sexta-feira, 19 de outubro de 2012

"A CRÔNICA CRÍTICA DE UM RUBRO-ANIL" COM DÊRAUÊ


 Legenda Foto abaixo:
Pôr do Sol no Lajedo Pai Mateus em Cabaceiras, sertão paraibano.

Todo fim de jogo lá vai ele, barriga à frente, levando os jogadores do banco ao gramado para confraternizar com os atletas que terminaram a partida. Pois coisa pra comemorar é o que não tem faltado ao Bonsuça: classificação na primeira fase da Copa Rio, cem por cento de aproveitamento na segunda e ainda um aniversário de 99 anos no meio disso tudo.
Orlando Caulim, o "professor" do rubro-anil, completou dois meses de cargo no último dia sete, após ter passado todo o returno da primeira fase sem saber o que é perder. Desde então, o Leão também não sabe o que é sofrer gols: o último foi tomado nos acréscimos do segundo tempo contra o Angra, no encerramento do Grupo B, quinze dias atrás.
Se agora o treinador é festejado pela torcida e elogiado pelos comentaristas, o início das relações na Teixeira de Castro não foi nada assim. Três semanas antes de sua chegada, a diretoria do clube havia definido que o comando da equipe na Copa Rio ficaria a cargo dos técnicos que levaram os juniores à quinta posição geral no último campeonato estadual (série A). A decisão, porém, caiu através do anúncio de uma parceria com um grupo de empresários que passou a tomar conta do departamento de Futebol e trouxe reforços oriundos do futebol nordestino.
A surpresa do anúncio reavivou o ressentimento pelo fiasco da participação na série A durante o primeiro semestre, ainda presente nos corações rubro-anis. Quem acompanhou o processo de desmonte da base que venceu a segundona de 2011 não poderia deixar de associar as situações e ver com desconfiança a mudança repentina de rumo. Somou-se a isso o preconceito pela origem do técnico e dos jogadores novos, e piadinhas discriminatórias tomaram conta das arquibancadas do Leônidas da Silva.
As primeiras vitórias não convenceram, as derrotas preocuparam e a competência do cearense foi posta em cheque. Mas quem duvidou da competitividade do futebol nordestino não viu o "jegue escondido na história", como dizia o samba-enredo da Imperatriz Leopoldinense. Orlando foi vítima do mesmo mal que nós sofremos quando terceiros não levam a sério a disposição de torcer para um time de menor investimento e menos visibilidade na grande mídia, chamando-nos de "pequenos" ou "de menor expressão".
A vida do suburbano não é fácil, como a do sertanejo. E daí vem a sua - a nossa - força. Caulim perseverou, demonstrando personalidade e dinamicidade na condução tática. Não fala muito durante a partida, mas ao que parece os atletas têm seguido as instruções dos treinos. Bateu duas vezes o arquirrival da rua Bariri e levou o Cesso à sua primeira vitória em cima do Resende, exorcizando alguns fantasmas que rondavam o campo da antiga Estrada do Norte - como bem comentou Diego Zurita na última partida, cuja transmissão foi capitaneada pelo fanático André Veras.
"Pai" Orlando ainda terá trabalho nas rodadas restantes do Grupo E. A última partida contra o próximo adversário, o Goytacaz, há mais de dois anos, terminou com vitória do Leão. Diferentemente daquela ocasião, quando se anunciou que o embate se daria a portas fechadas, agora o time contará com a torcida para apoiá-lo - como vem fazendo, aliás, durante toda esta Copa Rio. No confronto seguinte, quarta-feira, às 16h, a tarefa será encerrar o turno ganhando do alvirrubro da Moça Bonita e enterrando a triste lembrança do um a um ocorrido em Edson Passos na segunda rodada do returno da Série A deste ano.
O Rubro-anil tem todas as condições de alcançar o topo da tabela já neste sábado, uma vez que o líder Bangu será o "folgado" da rodada. A Teixeira de Castro, depois da passagem de Manoel Neto, voltou a ter um técnico e um elenco dignos desses nomes. Os termos da parceria que os trouxe ainda não se tornaram públicos, mas o público presente vem aumentado a cada apresentação. Próximo sábado, o espetáculo - em campo e nas arquibancadas - promete.
É pagar 10 reais (ou 5 para estudantes e sócios do Rubro-Anil) para ver.

PRA CIMA DELES, CESSO!



2 comentários:

RONALDO FANATICO ATRÁS DO GOL disse...

A VERDADE TEM QUE SER DITA NÃO ADIANTA DIZER QUE ERA APOIADO QUE NAO ERA MESMO MAIS AGORA ESTA MOSTRANDO O SERVIÇO E FAZENDO A TORCIDA ESQUECER CERTOS EMBLOGUIOS .

AVANTE CESSO !

PRACIMA AGORA DO GOYTACAS GALERA 100% CESSO

George Joaquim Ferreira Machado disse...

A função de todo o torcedor é apoiar de início o seu treinador. Caulin teve a paz necessária para trabalhar na Teixeira de Castro. As mudanças, então chocantes, estão mostrando em números que são necessárias.
O medo deu lugar para a esperança!
Abração.