Audax/Miguel Pereira 2x1 Bonsucesso
Duque de Caxias 3x1 Angra dos Reis
Olaria 1x3 Nova Iguaçu
Serra Macaense 3x1 Campos
Nova Cidade 0x5 Sampaio Correa
Serrano 1x1 Goytacaz
Maricá 1x0 São Gonçalo
A rodada teve início ontem (3) com o empate entre o Rio São Paulo e Artsul em 0 a 0, na Bariri. Na Taça Corcovado, os times de um grupo enfrentam as equipes do outro.
Você acompanha o jogo através da Rádio Jovem Carioca com a narração de Júlio César Ferreira, comentários de Fabinho Pinho e reportagens de Marcelino Santana. Clique aqui para ouvir a transmissão.
Como levantado pela equipe do FUTEBOLDORIO.COM, o Bonsucesso não atua no seu histórico estádio, o Leônidas da Silva, na Rua Teixeira de Castro, há seis anos, por falta de laudos técnicos exigidos pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FFERJ). Deste então, o clube virou um nômade quando mandante. Por muito tempo, mandou jogos em Moça Bonita, casa do Bangu, e até no estádio do maior rival, a Bariri, do Olaria. No início desta edição da Série B1, o Bonsucesso mandou um jogo na casa de outro rival, desta vez, o America. O Giulite Coutinho foi o local da partida de estreia diante do Nova Iguaçu.
O impasse da Teixeira de Castro
A situação financeira do Bonsucesso, com dívidas trabalhistas junto a funcionários e outros débitos a serem pagos, parece ser o principal motivo para que os jogos não possam acontecer em Teixeira de Castro. Ao menos, é o que dizem pessoas próximas ao clube. O FUTEBOLDORIO.COM apurou que chega a quase R$ 15 mil a estimativa de despesa para liberar o estádio para jogos oficiais. Campeão da Copa Rio do ano passado, o Bonsucesso tinha direito a uma vaga na Copa do Brasil e a uma premiação de R$ 500 mil, mas desistiu da competição, o que nem chegou a ser anunciado oficialmente e só foi descoberto quando o clube não constava no sorteio da Copa, substituído pelo Boavista, terceiro colocado da Copa Rio.
Para 2020, o Rubro-Anil consegue, ao menos, realizar seus treinamentos em Bonsucesso, após alguns anos utilizando as instalações da Aeronáutica, no Campo dos Afonsos, Zona Oeste do Rio. A espera da torcida para ver o Cesso em casa, no entanto, ainda segue: mesmo que só haja a exigência de dois laudos técnicos para receber jogos (mesmo de portões fechados) na atual temporada, os dos Bombeiros e da Vigilância Sanitária, não há previsão de que tais documentos possam ser liberados até o fim da Segundona, programado para 16 de dezembro. Enquanto isso, o Leão da Leopoldina busca novos rumos na Baixada Fluminense.
O Bonsucesso recebe o Serra Macaense, no Joaquim Flores, no sábado (31), às 15h.
Fonte: Futebol do Rio
O
Bonsucesso agoniza perante a falta de recursos e ações trabalhistas movidas
contra a instituição ao longo dos últimos anos. Uma delas chama a atenção. Em
outubro de 2017, os advogados do jogador Igor Luiz Erasmo Ribeiro impetraram na
justiça uma ação contra o clube e a L&S, empresa de Marcelo Salgado, gestor
do futebol, por atrasos salariais. O atleta que tinha assinado contrato entre
22/06/2015 a 21/06/2018, recebia um salário base (R$880,00), porém a
diretoria não arcou com vencimentos durante parte do período. Nos
autos do processo, constam o inadimplemento das seguintes verbas trabalhistas (confira abaixo).
Em 1º de março de 2018, o Bonsucesso alegou que o jogador ‘firmou contrato de prestação de serviço pelo período de 22/06/2015 a 03/04/2017, mediante salário mensal de R$ 800,00, ocasião em que não mais compareceu na sede do clube reclamado para receber os seus direitos resilitórios.’
Tivemos acesso ao contrato da L&S com o Bonsucesso, que estabelece na cláusula terceira que, a empresa de Marcelo Salgado se comprometeu integralmente, em cumprir todas as responsabilidades trabalhistas. O contrato salienta ainda que a L&S detém um percentual de 95% de todas as cotas de televisão da TV Globo, repassadas pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, rendas de jogos, publicidades e exploração do clube (confira abaixo o contrato).
Os advogados de Igor Luiz Ribeiro ainda apontam que a
L&S não é registrada na CBF e não está habilitada para ser intermediária de
jogadores. A Confederação Brasileira de Futebol, inclusive, ingressou como parte interessada no processo. Diante das acusações, a juíza Amanda Diniz Silveira
convocou os representantes da L&S Assessoria Empreendimentos e
Participações LTDA a prestarem esclarecimentos, porém, os oficiais não
encontraram Marcelo Salgado no endereço da empresa.
Júlio César Martins se disse surpreendido ao longo do processo com a decisão do vice-presidente do Bonsucesso, Nilton Bittar, que eximiu a L&S de responsabilidade sobre os pagamentos e por fim, coube a instituição o ônus pelo pagamento do acordo.
"Houve surpresa até ao magistrado pelo contrato que está nos autos. É impensável um vice-presidente eleito transferir uma responsabilidade que já não era mais do clube para o seu próprio clube. Ou seja, fico livre de uma dívida, chego no processo e pego essa dívida de novo? É uma coisa absurda. É totalmente inédito. Ficamos sem entender essa parte", disse à Rádio Globo/CBN.
Apesar da decisão interposta por Nilton Bittar, a justiça manteve a L&S no processo. Apuramos que na presença da juíza que acompanhou o caso, o presidente Ary Amâncio chegou a negar que conhecesse Marcelo Salgado, porém, a defesa do ex-jogador anexou fotos que comprovam a relação entre a diretoria do clube e os gestores do futebol.

Na próxima rodada, o Bonsucesso volta a jogar no Joaquim de Almeida Flores, onde passará a mandar seus jogos, e encara o Serra Macaense, às 15h do sábado (31). No dia seguinte, o Nova Cidade vai até Cardoso Moreira enfrentar o Campos, no Estádio Antônio Ferreira de Medeiros, também às 15h.
Após boa troca de passes, Bonsucesso abre o marcador
Jogando em casa, o Nova Cidade começou tomando a iniciativa do jogo e assustou em um lance por acaso. Léo Júnior tentou cruzamento para a área, mas a bola tomou a direção do gol e só não entrou porque parou no travessão. Porém, aos poucos o Bonsucesso foi equilibrando a partida e conseguiu o gol aos 38 minutos.
Fabiano cobrou falta rápida para Guilherme na esquerda, e o lateral cruzou na medida para Wellington Júnior pegar de primeira e abrir o marcador. O Nova Cidade quase chegou ao empate com uma ajuda do adversário. Após cobrança de escanteio, Daniel Rosa cabeceou, João Paulo falhou, mas para a sua sorte, a bola bateu no travessão e o goleiro conseguiu fazer a defesa em seguida, conseguindo manter a liderança do Bonsucesso no placar.
Nova Cidade chega ao empate nos acréscimos
Perdendo o jogo, o Nova Cidade começou o segundo tempo pressionando e aos sete minutos, Lucas Moraes foi derrubado por Ferreira na área e o árbitro marcou pênalti. Porém, Diego Armando cobrou pra fora, a esquerda de João Paulo. Mesmo com a penalidade desperdiçada, o Quero-quero da Baixada seguia dominando a partida e assustou em arremate de Jean Cláudio, mas o goleiro defendeu firme.
O Bonsucesso até teve algumas chances de contra-ataques, mas não aproveitou e o Nova Cidade seguia com o domínio da partida. Mas a pressão do Nova Cidade seguiu até o final e o empate veio nos acréscimos. Jean Cláudio cobrou falta para área, Christian fechou na segunda trave e mandou para o fundo do gol, e o jogo acabou 1 a 1.
FICHA TÉCNICA
Nova Cidade 1×1 Bonsucesso (Taça Corcovado – 1ª rodada)
Data: 28 de outubro de 2020 às 15h
Estádio: Joaquim de Almeida Flores (Nilópolis-RJ)
Árbitro: Glauber do Amaral Cunha
Assistentes: Fabio Ramos França e Victor André Balbino Costa
Nova Cidade: Lucão; Ranieri (Jean Cláudio, intervalo), Caio e Daniel Rosa; Léo Junior (Cláudio, 28’/2ºT), Augusto, Jonathan Napu (Christian, 36’/2ºT), Lucas Morais e Farney; Diego Armando e Marreta (Isaque, intervalo). Técnico: Alexandre Carioca.
Bonsucesso: João Paulo; Jefferson, Rafael, Vladimir e Guilherme; Ferreira, Yago Neto e Fabiano (Matheus Santos, 22’/2ºT); Wellington Júnior (Agnaldo Júnior, 31’/2ºT), Vitinho (Moraes, 42’/2ºT) e Matheus Bastos (Leyvison, 42’/2ºT). Técnico: Rogério Pina.
Cartões Amarelos: Augusto e Léo Júnior (NCI); Ferreira e Vladimir (BON)
Gols: Wellington Júnior, 38’/1ºT (0-1); Christian, 49’/2ºT (1-1)
Por: Bernardo Oliveira
Fonte: Futebol do Rio
GANDHI: "Ele é um goleiro muito experiente. Não perdemos somente ele, mas outros atletas do mesmo nível. Era uma equipe equilibrada. Não tive a oportunidade de trabalhar com o Léo Flores. O clube tem muito carinho e respeito por ele. Vamos tentar dar uma continuidade no trabalho com outros jogadores para a posição. Fará falta assim como os outros, mas temos que seguir. Os que estão têm muito potencial."
FANÁTICOS: Os gramados da B1 não possuem um primor e o 'montinho artilheiro' é o que mais existe. O trabalho de reflexo com os goleiros é uma alternativa ainda mais importante para passar por cima dessa adversidade?
GANDHI: "Essa é a pergunta que deixa a gente muito preocupado. Há sempre o montinho artilheiro que faz a diferença nos jogos mais importantes. Toda a competição é prejudicada quando os gramados não são tão bons devido a baixa condição dos clubes de jogarem em casa e investirem. Mas, a tenho um perfil de trabalhar situações de jogo. Montamos o que pode acontecer durante as partidas. O trabalho de reação ajudará muito. Isso agrega demais. Essa adversidade vai servir para os dois lados. Vamos tentar amenizar todos os problemas e contar com a sorte. Goleiro que não tem sorte não pode ser goleiro (risos). Esperamos alcançar o objetivo com o Bonsucesso."