O Estadual da Série A começa em 26 de janeiro e termina no dia 3 de abril. A primeira divisão de acesso, a Série A2 começa no dia 1º de maio e se estende até o final de julho.

A Série C (5ª Divisão) terá início também em maio, no dia 8. A competição será realizada até 14 de agosto. A Copa Rio que dá direito ao campeão escolher disputar a Copa do Brasil ou o Brasileirão da Série D começa em 10 de agosto. O torneio vai até 23 de novembro. 

As Séries B1 e B2 começam em setembro. Primeiro, a 3ª Divisão no dia 3 e a 4ª Divisão na semana seguinte, dia 11. O Bonsucesso que não conseguiu classificação para as semifinais tentará na próxima temporada novamente dar um salto para sonhar com a elite no futuro. 

Por fim, o Carioca Feminino fecha o calendário. A competição se inicia em outubro e será concluído na segunda semana de dezembro.

No sub-20, o Carioca da Série B2 começa em maio e se estende até julho. Em 2021, o Bonsucesso terminou com o vice-campeonato ao perder para o Barra Mansa. 

   

08/12/2021

A DECADÊNCIA DOS CLUBES DE BAIRRO NO SUBÚRBIO DO RIO


A Associação Atlética Vila Isabel já foi um importante centro esportivo do Rio de Janeiro
Foto: Reprodução



Sair de casa para encontrar amigos, parentes, vizinhos e conhecidos nos clubes de bairro já foi um hábito muito comum entre os cariocas. Contudo, a visita para atividades esportivas e sociais está cada vez menos presente na rotina dos moradores do Rio de Janeiro. Isso porque esses tradicionais espaços de convivência vêm passando por muitos problemas que acabam culminando no fechamento.

Estudiosos do tema estimam que a decadência dos clubes de bairro vem acontecendo desde a década de 1970. Segundo o professor Victor Melo, especialista no assunto, são alguns os fatores que culminam na situação: a “domesticação das experiências” (pessoas cada vez mais em casa, muito por conta das tecnologias); dificuldades financeiras da classe média; especulação imobiliária e a construção de condomínios residenciais que têm quase tudo o que um clube pode oferecer.

“A conjunção de tudo isso leva os clubes a não conseguirem pagar as dívidas, a manter os espaços, e a estrutura. Alguns clubes tentaram fazer festas, bailes, mas não é o suficiente para todos”, destaca o professor Victor Melo.

Um dos casos mais recentes de fechamento de um clube histórico para a cidade foi a Associação Atlética Vila Isabel. O local, que por um bom tempo passou por dificuldades, encerrou as atividades para virar um empreendimento imobiliário.

“A maior parte dos clubes que não resistem e fecham as portas viram empreendimentos imobiliários”, frisa Victor Melo.

A situação se espalha por outros bairros e clubes. No ano passado, o jornal O Dia publicou que o Olaria Atlético Clube devia, aproximadamente, R$ 100 mil reais à Ligth. Na mesma reportagem, o clube do Bonsucesso é citado em um débito de mais de R$ 224 mil com a Cedae. Há alguns anos, o Olaria chegou a tentar vender seu estádio para pagar dívidas. Em 2020, o Bonsucesso transformou o hall de entrada do clube em um estacionamento para tentar arrecadar algum dinheiro neste período de crise.

“A consequência desse problema é a perda de espaço de referência. Os clubes foram mais que espaços só de diversão ou só de esporte. Grande parte da vida politica, social, cultural, passaram pelos clubes. Os clubes são importantes agentes de identidade local. Em geral, envolviam uma elite local, mas também havia espaço de contato com os populares dos bairros. Importantes políticos da cidade vieram dos clubes, os clubes sempre foram centros sociais. Os clubes foram referenciais para a vida pública, comunitária. Quando você perde esse espaço, você perde espaço de convenção comunitária. Essa perda é relevante para entender os movimentos de construção dos cotidianos das cidades”, afirma o professor Melo.

Muitos dos clubes em crise ficam na Zona Norte, nos subúrbios da cidade do Rio de Janeiro, enquanto na parte de maior poder aquisitivo da cidade, a Zona Sul, espaços históricos de convivência e prática esportiva, como Clube Monte Líbano, Caiçaras, entre outros, se mantém firmes.

“É muito triste assistir a depreciação dos subúrbios sendo refletida nos clubes e agremiações de nossos bairros. O impacto é direto não só na autoestima, como também na identidade e na memória do local, que vão perdendo vida cada vez que os clubes vão encontrando a falência”, opina o historiador Vitor Almeida, criador da página Suburbano da Depressão.

Diante do problema, algumas soluções são apontadas por especialistas: “Estamos reconfigurando os espaços públicos. Hoje temos outros grupos que de alguma maneira têm uma atuação parecida com as dos clubes. ONGs, grupos culturais, que tentam ter seus espaços físicos ou usam espaços públicos, governamentais. Mas a dinâmica é diferente do funcionamento dos clubes, que tinham essa coisa da base associativa comunitária. Eu acho que era possível recuperar os clubes em crise se o Poder Púbico investisse nesses espaços. Em áreas, bairros que têm poucas opções de lazer e clubes estão em situação difícil, a Prefeitura poderia, ao invés de construir praças, vilas olímpicas, investir nesses clubes e torná-los públicos, em uma parceria entre o público e o privado. O fim dos clubes não significa o fim dos espaços de lazer, eles só se reconfiguraram e estão diferentes do passado, mas faz falta o espaço, a dinâmica dos clubes. Eles são muito importantes e mereciam mais cuidado para ou se manterem ou voltarem a ter o papel que já tiveram no passado”, declara o professor Victor Melo.