domingo, 9 de setembro de 2012

"A CRÔNICA CRÍTICA DE UM RUBRO-ANIL" COM DÊRAUÊ



Pressão do Madura no colorido Estádio Aniceto Moscoso.

Dois jogos, dois resultados diferentes. A situação, porém, perdura. Preocupantemente.
Orlando Caulim "comemorou" um mês no comando do Leão da Leopoldina com uma derrota por placar simples para o Madureira, lá na Conselheiro Galvão. Se o resultado é obviamente desanimador, de ver no gramado o futebol do azul e grená já se sofria: o empate até os 40 minutos da segunda etapa foi recheado de passagens bisonhas.

Passes errados, marcação desatenta e posicionamento bagunçado também estiveram presentes na partida de estreia contra o Olaria, mas a vitória sofrida, conquistada no rebote do pênalti por Grafite, era o lavar da alma após quatro meses e meio amargando o dissabor do rebaixamento por apenas um ponto. Que teve à sua frente, justamente, o alvianil da Bariri.

No gol, o egresso dos juniores Gustavo, apesar da pouca experiência e do vacilo feio no gol do Olaria, tem demonstrado alguma confiança e já se aventura na grande área para deter o ataque adversário. Medida necessária, já que a zaga, mantida intacta por Caulim nas duas partidas, é puro desentendimento.

Se o lateral direito da estreia, Felipe, teve a chance de mostrar seu futebol e, por isso, perdeu a posição para Otavio, mais seguro, falta à equipe descobrir que também existe campo do lado esquerdo do estádio para permitir que Alan Fernandes, mantido, possa fazer mais do que o único chute a gol do Bonsuça na primeira etapa contra o Madura. No meio, a saída de Ferreira - muito mal na primeira partida - e o adiantar de Alex Alves, com a entrada de Patrick e Jonathan, não gerou mudanças sensíveis.

Assim, com jogadas pelo centro - na improvável situação de nenhum passe sair errado - ou lançamentos - sejamos francos, chutões - buscando alcançar algum instante de luz no centroavante, o rubroanil cria raras situações de perigo. Alguma coisa melhorou no ataque quando, pela primeira vez, Alemão e Jeferson estiveram em campo ao mesmo tempo (no jogo anterior, aquele substituiu este) e deram algum trabalho à zaga do tricolor suburbano. Mais velozes que Grafite, substituído, faltou-lhes a objetividade deste, demonstrada nos dois gols da partida na Teixeira de Castro.

Vencer a Copa Rio e conquistar uma vaga para disputar a Copa do Brasil no ano do centenário: este é o objetivo de Rogério Amorim, convidado por Régis Melo, diretor de futebol, a ser contraparte num chamado "contrato de parceria" com o Bonsucesso, declarado a André Veras no programa "Papo de Doente" (http://www.youtube.com/watch?v=X4FqnCe4Lmc). Vendo o que se passa no gramado, e só de olhar a tabela dos demais grupos da competição (http://georgejoaquim.blogspot.com.br/2012/09/classificacao-dos-grupos-da-copa-rio.html?spref=fb), tem-se a noção de que passar à segunda fase não é o problema mas, sim, passar dela.

Resta-nos, porque preciso e necessário, torcer pela vitória do rubro-anil no estádio. Enquanto fora, porém, não podemos nos furtar de analisá-lo.


Um comentário:

Dêrauê disse...

E a vitória de hoje não altera, em substância, a análise. Infelizmente.