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10/07/2026

JOGADORES SÃO ABSOLVIDOS NO PLENO DO TJD APÓS SEREM ACUSADOS DE ENVOLVIMENTO COM MÁFIA DE APOSTAS NO RIO DE JANEIRO


Luis Gustavo, o Bicho, é absolvido no Pleno do TJD-RJ
Foto: Sampaio Correa/Divulgação

Luis Gustavo, ex-Portuguesa e Sidney Pages, ex-Nova Iguaçu, tiveram uma reviravolta no TJD-RJ. Após serem suspensos por 365 dias pela 6ª Comissão Disciplinar por suposta participação em esquema de manipulação de resultados, os jogadores recorreram e foram absolvidos no Pleno nesta quinta-feira.

Por quatro votos a três, os jogadores estão liberados para atuar novamente. O episódio denunciado envolvia o jogo entre Portuguesa e Nova Iguaçu, pelo Campeonato Carioca deste ano, onde ambos receberam cartão amarelo. A empresa SportRadar apontou à FERJ valores estranhos de inúmeros apostadores em ambos os atletas, na chamada 'micro-apostas', que se referem a lances que podem ocorrer diretamente nas partidas e não precisamente no resultado do jogo. 

O presidente da Portuguesa, Marcelo Barros, e o supervisor Jefferson Muniz, também tiveram a pena convertida apenas em advertência por não contribuírem com as investigações no âmbito esportivo. Os dirigentes tinham sido condenados a pagar multa de R$5 mil cada. Já os atletas ainda receberam uma pena de R$1 mil.

O advogado Dario Corrêa Filho defendeu que não existia prova para incriminar Luis Gustavo e Sidney e apontou apenas 'indícios' na acareação. Durante a defesa ainda foi sustentado que a Polícia Civil ainda investiga o caso e que não foram encontrados depósitos ou transferências que liguem os jogadores aos apostadores. Dario Corrêa Filho ainda disse que o relatório da SportRadar não aponta que os jogadores tenham participado de fraude. Segundo ele, não houve prejuízo moral ou esportivo ao campeonato. 

Segundo o Diário Lance, a defesa dos dirigentes da Lusa apontaram que eles não participaram das oitivas porque os e-mails cadastrados estavam inativos durante as intimações. Tanto Marcelo Barros como Jefferson Muniz prestaram depoimento na Polícia Civil e sempre se colocaram à disposição das autoridades. 

Os auditores Felipe Bevilacqua, Alan Flávio Geraldo Fonseca, Alexandre Abby e José Teixeira Fernandes votaram pela absolvição dos jogadores. O relator Celso Jorge Fernandes votou pela manutenção da pena, reduzindo apenas a suspensão para 240 dias e multa de R$1 mil. Aos dirigentes, foi proposto pena de R$500. Já Juliana Siqueira e Dilson Neves Chagas acompanharam parcialmente o relator, defendendo a manutenção da condenação dos atletas com redução da pena para 240 dias e diminuição das multas aplicadas aos dirigentes.

Segundo o levantamento feito pela empresa associada à FERJ, 130 contas fizeram apostas em cartões aos dois jogadores no devido confronto pelo Estadual, com investimento aproximado de R$38 mil e lucro de R$253 mil.

Os dois jogadores ainda são investigados na esfera criminal. No início da semana, a DECON realizou ação de busca e apreensão e conduziu Luis Gustavo à Delegacia para prestar depoimento. O jogador foi liberado posteriormente. Bicho atuou no Bonsucesso em três temporadas e foi um dos principais nomes na campanha do acesso à Série A2. Ele estava cotado para voltar à Teixeira de Castro esse ano, mas acabou saindo da Lusa rumo ao Olaria.


Sidney Pages atuou pelo Nova Iguaçu no Carioca
Foto: Divulgação