quinta-feira, 7 de junho de 2012

"A CRÔNICA CRÍTICA DE UM RUBRO-ANIL" COM DÊRAUÊ

Equipe Juvenil Campeã de 1939. Em pé: Técnico Francisco de Souza (Gradin); Auxiliar Técnico Antenor de Oliveria (Caluda); Mestiço, Justo, Jahú, Carlos (Careca), Walter (Bolinha); Diretor Deptº Juvenil  Victoriano da Silva Porto. De joelhos: Haroldo, Jorge, Sylvio. Sentados: Octávio, Maneco, Tião."

Como já introduzi alhures (estopim.net/y7/?p=1054), se o Bonsuça não tem condições de repetir o feito de 1939, quando foi campeão estadual nos juniores, o time do técnico Jorge Martins ainda pode alcançar o quinto lugar geral na competição deste ano. Para isso, a última vitória, contra o Boavista, fora de casa, por três a um foi fundamental, assim como também será conquistar os três pontos sobre o Friburguense, amanhã (sábado, 9/6), na Teixeira de Castro.

Infelizmente, também será preciso torcer para que, no mesmo dia, o Duque de Caxias encontre uma pedra no caminho de Conselheiro Galvão e não consiga vencer o Madureira. O arrendatário do Estádio “Marrentão”, em Xerém, possui quarenta e seis pontos no somatório dos dois turnos, dois a mais que o Bonsucesso. Vencendo o time de Friburgo, chegaremos ao mesmo número de vitórias – primeiro critério de desempate – obtidos pelo Duque, mas levamos vantagem no saldo de gols (seis a mais), o que nos deixaria à sua frente.

Há a chance de o campeonato terminar no próprio sábado, caso o Nova Iguaçu vença o Vasco fora de casa. Logrando-o, se sagrará “supercampeão” da categoria, uma vez que o time da baixada venceu a Taça Guanabara com quatro pontos de vantagem sobre o Flamengo e o tricolor das Laranjeiras. Caso empate, e o Fluminense vença o Olaria na Bariri, ambos chegam a trinta e cinco pontos, igualando-se também em número de vitórias (treze). Mas como o pó-de-arroz tem sete gols a mais de saldo, este terminaria em primeiro, levando a decisão para uma final entre os dois, prevista para o fim de semana seguinte.

Levando em conta somente a classificação do segundo turno, por outro lado, parece que de alguma maneira o rebaixamento dos profissionais abalou os ânimos dos meninos da antiga Estrada do Norte. O retrospecto dos últimos jogos tem como marca a irregularidade. Antes da vitória sobre o Boavista na quarta-feira, perdemos em casa para o Duque de Caxias por 4 a 3 no último fim de semana, enquanto nas rodadas anteriores vencemos o Fluminense, fora, por 2 a 1; empatamos com o Americano no Godofredo Cruz com um gol marcado; e batemos o Voltaço pelo mesmo placar registrado contra o Flu.

Até o início da partida de quarta-feira, o Leão ocupava a décima posição. Subiu dois lugares depois dos três pontos conquistados, chegando a oitavo entre os dezesseis que disputam a Taça Rio. Com dezoito pontos e um gol positivo em seu saldo, ainda pode ultrapassar o Macaé (com dezenove pontos e seis gols negativos de saldo), que na última rodada enfrentará o Volta Redonda na cidade do aço.

Além do Bangu, empatado na tabela com o Bonsuça em pontos e vitórias, mas com cinco gols a menos de saldo, apenas o Americano ainda pode, matematicamente,  ultrapassar o Rubro-Anil da Leopoldina. O time de Moça Bonita enfrentará o Resende em seu estádio, enquanto a equipe do norte fluminense encara o rubro-negro da lagoa em Godofredo Cruz.

De qualquer forma, a campanha do rubro-anil nos Juniores demonstra como um trabalho sério e realizado com perspectivas de médio prazo, em que pesem as dificuldades que impõem as limitações de estrutura presentes no nosso amado Leão da Leopoldina. Além de servir de exemplo, não se pode esquecer que os garotos são, além do presente, o futuro do futebol do clube – e isto para muito além dos craques ainda à espera da revelação. Estes, infelizmente, deixarão o clube mais cedo ou nem tanto.

Junto aos menos “cobiçados”, por sua vez, é possível desenvolver um trabalho de valorização e identificação com o nosso Leão, com vistas a desenvolver uma base – o nome não é à toa – sólida para o futebol rubro-anil. Assim, poderemos cada vez menos ficar à mercê de patrocínios e eventuais “doações” para conseguir observar os compromissos financeiros, além de impulsionar – como na época da Escola de Instrução Militar 337, mantida pelo Bonsuça em seus primórdios – o caráter humano e a formação profissional desses jovens que buscam, em sua maioria, melhores condições de vida para si e para seus familiares através do esporte mais popular do mundo.



4 comentários:

Herman disse...

Fala, Derauê, tudo bom? Sua análise do Bonsucesso nos juniores é muito boa. Eu levo fé que a nova safra virá a ajudar o clube em um futuro próximo. Estamos na luta!!!

Anônimo disse...

Sr.Derauê sua escrita tem sinceridade e desejo de um clube melhor mas procure saber como está os nojentos bastidores do clube com as "pessoas certas" e um lembrete, cuidado no Bonsuça atual o inimigo mora ao lado.

George Joaquim Ferreira Machado disse...

Ah se pelo menos os profissionais brigassem pelo 5º lugar como estão estes meninos...
Parabéns pela coluna Dêrauê!
Abração.

Dêrauê disse...

Muitíssimo obrigado, companheiros colunistas! Vamos que vamos, todos juntos!
Sr(a). anônimo(a), eu só posso falar do que está à luz dos acontecimentos. Se tem algo acontecendo nos bastidores que seja ruim para o nosso clube, e o(a) sr(a). estiver sabendo, o melhor para a Instituiçao é trazer à tona. A verdade sempre é o melhor remédio, e o anonimato tampouco ajuda nisso.
Abraços e saudaçoes rubro-anis a tod@s!